Em um momento em que as vendas de imóveis para a classe média e alta brasileira recuam, os bancos que financiam esse segmento levam ao Banco Central uma queixa antiga: o teto de 12% de juros para imóveis de até R$ 2,25 milhões não permite que as operações sejam economicamente viáveis. A tensão entre a lógica do mercado financeiro e os objetivos da política monetária se manifesta agora em negociações discretas, cujo desfecho moldará o acesso ao crédito imobiliário para uma fatia significativa da população urbana brasileira.