Por mais de um século, o socialismo bateu à porta dos Estados Unidos sem que ninguém abrisse — bloqueado pelo bipartidarismo, pela fragmentação étnica e pela habilidade dos democratas em absorver o radicalismo antes que ele se organizasse. Hoje, nas primárias do Partido Democrata, candidatos socialistas encontram espaço real entre eleitores jovens e urbanos, não pela força de uma classe operária consciente, mas pela aprendizagem tática de entrar no partido em vez de disputá-lo por fora. O fenômeno levanta, de novo, uma pergunta que parecia encerrada: o que mudou na América — ou no socialismo —