Em um país onde apenas 17% das residências contam com proteção securitária, o Sicredi e a Yelum Seguros unem forças para lançar um produto que vai além da indenização tradicional — incorporando tecnologia, personalização e cobertura para a era das energias renováveis. O movimento reflete uma tensão antiga entre a vulnerabilidade patrimonial da maioria dos brasileiros e o potencial inexplorado de um mercado que cresce 10% ao trimestre, impulsionado por um clima cada vez mais imprevisível. É, em essência, uma aposta de que proteger o lar pode se tornar, finalmente, um hábito cultural.
Sicredi lança seguro residencial com Yelum e aposta em mercado com baixa penetração
Mais de 80% das residências ainda não contam com proteção
Por que o Sicredi escolheu justamente este momento para lançar um novo seguro residencial?
O mercado está crescendo rapidamente — 10% no primeiro trimestre — e ainda há um espaço imenso. Mais de 80% das casas brasileiras não têm proteção. É como entrar em um mercado que está acordando.
Mas se o mercado é tão grande, por que levou tanto tempo para penetrar?
Porque seguro residencial é um produto que as pessoas não veem como urgente até o momento em que precisam. Um vazamento, um incêndio — aí muda tudo. Os eventos climáticos recentes estão acelerando essa percepção.
O que torna este produto diferente dos seguros residenciais que já existem?
A indenização sem depreciação é importante — você recebe o valor integral do bem. Mas o diferencial real é a integração: painéis solares cobertos, serviços de encanador e eletricista já inclusos, pagamento flexível. É tentar tornar a proteção menos abstrata.
A parceria com a Yelum Seguros foi estratégica ou apenas operacional?
Estratégica. O Sicredi traz a relação com os associados, a confiança cooperativa. A Yelum traz a expertise técnica e a estrutura de uma seguradora consolidada. Sozinhos, ambos teriam mais dificuldade.
Esse crescimento de 10% vai se manter?
Depende. Se os eventos climáticos continuarem frequentes e a cultura de proteção se enraizar, sim. Mas também depende de produtos como este — acessíveis, personalizados, que façam sentido na vida real das pessoas.
O Pulso
- Com apenas 17% das casas brasileiras seguradas contra 90% em países desenvolvidos, a exposição patrimonial da população é uma ferida estrutural que o setor financeiro começa a encarar com urgência.
- Eventos climáticos extremos e sinistros domésticos cotidianos — vazamentos, curto-circuitos, vendavais — elevam a pressão sobre famílias desprotegidas e aceleram a busca por cobertura.
- O Sicredi responde com um produto que indeniza sem depreciação, cobre painéis solares e inclui serviços como encanador e eletricista, tentando tornar o seguro residencial mais concreto e atraente.
- A parceria com a Yelum Seguros, do Grupo HDI, garante ao Sicredi a estrutura técnica para competir em um segmento que cresceu 10% no primeiro trimestre de 2026, superando a média geral do setor.
- O horizonte aponta para uma disputa crescente por um mercado vasto e ainda virgem, onde converter desconhecimento em cultura de proteção será o verdadeiro campo de batalha.
Em um país onde apenas 17% das residências contam com proteção securitária, o Sicredi e a Yelum Seguros unem forças para lançar um produto que vai além da indenização tradicional — incorporando tecnologia, personalização e cobertura para a era das energias renováveis. O movimento reflete uma tensão antiga entre a vulnerabilidade patrimonial da maioria dos brasileiros e o potencial inexplorado de um mercado que cresce 10% ao trimestre, impulsionado por um clima cada vez mais imprevisível. É, em essência, uma aposta de que proteger o lar pode se tornar, finalmente, um hábito cultural.
O Sicredi acaba de lançar o Sicredi por Yelum, um seguro residencial desenvolvido em parceria com a Yelum Seguros, integrante do Grupo HDI. O produto chega em um momento de expansão do setor, mas diante de um desafio estrutural profundo: a grande maioria dos brasileiros ainda não protege o próprio lar.
O diferencial do produto está na combinação entre personalização e tecnologia. A indenização sem depreciação garante ao segurado o valor integral do bem, sem descontos pelo tempo de uso. A cobertura para painéis solares acompanha a crescente adoção de energia renovável, enquanto a proteção contra alagamentos e os serviços residenciais integrados — como atendimento de encanador e eletricista — ampliam o escopo da apólice para além da simples compensação financeira.
Os números justificam a aposta. No primeiro trimestre de 2026, o mercado segurador cresceu 7,4%, mas o seguro residencial avançou 10% no mesmo período. O aumento na frequência de eventos climáticos extremos e a maior consciência sobre riscos domésticos cotidianos são os principais motores desse crescimento.
Ainda assim, a lacuna é enorme. Dados da CNSeg indicam que apenas 17% das residências brasileiras têm alguma cobertura, enquanto em países desenvolvidos esse índice chega a 90%. Para Marcelo Fogaça, gerente de Seguros do Sicredi, mais de 80% das residências ainda carecem de proteção — um espaço considerável para crescimento e para a construção de uma cultura de proteção entre os associados da cooperativa.
O lançamento integra uma estratégia mais ampla do Sicredi de fortalecer sua presença no mercado de seguros e expandir a proteção patrimonial de seus membros, apoiado pela expertise técnica e operacional da Yelum Seguros em um segmento que, apesar de pouco penetrado, cresce em ritmo acelerado.
O Sicredi acaba de colocar no mercado um novo produto de seguro residencial, batizado de Sicredi por Yelum, resultado de uma parceria com a Yelum Seguros, que integra o Grupo HDI. A solução chega em um momento em que o setor de seguros residenciais vive um ciclo de expansão, mas ainda enfrenta um desafio estrutural: a maioria dos brasileiros não possui esse tipo de proteção.
O produto foi desenhado com foco em personalização e integração tecnológica. Entre seus principais atrativos estão a indenização sem depreciação — o cliente recebe o valor integral do bem sem descontos pelo tempo de uso — e a cobertura para painéis solares, um diferencial que reflete a crescente adoção de energia renovável nas residências. O seguro também oferece renovação automática, opções flexíveis de pagamento e proteção contra alagamentos. Além disso, inclui serviços residenciais integrados, como atendimento de encanador e eletricista, ampliando o escopo além da simples indenização.
Os números do setor revelam por que o Sicredi está apostando nessa expansão. No primeiro trimestre de 2026, o mercado segurador cresceu 7,4%, mas o seguro residencial disparou com uma expansão de 10% no mesmo período. Esse crescimento está atrelado a dois fatores principais: o aumento na frequência de eventos climáticos extremos e a maior consciência dos proprietários sobre riscos domésticos cotidianos — curto-circuitos, vazamentos, vendavais — que podem resultar em perdas significativas.
Mas há um abismo entre a demanda potencial e a realidade atual. Apenas 17% das residências brasileiras possuem algum tipo de cobertura securitária, de acordo com dados da CNSeg, a Confederação Nacional das Seguradoras. Em países desenvolvidos, esse percentual salta para cerca de 90%, revelando o tamanho da lacuna. Marcelo Fogaça, gerente de Seguros do Sicredi, vê nessa disparidade uma oportunidade clara. Ele aponta que mais de 80% das residências ainda carecem de proteção, o que significa espaço considerável para crescimento, geração de valor e, nas suas palavras, ampliação da cultura de proteção entre os associados da cooperativa.
O lançamento do Sicredi por Yelum se insere, portanto, em uma estratégia mais ampla da instituição financeira cooperativa de fortalecer sua atuação no mercado de seguros residenciais e expandir a proteção patrimonial de seus associados. A parceria com a Yelum Seguros, seguradora consolidada do Grupo HDI, oferece ao Sicredi a expertise técnica e a estrutura operacional necessária para competir em um segmento que, apesar de ainda pouco penetrado, cresce a ritmo acelerado e promete ser um dos pilares do setor financeiro nos próximos anos.
Citações Notáveis
Mais de 80% das residências ainda não contam com proteção securitária, o que mostra o grande espaço para crescimento, geração de valor e ampliação da cultura de proteção junto aos associados— Marcelo Fogaça, gerente de Seguros do Sicredi