José Sócrates regressou ao banco dos arguidos da Operação Marquês carregando o peso de um processo que se arrasta há anos, procurando reescrever a narrativa sobre um apartamento parisiense e um comboio que nunca chegou a partir. Entre referências a George Clooney e críticas ao legado de Passos Coelho, o ex-primeiro-ministro revelou tanto pela forma como pelo conteúdo das suas declarações — um homem que ainda governa o ritmo da sala, mesmo quando já não governa o país. O julgamento continua a expor as tensões entre a memória do poder e as exigências da justiça.