No coração do Ibirapuera, o SP2B reúne esta semana criadores, empresários e pensadores para interrogar uma questão que atravessa todos os setores: como a criatividade deixou de ser ornamento para se tornar condição de sobrevivência. De Luísa Sonza a Daniel Lamarre, do Cirque du Soleil, vozes de mundos distintos convergem para explorar o que sustenta organizações, territórios e identidades num tempo em que inovar não é vantagem — é exigência.
SP2B reúne Luísa Sonza, Felca e Cirque du Soleil em painéis sobre cultura e criação
Sem criatividade, não tem negócio — e isso virou infraestrutura
Por que um evento como o SP2B coloca Luísa Sonza e um executivo do Cirque du Soleil na mesma conversa? Qual é a conexão?
A conexão é que ambos trabalham em escala — um evento que transforma como a cidade funciona, uma companhia que reinventa o que é possível fazer em um palco. O painel não é sobre música ou circo. É sobre como criatividade vira política pública, vira economia, vira transformação territorial.
E por que Felca, um influenciador digital, está conversando com um antropólogo sobre solidão e liderança?
Porque a solidão do empreendedor não é um problema psicológico isolado. É um fenômeno social. O digital prometeu conexão infinita, mas quem toma decisões difíceis continua sozinho. O painel tenta entender isso com seriedade.
A moda parece ocupar muito espaço nesta programação. Por quê?
A moda é onde tudo converge agora — tecnologia, sustentabilidade, empreendedorismo feminino, inovação. Não é mais só sobre roupas. É sobre como uma cadeia produtiva inteira pode ser rastreada, transparente, feita por mulheres em posições de poder.
Blockchain para rastreabilidade em moda soa como buzzword. É real?
Segundo os painelistas, evoluiu de promessa para infraestrutura. Significa que você consegue saber de onde veio cada peça, quem a fez, sob quais condições. Para sustentabilidade, isso muda tudo.
O que une todas essas conversas?
A ideia de que criatividade não é um luxo. É o que mantém organizações vivas, o que constrói comunidades reais, o que torna a economia criativa uma política de escala. É o que diferencia quem sobrevive de quem desaparece.
O Pulso
- A economia criativa pressiona líderes a repensarem seus papéis: não basta produzir cultura, é preciso transformá-la em política de escala e revitalização urbana.
- A moda enfrenta uma tensão crescente entre o ritmo acelerado da indústria e a urgência de cadeias produtivas mais transparentes — e o blockchain surge como resposta concreta, não como promessa.
- Influenciadores e empreendedores confrontam a solidão das decisões difíceis, enquanto o pertencimento em comunidades digitais redefine o que significa liderar no século XXI.
- Mulheres do setor criativo ocupam os palcos para mapear caminhos reais de protagonismo nos espaços de decisão — da moda às secretarias de cultura.
- A programação converge para um diagnóstico compartilhado: criatividade não é decoração, é a infraestrutura que mantém marcas, organizações e cidades vivas e relevantes.
No coração do Ibirapuera, o SP2B reúne esta semana criadores, empresários e pensadores para interrogar uma questão que atravessa todos os setores: como a criatividade deixou de ser ornamento para se tornar condição de sobrevivência. De Luísa Sonza a Daniel Lamarre, do Cirque du Soleil, vozes de mundos distintos convergem para explorar o que sustenta organizações, territórios e identidades num tempo em que inovar não é vantagem — é exigência.
O parque Ibirapuera se transforma esta semana em arena de ideias com o SP2B, evento que reúne de terça a sexta-feira nomes da música, tecnologia, moda e artes cênicas para debater criatividade como motor econômico e ferramenta de transformação social.
Na terça-feira, Luísa Sonza — uma das atrações da Virada Cultural deste ano — senta à mesa com o secretário municipal de cultura Totó Parente e a CEO da Mynd, Fátima Pissara, para discutir como grandes eventos culturais revitalizam territórios e transformam a forma como as pessoas vivem e ocupam a cidade. Na quarta, o influenciador Felca e o antropólogo Michel Alcoforado mergulham nos desafios emocionais da nova liderança: a solidão das decisões, o pertencimento digital e o que significa ser livre quando se empreende.
A moda ocupa espaço central. Executivos de C&A, Grendene e Santista debatem inovação e os gaps entre formação e indústria, enquanto líderes de sustentabilidade da Riachuelo, Soma e C&A discutem como o blockchain pode ampliar a rastreabilidade nas cadeias produtivas. O protagonismo feminino também marca presença, com a escritora Luanda Vieira, a secretária estadual Marília Marton e a fundadora da Artemisi, Mayari Jubini, traçando caminhos para ampliar a presença de mulheres nos espaços de decisão.
Na sexta-feira, a coreógrafa Deborah Colker e Daniel Lamarre, ex-CEO do Cirque du Soleil, encerram o ciclo com uma afirmação direta: sem criatividade, não há negócio. No mesmo dia, Nizan Guanaes e Bianca Andrade discutem a economia da atenção e como marcas constroem relevância num mundo dominado por algoritmos. Juntos, os painéis desenham um mapa do que move e preocupa quem cria e lidera neste momento.
O parque Ibirapuera recebe nesta semana uma programação densa de painéis e conversas que reúne nomes consolidados da música, tecnologia, moda e artes cênicas para debater como a criatividade funciona como motor econômico e ferramenta de transformação social. De terça a sexta-feira, o SP2B — evento que já se consolidou como espaço de encontro entre criadores, empresários e líderes — oferece uma série de mesas redondas que tocam em questões que definem o presente: como grandes eventos culturais fortalecem territórios, de que forma a sustentabilidade entra nas cadeias produtivas da moda, e por que a criatividade deixou de ser luxo para virar necessidade competitiva.
A cantora Luísa Sonza, que foi uma das principais atrações da Virada Cultural deste ano, participa de um painel na terça-feira que examina exatamente esse fenômeno. Ao lado de Totó Parente, secretário de cultura e economia criativa da Prefeitura de São Paulo, e Fátima Pissara, CEO da agência Mynd, ela discutirá como um grande evento pode revitalizar a forma como as pessoas vivem e ocupam a cidade, transformando cultura em política de escala. A conversa será mediada por José Mauro Gnaspini, diretor do Centro de Criatividade de São Paulo.
Na quarta-feira, o influenciador digital Felca sobe ao palco para uma conversa que promete ser mais introspectiva. Ao lado do antropólogo Michel Alcoforado, autor de "Coisa de Rico: A Vida dos Endinheirados Brasileiros", ele abordará os desafios emocionais que acompanham a nova liderança — a solidão de tomar decisões difíceis, o significado de pertencimento em um mundo digital, e como as transformações nas relações sociais redefinem o que significa estar sozinho ou livre quando se empreende.
A moda ocupa espaço central na programação. Executivos de grandes empresas como C&A, Grendene e Santista discutem inovação tecnológica e os gaps entre a formação de talentos e as necessidades reais da indústria. Em outro painel, a tecnologia blockchain entra em foco — não como promessa futurista, mas como infraestrutura capaz de ampliar a rastreabilidade nas cadeias produtivas. Líderes de sustentabilidade da Riachuelo, Soma e C&A conversam sobre como dados digitais podem transformar a transparência na moda.
O protagonismo feminino também marca presença. Luanda Vieira, escritora e jornalista; Marília Marton, secretária de cultura, economia e indústria criativa do Estado de São Paulo; e Mayari Jubini, fundadora da grife Artemisi, compartilham caminhos para ampliar a presença de mulheres nos espaços de decisão do mercado de moda. Na quinta-feira, a atriz e empresária Deborah Secco conversa com João Silva, filho de Fausto Silva e empresário, e Luís Justo, ex-CEO da Rock World, sobre como a inquietude do empreendedorismo reconstrói identidades profissionais.
Na sexta-feira, a coreógrafa Deborah Colker encontra Daniel Lamarre, ex-CEO e atual vice-presidente executivo do conselho do Cirque du Soleil. O tema é direto: sem criatividade, não tem negócio. Eles refletem sobre como imaginação, experimentação e coragem para inovar se tornam vantagens competitivas para quem lidera organizações e constrói marcas. No mesmo dia, o publicitário Nizan Guanaes e a empresária Bianca Andrade discutem a economia da atenção — como marcas e pessoas constroem relevância em um cenário dominado por algoritmos e consumidores cada vez mais seletivos.
Os painéis funcionam como um mapa do que preocupa e move criadores, empresários e líderes neste momento: a necessidade de conectar comunidades em vez de apenas alcançar audiências, a urgência de sustentabilidade não como marketing mas como infraestrutura, e a compreensão de que criatividade não é decoração — é o que mantém organizações vivas e relevantes.
Citações Notáveis
Como grandes eventos podem fortalecer a economia criativa, revitalizar territórios e transformar a forma como as pessoas vivem e ocupam a cidade— Painel sobre Virada Cultural com Luísa Sonza, Totó Parente e Fátima Pissara
Imaginação, experimentação e coragem para inovar podem se tornar benefícios competitivos para quem lidera organizações e constrói marcas— Deborah Colker e Daniel Lamarre, em painel sobre criatividade nos negócios