A indústria de data centers de inteligência artificial, que prometia crescimento sem limites, começa a confrontar os contornos de sua própria fragilidade. Uma convergência de custos energéticos elevados, margens comprimidas, resistência comunitária e investidores cada vez mais cautelosos está redesenhando o horizonte de um setor que atraiu centenas de bilhões em capital nos últimos anos. O que emerge não é uma crise de demanda, mas uma crise de viabilidade — um lembrete de que a velocidade da ambição tecnológica nem sempre acompanha a solidez das fundações financeiras.