Por quase duas décadas, a montanha-russa X2 girou seus passageiros a 128 km/h no coração da Califórnia, aclamada como uma das atrações mais radicais do mundo. Agora, após uma investigação da CNN revelar um padrão silencioso de lesões cerebrais graves, hospitalizações e pelo menos três mortes ao longo de uma década, o Six Flags Magic Mountain anunciou o fechamento permanente da atração — um reconhecimento tardio, segundo as famílias das vítimas, de que o entretenimento extremo carrega responsabilidades que não podem ser medidas apenas em testes de segurança aprovados.
Six Flags fecha permanentemente montanha-russa X2 após investigação da CNN sobre lesões cerebrais
Foram necessários mais de quatro anos e dezenas de feridos
Por que levou tanto tempo para que a atração fosse fechada, se havia relatos de lesões há mais de uma década?
Os relatos existiam, mas permaneceram em grande parte desconhecidos do público. A investigação da CNN documentou e publicizou os casos de forma que não podiam mais ser ignorados — especialmente quando duas mulheres foram hospitalizadas com lesões cerebrais em apenas seis dias.
Mas a pergunta real é: por que o Six Flags não fechou a atração depois que Christopher Hawley morreu há quatro anos? Havia um caso de morte documentado, um acordo legal com a família. O que mudou agora que não havia mudado então?
A escala. Quando advogados anunciaram que mais de 100 pessoas se apresentaram com lesões nos últimos dois anos, a pressão se tornou insuportável. Não era mais um caso isolado ou alguns relatos dispersos.
E quanto aos testes de segurança que o presidente mencionou? Se a atração passava consistentemente em testes, como é que causava tantas lesões?
Essa é a lacuna crítica. Não sabemos quais testes estavam sendo feitos, com que frequência, ou se os testes realmente mediam o que importa — o risco de lesão cerebral. O comunicado do Six Flags não explica isso.
O que sabemos é que o neurocirurgião comparou os ferimentos de Hawley aos da síndrome do bebê sacudido. Isso sugere que as forças envolvidas na atração podem estar causando danos neurológicos específicos que talvez os testes de segurança padrão não capturem.
Então a questão agora é se outras atrações do Six Flags têm o mesmo problema?
Exatamente. Guillen pediu explicitamente que o Six Flags implemente melhores medidas de segurança em todos os seus parques e atrações. Essa é a próxima batalha.
The Pulse
- Mais de 100 pessoas relataram lesões cerebrais associadas à X2 apenas nos últimos dois anos, com ao menos três mortes confirmadas — um padrão que permaneceu oculto do público por mais de uma década.
- Em julho, dois casos com intervalo de seis dias chocaram a comunidade: Pamela Guillen precisou reaprender a falar e a caminhar após cirurgia cerebral de emergência, enquanto Naomi Greer-Wilkinson, de 26 anos, permanece em coma.
- Advogados realizaram coletiva de imprensa na semana anterior ao fechamento, anunciando que mais de 100 novas vítimas se apresentaram, e três ações judiciais foram protocoladas alegando que o Six Flags conhecia os riscos e ignorou os alertas.
- O Six Flags encerrou permanentemente a operação da X2 em 29 de setembro, citando a confiança dos visitantes — mas famílias como a de Christopher Hawley, morto há quatro anos, questionam por que a decisão levou tanto tempo.
- Sobreviventes e famílias de vítimas aguardam não apenas o fechamento da atração, mas a implementação de medidas de segurança mais rigorosas em todos os parques da rede Six Flags.
Por quase duas décadas, a montanha-russa X2 girou seus passageiros a 128 km/h no coração da Califórnia, aclamada como uma das atrações mais radicais do mundo. Agora, após uma investigação da CNN revelar um padrão silencioso de lesões cerebrais graves, hospitalizações e pelo menos três mortes ao longo de uma década, o Six Flags Magic Mountain anunciou o fechamento permanente da atração — um reconhecimento tardio, segundo as famílias das vítimas, de que o entretenimento extremo carrega responsabilidades que não podem ser medidas apenas em testes de segurança aprovados.
A montanha-russa X2, atração símbolo do Six Flags Magic Mountain na Califórnia, foi desativada permanentemente em 29 de setembro, cerca de um mês após uma investigação da CNN expor um histórico de lesões graves e mortes associadas à atração. Brian Oerding, presidente do parque, anunciou o fechamento reconhecendo que, apesar de a X2 ter passado consistentemente em testes de segurança, a empresa acreditava ser "a decisão correta" encerrá-la.
Os relatos de lesões remontam a mais de uma década, mas permaneceram amplamente desconhecidos até a investigação da CNN documentar casos graves, hospitalizações e pelo menos duas mortes. Em julho, dois incidentes aceleraram a pressão sobre o parque: Pamela Guillen perdeu a consciência ao descer da atração e precisou de cirurgia cerebral de emergência, tendo de reaprender a falar e a caminhar. Seis dias depois, Naomi Greer-Wilkinson, de 26 anos, sofreu lesões com risco de vida e permanece em coma. Seus pais afirmaram que o Six Flags sabia dos riscos anos atrás e optou por continuar operando a atração.
A X2 é conhecida por seus assentos que giram 360 graus enquanto os trens atingem quase 128 km/h. Entre as vítimas documentadas está Christopher Hawley, de 22 anos, que morreu após andar na atração há quatro anos com um traumatismo craniano que o neurocirurgião comparou à "síndrome do bebê sacudido". Sua mãe, Anne Hawley, declarou que a atração deveria ter sido fechada antes mesmo da morte do filho — e que foram necessários mais de quatro anos e dezenas de feridos para que o Six Flags agisse.
Na semana anterior ao fechamento, advogados anunciaram que mais de 100 novas pessoas se apresentaram com lesões cerebrais de gravidade variada, e três ações judiciais foram protocoladas. Pamela Guillen expressou alívio com o encerramento, mas também esperança de que o Six Flags implemente medidas de segurança mais rigorosas em todos os seus parques.
A montanha-russa X2, atração principal do parque Six Flags Magic Mountain na Califórnia por quase duas décadas, foi desativada permanentemente nesta terça-feira, 29 de setembro. A decisão veio cerca de um mês após uma investigação da CNN documentar um histórico de lesões graves e mortes associadas à atração — um padrão que, segundo advogados envolvidos em processos judiciais, afetou mais de 100 pessoas apenas nos últimos dois anos.
Brian Oerding, presidente do Six Flags Magic Mountain, anunciou o fechamento em um comunicado no blog da empresa, reconhecendo que embora a X2 tenha passado consistentemente em testes de segurança, a empresa decidiu encerrar as operações porque "acreditamos ser a decisão correta". Ele citou a confiança dos visitantes como fator determinante. As alegações de ferimentos, porém, não são recentes. Relatos de lesões graves associadas à atração remontam a mais de uma década, mas permaneceram amplamente desconhecidos do público até a investigação da CNN revelar documentação de mais de uma dúzia de casos graves, hospitalizações e pelo menos duas mortes.
Em julho deste ano, dois incidentes em particular aceleraram a pressão sobre o parque. Duas mulheres deram entrada no pronto-socorro de Santa Clarita com lesões cerebrais após andar na X2, com apenas seis dias de intervalo entre os casos. A atração foi fechada temporariamente um dia após o segundo incidente. Uma das mulheres, Pamela Guillen, perdeu a consciência ao descer da montanha-russa e precisou de cirurgia cerebral de emergência. Ela recebeu alta hospitalar, mas relatou à CNN que teve de reaprender a falar e a caminhar, e continua sofrendo com dores de cabeça severas, confusão mental e necessidade de medicação para prevenir convulsões.
Seis dias após o incidente de Guillen, Naomi Greer-Wilkinson, de 26 anos, entrou na atração e sofreu lesões com risco de morte. Ela permanece em coma. Seus pais disseram à CNN: "O Six Flags sabia, anos atrás, que a X2 estava expondo pessoas a graves riscos e, mesmo assim, optou por continuar arriscando a vida delas". Na semana anterior ao fechamento, advogados realizaram uma coletiva de imprensa informando que mais de 100 novas pessoas se apresentaram alegando ter sofrido lesões cerebrais de gravidade variada relacionadas à montanha-russa, ocorridas apenas nos últimos dois anos.
A X2 é conhecida por sua característica de "quarta dimensão": os assentos giram 360 graus em torno do trilho enquanto os trens atingem velocidades de quase 128 km/h durante um percurso de aproximadamente dois minutos. Três ações judiciais foram protocoladas na semana anterior ao fechamento, com passageiros alegando que os responsáveis pelo Six Flags tinham amplo conhecimento dos supostos perigos da atração e jamais deveriam ter permitido que ela continuasse em funcionamento.
Entre os casos documentados está o de Christopher Hawley, de 22 anos, que morreu quatro anos atrás em decorrência de um traumatismo cranioencefálico horas depois de andar na X2. O neurocirurgião que o tratou comparou os ferimentos aos da "síndrome do bebê sacudido". O médico legista concluiu que a morte foi causada por traumatismo craniano contuso decorrente de "um acidente em atração de parque". A família de Hawley processou o Six Flags e chegou a um acordo preliminar no mês passado. Timothy Loranger, advogado que representa a família Hawley, informou à CNN que também assumiu recentemente a defesa de novos clientes, incluindo a família de um jovem que, segundo os advogados, morreu após andar na X2 no final de 2025 — o mais recente caso entre pelo menos três mortes supostamente ligadas à atração.
Anne Hawley, mãe de Christopher, disse: "Essa atração deveria ter sido fechada muito antes de nosso filho Christopher se ferir e, certamente, deveria ter sido fechada depois que ele morreu. Em vez disso, foram necessários mais de quatro anos e dezenas de outros passageiros feridos para que o Six Flags fizesse a coisa certa". Pamela Guillen, por sua vez, expressou alívio com o fechamento permanente, mas também esperança de que o Six Flags implemente melhores medidas de segurança e inspeção em todos os seus parques e atrações.
Notable Quotes
O Six Flags sabia, anos atrás, que a X2 estava expondo pessoas a graves riscos e, mesmo assim, optou por continuar arriscando a vida delas— Pais de Naomi Greer-Wilkinson, vítima em coma
Essa atração deveria ter sido fechada muito antes de nosso filho Christopher se ferir e, certamente, deveria ter sido fechada depois que ele morreu— Anne Hawley, mãe de Christopher Hawley, vítima fatal