SP descarta segundo caso suspeito de ebola após exames negativos

Duas amostras negativas em períodos diferentes confirmam o descarte
O protocolo da OMS exige coletas em momentos distintos para descartar com segurança a infecção por ebola.

Duas vezes em junho de 2026, São Paulo acionou seus protocolos de vigilância para investigar possíveis casos de ebola em viajantes vindos da República Democrática do Congo — e duas vezes os exames laboratoriais devolveram silêncio ao alarme. A mais recente investigada, uma mulher de 31 anos com febre e diarreia, recebeu alta do suspeito após dois testes negativos pelo Instituto Adolfo Lutz, permanecendo internada com diagnóstico de gastroenterocolite aguda. O episódio revela menos uma ameaça concreta do que a maturidade de um sistema de saúde que aprendeu a distinguir o medo justificado da doença confirmada.

  • Uma mulher retorna do Congo com febre e diarreia, sintomas suficientes para acionar imediatamente o protocolo de emergência para ebola no estado de São Paulo.
  • A paciente é transferida de hospital particular para o Instituto Emílio Ribas, referência estadual em doenças infecciosas, elevando o nível de atenção pública.
  • A primeira amostra, coletada antes de 72 horas do início dos sintomas, não poderia sozinha descartar a infecção — a OMS exigiu uma segunda coleta para garantir a conclusão.
  • Ambos os testes de RT-qPCR e sequenciamento genômico voltaram negativos, e o diagnóstico foi reorientado para gastroenterocolite aguda, com evolução clínica favorável.
  • É o segundo caso suspeito descartado em São Paulo apenas em junho, enquanto a vigilância epidemiológica segue monitorando viajantes que retornam da RDC.

A Secretaria de Saúde de São Paulo encerrou na sexta-feira à noite a investigação de um segundo caso suspeito de ebola em 2026: uma mulher de 31 anos que havia retornado da República Democrática do Congo com febre e diarreia. Os sintomas acionaram o protocolo de vigilância, e ela foi transferida de um hospital particular para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, referência estadual para doenças infecciosas.

O processo de descarte envolveu duas rodadas de análise laboratorial. Como a primeira amostra foi coletada antes de 72 horas do início dos sintomas — janela em que o vírus pode não ser detectável —, o protocolo da OMS exigiu uma segunda coleta. O Instituto Adolfo Lutz utilizou RT-qPCR e sequenciamento genômico em ambas as amostras, e os dois resultados foram negativos. A diretora-geral Adriana Bugno explicou que apenas a combinação de duas coletas negativas em períodos distintos satisfaz o critério laboratorial para descarte.

A paciente permanece internada com diagnóstico confirmado de gastroenterocolite aguda e apresenta evolução favorável. Este é o segundo caso investigado e descartado em São Paulo em junho: no início do mês, um homem de 37 anos com histórico de viagem à mesma região também foi liberado após exames negativos. Ambos foram monitorados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac, com notificações encaminhadas ao Ministério da Saúde. A vigilância sobre viajantes provenientes da República Democrática do Congo, onde o ebola segue em circulação, permanece ativa.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo encerrou a investigação de um segundo caso suspeito de ebola na sexta-feira à noite, confirmando que uma mulher de 31 anos não estava infectada pelo vírus. A paciente, que havia retornado recentemente da República Democrática do Congo, apresentava febre e diarreia — sintomas que desencadearam o protocolo de vigilância — mas os testes realizados pelo Instituto Adolfo Lutz descartaram a presença do patógeno.

A mulher foi notificada como caso suspeito na quarta-feira e transferida de um hospital particular para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, instituição de referência no estado para doenças infecciosas. Ela permanece internada, mas sua condição clínica evolui favoravelmente. O diagnóstico confirmado é gastroenterocolite aguda, uma inflamação do trato digestivo que explica os sintomas que inicialmente geraram preocupação.

O trabalho de investigação envolveu técnicas sofisticadas de biologia molecular. O Instituto Adolfo Lutz utilizou RT-qPCR e sequenciamento genômico para rastrear o material genético do vírus ebola nas amostras coletadas. Como a primeira amostra foi obtida antes de 72 horas do início dos sintomas — um período em que o vírus pode não ser detectável — o protocolo da Organização Mundial da Saúde exigiu uma segunda coleta. Ambas as análises retornaram negativas. Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz, explicou que um resultado negativo em amostra precoce não é suficiente para descartar a infecção sozinho, mas quando duas coletas em períodos diferentes apresentam resultado negativo, o critério laboratorial para descarte é atendido.

Este é o segundo caso investigado em São Paulo em 2026. No primeiro de junho, as autoridades sanitárias já haviam descartado a infecção em um homem de 37 anos que também havia viajado à República Democrática do Congo. Ambos os pacientes foram monitorados pelo Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac, e as notificações foram comunicadas ao Ministério da Saúde através da Central de Inteligência Epidemiológica.

O ebola se manifesta de forma abrupta, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Nos casos mais graves, podem ocorrer hemorragias, choque e falência de múltiplos órgãos. Um caso é considerado suspeito quando o paciente esteve, nos 21 dias anteriores ao surgimento dos sintomas, em áreas com transmissão ativa da doença e apresenta febre, calafrios, vômitos, diarreia ou sinais hemorrágicos.

A Secretaria de Saúde reforçou que o vírus ebola não é transmitido pelo ar. A transmissão ocorre apenas após o início dos sintomas, por meio do contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas. Com esses dois casos descartados, a vigilância epidemiológica continua monitorando viajantes que retornam da República Democrática do Congo, onde a doença permanece em circulação.

Um resultado negativo em amostra coletada antes de 72 horas do início dos sintomas não é suficiente para afastar a infecção. As duas amostras apresentaram resultado negativo, atendendo ao critério laboratorial para o descarte do caso
— Adriana Bugno, diretora-geral do Instituto Adolfo Lutz
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que essa mulher foi testada duas vezes se o primeiro resultado já era negativo?

Model

Porque o vírus ebola pode não ser detectável nos primeiros dias da infecção. Se você coleta uma amostra muito cedo, pode obter um falso negativo. A OMS exige uma segunda coleta após 72 horas para ter certeza.

Inventor

E se a segunda amostra também tivesse sido positiva?

Model

Aí ela continuaria internada e receberia o tratamento específico para ebola. Mas com duas negativas em momentos diferentes, o risco de infecção é praticamente descartado.

Inventor

Qual é o risco real de alguém trazer ebola do Congo para São Paulo?

Model

É baixo, mas real. Por isso existe vigilância. A maioria das pessoas que viajam não adoece, mas aquelas que adoecem com sintomas compatíveis precisam ser investigadas rapidamente.

Inventor

Essa mulher vai ficar bem?

Model

Sim. Ela tem gastroenterocolite aguda, que é uma inflamação do intestino. Não é ebola. Com o tratamento adequado, ela se recupera.

Inventor

E o primeiro caso suspeito do ano?

Model

Também foi descartado. Um homem de 37 anos que também havia viajado ao Congo. Os testes dele também foram negativos.

Inventor

Isso significa que o ebola não é uma ameaça em São Paulo?

Model

Significa que o sistema de vigilância está funcionando. Detecta, investiga, descarta ou confirma. Até agora, em 2026, não houve confirmação. Mas a vigilância continua.

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