Em setembro, a Paraíba veste amarelo não apenas como símbolo, mas como convite: o de reconhecer que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. Ao longo deste mês — e além dele —, uma rede pública de serviços gratuitos se estende por João Pessoa, Campina Grande e outras cidades, oferecendo escuta, acolhimento e tratamento a quem busca ajuda, seja em crise ou simplesmente em busca de si mesmo. A campanha Setembro Amarelo lembra que o sofrimento psicológico não precisa ser silenciado pelo estigma, e que procurar apoio é, antes de tudo, um ato de coragem e autocuidado.
Setembro Amarelo: Paraíba oferece atendimento psicológico gratuito em CAPS e hospitais
Procurar ajuda psicológica é autocuidado, não fraqueza
Por que Setembro Amarelo importa tanto? É só mais uma campanha de conscientização?
Não é só isso. É um mês em que o estado amplifica uma conversa que deveria ser permanente e abre explicitamente as portas dos serviços. A psicóloga Anny Ramos diz que a campanha combate o estigma — aquela vergonha que muitas pessoas sentem ao procurar ajuda psicológica.
Mas qual é o alcance real? Quantas pessoas em Setembro Amarelo realmente procuram esses serviços? O texto não traz números de demanda ou atendimentos.
É verdade, não há dados de impacto. Mas o que o texto mostra é a infraestrutura disponível — CAPS em João Pessoa e Campina Grande, atendimento 24 horas em emergências, grupos terapêuticos, residências terapêuticas.
E qual é a diferença entre um CAPS e um Pronto Atendimento em Saúde Mental?
O CAPS faz acompanhamento contínuo de pessoas com problemas persistentes de saúde mental. O Pronto Atendimento é para emergências — crises agudas, tentativas de suicídio, surtos psicóticos.
Mas o texto não explica como alguém sabe para qual serviço ir. Se você está em crise, como sabe se vai direto para o Pronto Atendimento ou procura um CAPS? Há orientação clara?
O Pronto Atendimento funciona 24 horas e pode ser acessado por demanda espontânea ou pelo Samu. Parece ser a porta de entrada para emergências. Os CAPS funcionam em horário comercial ou com agendamento.
A psicóloga menciona que não é preciso estar em crise para procurar ajuda. Como isso muda a forma como as pessoas veem saúde mental?
Muda tudo. Significa que você pode procurar um psicólogo para entender melhor suas emoções, melhorar relacionamentos, lidar com estresse — não precisa estar "doente" ou em desespero.
Mas quantos desses serviços têm fila de espera? Quanto tempo leva para conseguir uma consulta? O texto oferece os endereços, mas não a realidade operacional.
Não oferece. Isso é uma lacuna importante — a disponibilidade de serviço gratuito não é a mesma coisa que acesso real e rápido.
E as crianças? Vi que há CAPS infantojuvenil e CAPSinho. Como funciona para menores de idade?
O CAPS Infantojuvenil Cirandar em João Pessoa atende de 3 a 18 anos. Em Campina Grande, há o CAPSinho Intervenção Precoce para bebês e crianças em sofrimento psíquico, e o CAPS I Viva Gente para crianças e adolescentes com transtornos mentais.
O Pulso
- O estigma em torno da saúde mental ainda afasta pessoas do cuidado que precisam, e o Setembro Amarelo existe justamente para romper esse silêncio.
- A Paraíba mantém uma rede de atendimento psicológico gratuito que funciona de forma contínua e emergencial — inclusive 24 horas —, mas muitos não sabem que ela existe ou que têm direito a acessá-la.
- CAPS, hospitais, residências terapêuticas e clínicas escola cobrem desde crianças de 3 anos até adultos em crise aguda, com equipes multidisciplinares distribuídas entre a capital e o interior.
- Profissionais reforçam que não é preciso estar no limite para buscar ajuda — o acompanhamento psicológico é autocuidado, não sinal de doença.
- A mensagem que a rede pública paraibana tenta consolidar é direta: saúde mental é direito, o cuidado é gratuito, e a porta está aberta antes mesmo da crise chegar.
Em setembro, a Paraíba veste amarelo não apenas como símbolo, mas como convite: o de reconhecer que cuidar da mente é tão essencial quanto cuidar do corpo. Ao longo deste mês — e além dele —, uma rede pública de serviços gratuitos se estende por João Pessoa, Campina Grande e outras cidades, oferecendo escuta, acolhimento e tratamento a quem busca ajuda, seja em crise ou simplesmente em busca de si mesmo. A campanha Setembro Amarelo lembra que o sofrimento psicológico não precisa ser silenciado pelo estigma, e que procurar apoio é, antes de tudo, um ato de coragem e autocuidado.
Setembro chega tingido de amarelo na Paraíba, e com ele a renovação de um compromisso que deveria durar o ano inteiro: o de falar sobre saúde mental sem vergonha e de garantir que o cuidado chegue a quem precisa. A psicóloga Anny Ramos explica que a campanha vai além da conscientização — ela combate o estigma que ainda faz muitas pessoas sofrerem em silêncio. Saúde mental, lembra ela, não é apenas a ausência de diagnóstico: é a capacidade de compreender as próprias emoções, construir relações saudáveis e enfrentar a vida com equilíbrio. E, sobretudo, não é preciso estar em crise para buscar ajuda.
A rede pública paraibana oferece atendimento gratuito em saúde mental por meio de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais e residências terapêuticas. Em João Pessoa, o Centro de Referência do Cuidado à Vida funciona de segunda a sexta com equipe de psiquiatra, psicólogo e assistente social. Para emergências — crises agudas, tentativas de suicídio, surtos ou problemas com substâncias —, o Pronto Atendimento em Saúde Mental no Complexo Hospitalar de Mangabeira funciona 24 horas, acessível por demanda espontânea ou pelo Samu.
Os CAPS estruturam o atendimento contínuo na capital: o Gutemberg Botelho e o Caminhar atendem transtornos severos; o AD David Capistrano foca em álcool e drogas; o Cirandar cuida de crianças e adolescentes de 3 a 18 anos. A rede inclui ainda centros de práticas integrativas, residências terapêuticas e uma unidade de acolhimento infantil.
Em Campina Grande, a oferta é igualmente robusta e segmentada: o CAPS III Reviver e o CAPS III AD Infanto Juvenil funcionam 24 horas; há unidades para bebês em sofrimento psíquico, crianças com autismo, adultos com dependência química e adolescentes em vulnerabilidade. A cidade conta ainda com ambulatório, centro de convivência, clínica escola e emergência psiquiátrica no Hospital Municipal Dr. Edgley.
Em nível estadual, o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira e o CAPS AD III Jovem Cidadão completam a rede na capital. Todos os serviços são gratuitos. A Paraíba afirma, com estrutura e não apenas com palavras, que saúde mental é direito — e que o cuidado começa quando alguém decide que merece ser ouvido.
Setembro chega com uma cor: amarelo. É o mês em que a Paraíba reforça uma conversa que deveria ser contínua — a da saúde mental — e abre as portas de seus serviços públicos para quem procura ajuda, seja em crise ou simplesmente em busca de compreender melhor a própria vida emocional.
A psicóloga Anny Ramos explica por que essa campanha importa. Setembro Amarelo, diz ela, amplia o debate sobre saúde mental e ajuda a combater o estigma que ainda envolve o sofrimento psicológico. Mas há algo mais profundo nisso: a saúde mental não é apenas a ausência de diagnóstico. É a capacidade de compreender e lidar com as próprias emoções, de estabelecer relações que façam sentido, de enfrentar adversidades e construir uma vida com qualidade. Ramos reforça um ponto que muda tudo: não é preciso estar no limite para procurar ajuda. Procurar acompanhamento psicológico não significa estar "doente". Significa reconhecer que cuidar da mente é autocuidado.
Na Paraíba, a rede pública oferece atendimento gratuito em saúde mental através de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), hospitais, residências terapêuticas e outros serviços. Em João Pessoa, o Centro de Referência do Cuidado à Vida funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com equipe de psiquiatra, psicólogo e assistente social, além de grupos terapêuticos. Para emergências — crises agudas, surtos psicóticos, tentativas de suicídio, problemas com álcool e drogas — existe o Pronto Atendimento em Saúde Mental, que funciona 24 horas no Complexo Hospitalar de Mangabeira e pode ser acessado por demanda espontânea ou encaminhamento do Samu.
Os CAPS são o coração do atendimento contínuo. Em João Pessoa, o CAPS Gutemberg Botelho e o CAPS Caminhar atendem pessoas com sofrimento ou transtorno mental severo e persistente. O CAPS AD David Capistrano é voltado para quem enfrenta problemas relacionados ao uso prejudicial de álcool e outras drogas. O CAPS Infantojuvenil Cirandar atende crianças e adolescentes de 3 a 18 anos. Além disso, há dois Centros de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde — Equilíbrio do Ser e Canto Harmonia — que oferecem terapias complementares. A rede também inclui três Residências Terapêuticas, que auxiliam na reinserção dos usuários na comunidade, e uma Unidade de Acolhimento Infantil para crianças e adolescentes que precisam de acompanhamento temporário.
Campina Grande, a segunda maior cidade do estado, segmenta seus serviços por público e necessidade. O CAPS III Reviver atende pessoas com transtorno mental de moderado a grave, funcionando 24 horas. O CAPS III AD Infanto Juvenil oferece atendimento a crianças e adolescentes usuários de álcool e outras drogas, também 24 horas. Há ainda o CAPS II Novos Tempos para transtorno mental geral, o CAPS AD Saber Viver para adultos com problemas relacionados a álcool e drogas, o CAPSinho Intervenção Precoce para bebês e crianças em sofrimento psíquico, o CAPS Galante e o CAPS São José da Mata, ambos atendendo transtorno mental geral e usuários de álcool e drogas em todas as idades. O CAPS I Viva Gente é dedicado a crianças e adolescentes com transtornos mentais. Campina Grande também conta com um Ambulatório de Saúde Mental na Policlínica do Catolé, um Centro de Convivência com oficinas terapêuticas e ressocialização, e uma Clínica Escola Afeto para crianças com autismo nível 3 de suporte. O município dispõe ainda de quatro residências terapêuticas e uma emergência psiquiátrica no Hospital Municipal Dr. Edgley.
Em nível estadual, o Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira, em João Pessoa, atende por encaminhamento de urgência. O CAPS AD III — Jovem Cidadão, também na capital, recebe por demanda espontânea. Todos esses serviços funcionam sem custo para o usuário. A mensagem é clara: a Paraíba reconhece que saúde mental é direito e que o cuidado não espera por crise — começa quando alguém decide que merece compreender melhor a si mesmo.
Citações Notáveis
Setembro Amarelo amplia a conversa sobre saúde mental e ajuda a combater o estigma que ainda existe em torno do sofrimento psicológico— Psicóloga Anny Ramos
Não precisamos esperar chegar ao limite para procurar ajuda. Procurar acompanhamento psicológico não significa estar doente, mas reconhecer que cuidar da saúde mental é autocuidado— Psicóloga Anny Ramos