Em vésperas eleitorais, a equipe econômica brasileira anuncia intenções de ajuste fiscal para depois de 2027, enquanto os dados revelam que as despesas federais cresceram R$ 429 bilhões acima da inflação entre 2022 e junho de 2026 — superando em muito o crescimento das receitas. É um padrão antigo: promessas de disciplina orçamentária que chegam no momento em que os votos importam mais do que os números. A história fiscal recente do governo, marcada por exceções sistemáticas às próprias regras, oferece pouco amparo para otimismo.