Em setembro de 2026, a Assembleia Geral das Nações Unidas reuniu-se não apenas para deliberar sobre crises, mas para interrogar a própria razão de sua existência. O secretário-geral António Guterres colocou no centro do debate duas realidades que desafiam as fundações da ordem internacional: a transformação profunda da natureza da guerra e a ascensão da inteligência artificial como vetor de risco global. A pergunta que pairava sobre Nova York não era técnica nem burocrática — era existencial: pode uma instituição concebida para um mundo que já não existe continuar sendo guardiã de um mundo que
Sobrevivência da ONU em debate: inútil, necessária ou ultrapassada?
A guerra não é mais o que era, e a ONU precisa evoluir ou desaparecer
Por que agora? A ONU tem décadas. Por que esse debate sobre sua sobrevivência está acontecendo especificamente em 2026?
Porque os conflitos não pararam de evoluir. Guterres está dizendo que a natureza da guerra mudou — não é mais apenas Estados enfrentando Estados. E a inteligência artificial entrou na equação de segurança de forma que ninguém consegue ignorar.
Mas o material que temos aqui é principalmente o que Guterres disse. Não vemos números de quantos países concordam com ele, ou se há resistência real à reforma. É mais um alerta do que um relato de um debate acontecendo.
Verdade. Mas o fato de o secretário-geral estar levantando isso publicamente no Conselho de Segurança é significativo. Ele está dizendo que a instituição precisa mudar ou vai ficar para trás.
E qual é a chance real de reforma? Há alguma indicação de que os países poderosos — aqueles com poder de veto — estão dispostos a ceder?
Não temos isso no material. Sabemos que há três posições diferentes sendo debatidas: que a ONU é inútil, que é necessária, ou que é ultrapassada. Mas não sabemos quem está em qual campo.
O que sabemos é que o debate está acontecendo no nível mais alto. Não é uma conversa de especialistas em um seminário. É a Assembleia Geral inteira discutindo se a organização tem futuro.
Então o risco real é que a ONU se torne irrelevante não porque seja abolida, mas porque os países simplesmente parem de contar com ela?
Exatamente. Se os governos deixarem de vê-la como capaz de responder aos desafios reais — guerras modernas, IA, segurança global — ela vai encolher em influência mesmo que continue existindo.
E a questão da IA que Guterres levantou — é algo que a ONU já está tentando regular, ou é completamente novo?
Parece ser algo que ele está colocando como urgente agora. Não há indicação no material de que a organização tenha estruturas prontas para lidar com riscos de IA em segurança.
Então o que precisa acontecer nos próximos meses para que saibamos se essa reforma é real ou apenas retórica?
Precisaríamos ver propostas concretas, votações, mudanças nas estruturas de poder. Sem isso, é só conversa.
El Pulso
- A ONU chega à Assembleia Geral de 2026 sob o peso de uma crise de legitimidade: governos e analistas questionam abertamente se a organização ainda serve a algum propósito real.
- Guterres lançou um alerta direto ao Conselho de Segurança — a guerra mudou de forma, os atores mudaram, e as estruturas criadas no século XX podem ser incapazes de conter os conflitos do século XXI.
- A inteligência artificial emergiu como ameaça concreta à segurança global, das armas autônomas à desinformação em massa, e a ONU ainda não possui mecanismos adequados para enfrentá-la.
- O debate interno divide-se entre os que veem a organização como inútil, os que a defendem como fórum insubstituível de diálogo, e os que a consideram simplesmente obsoleta — um espelho de uma ordem geopolítica que já não existe.
- Guterres sinalizou que a reforma institucional não é opcional: sem adaptação profunda, a ONU caminha para um declínio lento de influência e relevância na política internacional.
Em setembro de 2026, a Assembleia Geral das Nações Unidas reuniu-se não apenas para deliberar sobre crises, mas para interrogar a própria razão de sua existência. O secretário-geral António Guterres colocou no centro do debate duas realidades que desafiam as fundações da ordem internacional: a transformação profunda da natureza da guerra e a ascensão da inteligência artificial como vetor de risco global. A pergunta que pairava sobre Nova York não era técnica nem burocrática — era existencial: pode uma instituição concebida para um mundo que já não existe continuar sendo guardiã de um mundo que ainda está por se definir?
A Assembleia Geral das Nações Unidas reuniu-se em setembro de 2026 com uma questão fundamental suspensa no ar: a organização ainda importa? Mais de oito décadas após sua fundação, a ONU enfrenta questionamentos diretos sobre sua utilidade diante de um mundo que seus criadores não conseguiram prever.
O secretário-geral António Guterres colocou o tema no centro das discussões ao alertar o Conselho de Segurança sobre transformações profundas nos conflitos armados. A guerra, disse ele, não é mais o que era — as tecnologias de combate se sofisticaram, e os atores envolvidos já não se limitam aos Estados tradicionais. Era um aviso de que as estruturas criadas para o século XX podem estar inadequadas para os desafios do século XXI.
Paralelamente, Guterres identificou outra ameaça emergente: os riscos da inteligência artificial. A IA toca questões concretas de segurança global — desde armas autônomas até a manipulação de informações em escala massiva. Sem capacidade de lidar com essas ameaças, a ONU corre o risco de se tornar irrelevante para os problemas que realmente preocupam os governos.
O debate que emergiu refletia uma tensão profunda entre três posições: os que consideram a ONU simplesmente inútil, paralisada por vetos e incapaz de impor suas resoluções; os que a defendem como fórum insubstituível onde até inimigos podem negociar; e os que a veem como ultrapassada — um mecanismo que reflete uma ordem geopolítica que não existe mais.
O que torna esse debate urgente é que não se trata de uma discussão acadêmica. As decisões sobre o futuro da ONU terão consequências reais para como o mundo responde aos conflitos em curso e aos que virão. Guterres sinalizou que a reforma institucional não é opcional — a organização precisa evoluir ou enfrentará um lento declínio de legitimidade. Os governos presentes na Assembleia têm agora a tarefa de traduzir esses alertas em ações concretas.
A Assembleia Geral das Nações Unidas reuniu-se em setembro de 2026 com uma pergunta fundamental pairando sobre os debates: a organização ainda importa? Três décadas e meio após sua fundação, a ONU enfrenta questionamentos diretos sobre sua utilidade, sua necessidade ou, pior ainda, sua obsolescência diante de um mundo que mudou de formas que seus criadores não conseguiram prever.
O secretário-geral António Guterres colocou o tema no centro das discussões ao alertar o Conselho de Segurança sobre transformações profundas na natureza dos conflitos armados. A guerra, disse ele, não é mais o que era. Os padrões de confronto entre nações evoluíram, as tecnologias de combate se sofisticaram, e os atores envolvidos em disputas globais já não se limitam aos Estados tradicionais. Esse diagnóstico não era meramente descritivo — era um aviso de que as estruturas criadas para gerenciar conflitos do século XX podem estar inadequadas para os desafios do século XXI.
Paralelo a essa transformação nos campos de batalha, Guterres identificou outra ameaça emergente que a comunidade internacional ainda está aprendendo a nomear adequadamente: os riscos da inteligência artificial. A IA não é apenas uma ferramenta tecnológica abstrata. Ela toca questões concretas de segurança global — desde o desenvolvimento de armas autônomas até a manipulação de informações em escala massiva. O secretário-geral sinalizou que a ONU precisa estar equipada para lidar com essas ameaças, ou corre o risco de se tornar irrelevante para os problemas que realmente preocupam os governos.
O debate que emergiu da Assembleia Geral refletia uma tensão profunda. De um lado, há quem argumente que a ONU é simplesmente inútil — uma instituição que fala muito e faz pouco, paralisada por vetos no Conselho de Segurança, incapaz de impedir guerras ou de impor suas resoluções. De outro, há quem defenda que a organização continua necessária como fórum de diálogo, como espaço onde até inimigos podem negociar, como repositório de direito internacional. Uma terceira posição sugere que a ONU não é inútil nem necessária no sentido tradicional, mas simplesmente ultrapassada — um mecanismo que reflete uma ordem geopolítica que não existe mais.
O que torna esse debate particularmente urgente é que não se trata de uma discussão acadêmica. As decisões tomadas sobre o futuro da ONU — se ela será reformada, como será reformada, ou se será deixada à margem — terão consequências reais para como o mundo responde aos conflitos que já estão em curso e aos que virão. A capacidade da organização de adaptar suas estruturas, seus processos e sua mentalidade institucional para os desafios modernos pode determinar se ela permanece como um ator relevante na política internacional ou se se torna um museu de boas intenções.
Guterres, ao colocar essas questões na mesa, não estava apenas fazendo diagnósticos. Estava sinalizando que a reforma institucional não é opcional. A ONU precisa evoluir ou enfrentará um lento declínio de legitimidade e influência. Os governos que participam da Assembleia Geral enfrentam agora a tarefa de traduzir esses alertas em ações concretas — mudanças nas estruturas de poder, novos mecanismos para lidar com ameaças tecnológicas, e uma reconfiguração de como a organização funciona em um mundo onde a guerra mudou de forma e novos riscos emergiram.
Citas Notables
A essência da guerra mudou— António Guterres, secretário-geral da ONU, ao Conselho de Segurança
A ONU precisa estar equipada para lidar com os riscos da inteligência artificial ou corre o risco de se tornar irrelevante— Síntese do alerta de Guterres sobre ameaças tecnológicas