Sony promete aumentar produção de PS5 para 18 milhões de unidades em 2023

Um forte aumento da produção a um nível que nunca antes atingimos
Jim Ryan, presidente da divisão de entretenimento da Sony, descrevendo os planos de expansão da produção de PS5.
Mark

Porque é que 18 milhões de unidades é um número tão importante para a Sony?

Mimi

Porque representa quase o dobro do que conseguiram vender no ano anterior. Mostra que a empresa acredita que a crise dos semicondutores está a terminar e que conseguem finalmente satisfazer a procura que existe há anos.

Mark

Mas a PS5 ainda não vende tanto quanto a PS4 vendia no mesmo período. Isso não é um fracasso?

Mimi

Não exatamente. A PS4 não enfrentou uma crise global de componentes. Se não houvesse pandemia, a PS5 provavelmente já teria ultrapassado a PS4. A Sony está a recuperar de uma situação que estava completamente fora do seu controlo.

Mark

Porque é que a Sony está a investir tanto em PC, mobile e serviços online?

Mimi

Porque percebem que o futuro não é apenas sobre vender caixas de plástico com chips dentro. Os jogadores querem flexibilidade — jogar no sofá, no computador, no telemóvel. E querem conteúdo contínuo, não apenas um jogo que compram uma vez.

Mark

O PS VR2 parece ser um grande aposto. Qual é o risco?

Mimi

A realidade virtual ainda é um nicho. Muitas pessoas tentaram VR e não gostaram. Mas a Sony está a apostar que a tecnologia melhorou o suficiente para atrair um público mais amplo. Se não funcionar, é dinheiro gasto. Se funcionar, é o futuro.

Mark

E quanto à série The Last of Us na HBO? Como é que isso se encaixa na estratégia?

Mimi

É sobre criar um ecossistema. Se alguém vê The Last of Us e gosta, talvez compre a PS5 para jogar o jogo original. É entretenimento a reforçar entretenimento. A Sony não quer ser apenas uma fabricante de consolas — quer ser um estúdio de entretenimento completo.

  • A crise dos semicondutores manteve a PS5 cronicamente em falta nas prateleiras por mais de 18 meses, frustrando consumidores e limitando severamente as receitas da Sony.
  • As linhas de montagem na China, paralisadas pelo isolamento pandémico, estão agora a recuperar, abrindo uma janela crítica para acelerar a produção.
  • A Sony definiu uma meta arrojada de 18 milhões de unidades vendidas até março de 2023 — um aumento de 60% face aos 11,5 milhões de 2021.
  • A empresa diversifica as suas apostas para além do hardware, expandindo para PC, mobile, serviços online como o PS Plus, realidade virtual com o PS VR2, e conteúdo em cinema e televisão.
  • Se os objetivos forem cumpridos, a PS5 deverá ultrapassar a base instalada total da PS4 no seu quarto ano — um marco que a pandemia atrasou, mas não cancelou.

Durante mais de um ano e meio, a escassez global de semicondutores manteve a PlayStation 5 fora do alcance de milhões de consumidores — uma limitação que não nasceu de falta de ambição, mas de uma crise industrial sem precedentes. Agora, com as cadeias de abastecimento a recuperar e as linhas de montagem na China a retomar o ritmo, a Sony anuncia uma meta de 18 milhões de unidades para o ano fiscal 2022-23, quase o dobro do que foi possível vender em 2021. É um momento que vai além da produção: representa a tentativa de uma empresa em reconquistar o tempo perdido e redefinir o seu lugar numa indústria em acelerada transformação.

Há mais de ano e meio que os consumidores aguardam pela PlayStation 5, e a Sony finalmente apresenta uma resposta concreta a essa espera. Jim Ryan, presidente da divisão de entretenimento, anunciou planos para aumentar drasticamente a produção nos próximos meses, apoiado em sinais de melhoria na crise global dos semicondutores que paralisou a indústria tecnológica desde o início da pandemia.

O objetivo declarado é ambicioso: 18 milhões de unidades vendidas no ano fiscal que termina em março de 2023 — quase o dobro dos 11,5 milhões alcançados em 2021. Ryan descreveu a iniciativa como um aumento de produção a um nível nunca antes atingido pela empresa, sugerindo não apenas recuperação, mas uma expansão genuína de capacidade. As linhas de montagem na China, que sofreram com o isolamento pandémico, estão agora a retomar o ritmo, o que torna este salto possível.

Apesar dos constrangimentos, a Sony mantém a confiança de que a PS5 fechará a diferença face à PS4 no terceiro ano após lançamento, ultrapassando a base instalada total da consola anterior no quarto ano — um feito que a crise dos semicondutores adiou, mas não inviabilizou.

A estratégia da empresa vai além do hardware. A Sony aposta crescentemente em PC, mobile e serviços de jogos online, tendo adquirido a Bungie como parte dessa visão. O PS Plus, o PS VR2 — com resolução melhorada, ligação simplificada e comandos com feedback háptico — e o serviço Crunchyroll integrado na consola são pilares dessa diversificação. No entretenimento, a série The Last of Us na HBO e filmes como Uncharted reforçam a presença da marca para além dos ecrãs de jogo. Se a meta dos 18 milhões for atingida, será o sinal mais claro de que a crise ficou, finalmente, para trás.

Há mais de ano e meio que os clientes esperam pela PlayStation 5, e a Sony finalmente tem notícias que podem aliviar essa ansiedade. Jim Ryan, presidente da divisão de entretenimento da empresa, anunciou que a fabricante planeia aumentar drasticamente a produção de consolas nos próximos meses, com a crise dos semicondutores a começar a dar sinais de melhoria.

A pandemia criou um estrangulamento nas cadeias de abastecimento global que afetou profundamente a indústria de tecnologia. A Sony não foi exceção — a falta de componentes essenciais manteve a PS5 longe dos números que a empresa gostaria de ter alcançado. Mas há uma mudança em curso. As linhas de montagem na China, que sofreram com o isolamento pandémico, estão agora a recuperar, e isso abre caminho para uma aceleração significativa na fabricação.

O objetivo é ambicioso: 18 milhões de unidades vendidas no ano fiscal que termina em março de 2023. Para colocar isto em perspetiva, em 2021 a Sony vendeu 11,5 milhões de PS5. Isto representa um aumento de quase 60% em relação ao ano anterior. Ryan descreveu os planos como "um forte aumento da produção de consolas, a um nível que nunca antes atingimos". Estas são palavras que sugerem não apenas recuperação, mas expansão genuína.

Apesar dos constrangimentos, a PS5 ainda não conseguiu ultrapassar o ritmo de vendas da PlayStation 4 nos seus primeiros anos. Mas a Sony acredita que essa diferença será fechada no terceiro ano após o lançamento, e que no quarto ano a nova consola ultrapassará a base instalada total da PS4. Se a crise dos semicondutores não tivesse ocorrido, estes números poderiam ter sido históricos.

A empresa não está a colocar todos os ovos no cesto das consolas. O PC e o mobile são apostas crescentes, assim como os serviços de jogos online — uma estratégia que levou à aquisição da Bungie. A Sony também está a expandir a sua presença através do PS Plus, do novo sistema de realidade virtual PS VR2, e de conteúdo em cinema e televisão, incluindo a série The Last of Us na HBO e filmes baseados em franquias como Uncharted. O serviço Crunchyroll, agora integrado na PS5, é outro exemplo dessa diversificação.

O PS VR2 merece atenção particular. A Sony simplificou a ligação do sistema para apenas um fio, aumentou a resolução e desenvolveu comandos com feedback háptico ergonómico. A empresa confirmou que 20 títulos estarão disponíveis no dia de lançamento, incluindo Horizon: Call of the Mountain, embora ainda não tenha revelado quando esse lançamento ocorrerá.

O que está em jogo aqui é mais do que números de produção. É sobre a Sony a tentar recuperar o ritmo perdido durante a pandemia, a diversificar para além do hardware tradicional, e a posicionar-se numa indústria que está a mudar rapidamente. Se conseguir atingir os 18 milhões de unidades, será um sinal de que a crise dos semicondutores está realmente a ficar para trás.

Estamos a planear um forte aumento da produção de consolas, a um nível que nunca antes atingimos
— Jim Ryan, presidente da divisão de entretenimento da Sony
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