O Brasil avança em sua promessa de universalizar o saneamento básico até 2033, mas a jornada revela uma tensão crescente entre ambição legal e realidade de mercado. Após 70 leilões desde a aprovação do Marco Legal em 2020 — incluindo a privatização de gigantes como Sabesp e Copasa — governos estaduais planejam 31 novos certames, movimentando R$ 66,3 bilhões em 631 municípios. O que emerge, porém, é um setor que já colheu seus frutos mais acessíveis e agora enfrenta o desafio mais árduo: atrair capital privado para territórios menos rentáveis, onde a universalização ainda é uma promessa distant