No silêncio dos dados digitais, um cientista da Nasa deparou-se com uma cicatriz nova na face da Lua — uma cratera de 222 metros de largura formada entre abril e maio de 2024, a maior já detectada em tempo quase real. O achado, batizado de McGetchin, lembra-nos que o sistema solar ainda está em movimento, e que nosso satélite natural carrega, em cada marca impressa em sua superfície, um capítulo da história violenta e contínua do cosmos. A Terra nos protege com sua atmosfera; a Lua, sem esse véu, registra tudo.