No cruzamento entre o comércio digital e os direitos do consumidor, a Sony enfrenta em tribunal americano uma questão que vai muito além de quatro queixosos: o que significa, afinal, 'comprar' algo que nunca se pode verdadeiramente possuir? A batalha expõe uma tensão estrutural da era digital — a distância entre a linguagem do mercado e a realidade jurídica das licenças — num momento em que o formato físico se aproxima do fim e as alternativas ao digital se tornam cada vez mais escassas.