Num ciclo em que os mercados globais raramente oferecem clareza, a soja brasileira encontrou esta semana uma rara convergência de forças favoráveis: Chicago acumulou cerca de 5% de alta no mês, o dólar se manteve competitivo e o porto de Paranaguá registrou, em 27 de agosto, negócios a R$ 161 por saca — patamar inédito em três anos. Por trás desses números estão o apetite insaciável da China, tensões geopolíticas no Mar Negro que elevam prêmios de risco e uma demanda global que, por ora, sustenta o otimismo. A janela existe, mas os analistas lembram que janelas se fecham.