Sou Manaus encerra com shows de Ferrugem, Gustavo Mioto e artistas locais no Centro Histórico

A grande riqueza é mesclar públicos e valorizar o artista local
Samir Torres, baixista da Casa de Caba, sobre a importância do festival para a cena musical de Manaus.
Mark

Por que um festival como esse importa para uma cidade como Manaus?

Mimi

Porque cria oportunidades que artistas locais dificilmente teriam sozinhos. A Casa de Caba trabalha há 13 anos, mas quantas pessoas fora de Manaus conhecem o trabalho deles? Quando você coloca uma banda local entre duas atrações nacionais, o público que veio para ver Ferrugem acaba descobrindo composições novas.

Luke

Mas isso é realmente transformador, ou é mais um palco temporário? A Casa de Caba volta a tocar onde depois que o festival acaba?

Mimi

É uma boa pergunta. O que Samir Torres disse foi que o festival fortalece a cena local, mas ele não detalhou se isso resulta em mais shows, mais vendas de ingressos, mais oportunidades de trabalho.

Mark

E quanto a Yago Oproprio? Ele é um artista nacional que estava fazendo sua primeira apresentação em Manaus.

Mimi

Exatamente. Ele conhecia a cidade desde criança, voltou em 2018, mas nunca havia cantado lá. A resposta do público o surpreendeu e o motivou a incluir Manaus em suas próximas turnês.

Luke

Mas por que ele nunca havia se apresentado lá antes? Manaus é a capital do Amazonas, tem população. Isso sugere algo sobre a estrutura de turnês no Brasil ou sobre a prioridade que artistas dão à região Norte.

Mimi

Verdade. E o festival criou a oportunidade que não existia antes.

Mark

Qual foi o impacto real da noite? Quantas pessoas compareceram?

Luke

A reportagem não diz. Sabemos que havia público, que Isabele Silva estava lá com amigos, que o público cantou em coro, mas não temos números de público, de ingressos vendidos, nada que meça o alcance real do evento.

Mimi

O que temos é o testemunho de quem estava lá. Isabele achou uma vibe muito boa. Yago Oproprio foi surpreendido positivamente. Samir Torres viu valor na estrutura oferecida.

Mark

Então o festival funcionou como um catalisador?

Mimi

Parece que sim. Criou conexões que não existiam antes e sinalizou possibilidades para o futuro.

  • A última noite do festival transformou o Centro Histórico em múltiplos palcos simultâneos, com pagode, sertanejo, piseiro, funk, música eletrônica e apresentações indígenas disputando a atenção do público.
  • O rapper Yago Oproprio realizou seu primeiro show em Manaus e foi surpreendido pela resposta do público, que cantou em coro músicas como 'Papoulas' e 'Enigma', superando suas próprias expectativas.
  • A banda manauara Casa de Caba, com mais de 13 anos de composições próprias, dividiu o Palco Alfândega com atrações nacionais, alcançando um público que de outra forma talvez nunca a conhecesse.
  • O festival encerrou consolidando um modelo em que artistas locais e nacionais compartilham programação e visibilidade, sinalizando um caminho possível para fortalecer a cena artística amazonense.

Na noite de 7 de setembro, o Centro Histórico de Manaus foi tomado por ritmos e vozes que atravessaram gerações e gêneros musicais. O Festival Sou Manaus Passo a Paço 2026 encerrou sua edição reunindo artistas nacionais e locais em palcos compartilhados, como se a cidade afirmasse, mais uma vez, que cultura popular é também um ato de pertencimento. O evento deixa como legado não apenas a memória dos shows, mas a pergunta sobre o que significa dar ao artista local o mesmo espaço que se oferece ao consagrado.

Na noite de 7 de setembro, o Centro Histórico de Manaus se abriu como um grande palco coletivo. O Festival Sou Manaus Passo a Paço 2026 chegava ao fim com uma programação que começou no final da tarde e se estendeu pela madrugada, reunindo Ferrugem, Gustavo Mioto, Natanzinho Lima e MC Hariel entre as atrações nacionais. Mas o que definiu a noite foi a mistura deliberada de ritmos e a presença marcante de artistas locais dividindo os mesmos espaços que os nomes consagrados.

No Palco Malcher, o público acompanhou uma progressão de estilos que foi do pagode ao sertanejo e ao piseiro. Isabele Silva, estudante de 19 anos em sua primeira visita ao festival, passou a noite cantando junto e brincou estar rouca ao final — para ela, a energia do evento foi o que ficou.

No Palco Alfândega, o rapper Yago Oproprio viveu um momento que ele próprio descreveu como especial: era seu primeiro show em Manaus, e o público cantou em coro músicas que ele havia criado anos antes. Surpreendido pela recepção, ele sinalizou que pretende incluir a cidade em seus próximos projetos e turnês, com um novo álbum previsto para o ano seguinte.

A Casa de Caba, banda manauara com mais de 13 anos de trajetória, também subiu ao mesmo palco entre as atrações nacionais. Para o baixista Samir Torres, essa posição no lineup tinha valor estratégico: o público que vinha para os grandes shows acabava descobrindo o trabalho local. 'A grande riqueza do festival é mesclar públicos e valorizar o artista local', resumiu.

Com apresentações simultâneas no Mangueirão, Coreto e Casa da Cultura Urbana — incluindo chorinho, dança, música eletrônica e batalhas de MCs —, o Sou Manaus Passo a Paço 2026 encerrou consolidando um modelo em que visibilidade não é privilégio de poucos, mas um espaço que pode ser, ao menos por alguns dias, compartilhado.

Na noite de segunda-feira, 7 de setembro, o Centro Histórico de Manaus se transformou em um grande palco aberto. O Festival Sou Manaus Passo a Paço 2026 chegava ao fim com uma programação que começou no final da tarde e se estendeu pela madrugada, espalhando música e movimento por vários espaços da região central. Ferrugem, Gustavo Mioto, Natanzinho Lima e MC Hariel estavam entre os nomes que fechavam a edição, mas o que marcou a noite foi a mistura deliberada de ritmos e a presença forte de artistas locais dividindo os mesmos palcos que as atrações nacionais.

No Palco Malcher, um dos principais espaços do festival, o público acompanhou uma progressão de estilos: pagode com Ferrugem, sertanejo com Gustavo Mioto e piseiro com Natanzinho Lima. A noite começou com atrações locais antes desses shows nacionais. Isabele Silva, estudante de 19 anos, havia vindo especialmente para ver Gustavo Mioto. Era sua primeira vez no Sou Manaus, e ela passou a noite cantando junto com o público, tão envolvida que brincou estar rouca ao final. Para ela, a experiência foi marcada pela animação dos shows e pela energia do festival.

No Palco Alfândega, o rapper Yago Oproprio viveu um momento que ele próprio descreveu como especial. Havia estado em Manaus pela primeira vez aos 11 anos e retornado em 2018 por trabalho, mas aquela segunda-feira marcava seu primeiro show na capital amazonense. Quando começou a cantar, o público respondeu de forma que superou suas expectativas. Ao entoar "Papoulas" e "Enigma", os fãs cantaram em coro, trazendo ao artista flashbacks do período em que criou aquelas músicas. A resposta o surpreendeu positivamente, e ele afirmou que pretende fortalecer a relação com Manaus, incluindo a cidade em seus próximos projetos e turnês. Com um novo álbum previsto para lançamento no ano seguinte, Yago Oproprio sinalizou que deseja voltar à cidade e incluí-la em seu roteiro pelo Brasil.

A Casa de Caba, banda de Manaus que trabalha com composições próprias há mais de 13 anos, também subiu ao Palco Alfândega entre as atrações nacionais. Para Samir Torres, baixista da banda, essa posição no lineup era particularmente valiosa. O público que vinha para os shows de artistas conhecidos acabava conhecendo o trabalho deles também, ampliando o alcance de quem ainda não os conhecia. Samir destacou que a pluralidade do festival era um de seus pontos mais fortes, e que eventos como o Sou Manaus eram fundamentais para fortalecer a produção artística local. A estrutura oferecida aos artistas amazonenses e a possibilidade de dividir a programação com nomes de diferentes gêneros musicais representavam ganhos concretos para a cena local. "A grande riqueza do festival é mesclar públicos e valorizar o artista local", resumiu.

MC Hariel encerrou a programação do Palco Alfândega com funk, enquanto o festival também oferecia atrações simultâneas no Mangueirão, Coreto e Casa da Cultura Urbana. A programação reuniu artistas locais, apresentações indígenas, chorinho, dança, música eletrônica e batalhas de dança e MCs. Com essa última noite de shows, o Sou Manaus Passo a Paço 2026 encerrou sua edição levando música e manifestações culturais para diferentes espaços do Centro Histórico, consolidando um modelo em que artistas nacionais e locais compartilham o mesmo espaço e a mesma atenção do público.

Vim pra ver o Gustavo Mioto. É a primeira vez que venho e estou achando uma vibe muito boa. Estou super animada.
— Isabele Silva, estudante de 19 anos
Cantar 'Papoulas', cantar 'Enigma', com a galera cantando a plenos pulmões, me deu vários flashbacks de quando eu estava fazendo essas músicas.
— Yago Oproprio, rapper
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