Sete dos dez maiores bilionários do Brasil enriquecem em 2025

Sete dos dez maiores bilionários ampliaram fortunas em 2025
Segundo ranking da Forbes, maioria dos ganhos foi impulsionada por valorização de ações em mercados globais.
Mark

Como sete bilionários ficaram mais ricos em um ano? Isso é resultado de trabalho novo ou apenas o mercado subindo?

Mimi

Principalmente o segundo. A maioria ganhou através de ações em empresas listadas em bolsas globais. Saverin ganhou 45% porque a Meta subiu. Esteves ganhou 56% porque o BTG se valorizou. É o mercado fazendo seu trabalho.

Luke

Mas precisamos ser claros: a Forbes está estimando essas fortunas com base em preços de ações em um dia específico. Se a Meta cair 10% amanhã, Saverin perde R$ 20 bilhões no papel. Isso é ganho real?

Mark

Entendi. E o Jorge Moll, que mais que dobrou a fortuna? Como um empresário de hospitais cresce 119% em um ano?

Mimi

A Rede D'Or cresceu muito. Mas também é avaliação de mercado. Se você possui uma empresa e ela fica mais valiosa, você fica mais rico no papel.

Luke

Exato. Nenhum desses bilionários sacou R$ 227 bilhões em dinheiro vivo. São patrimônios em ações, imóveis, negócios. A liquidez é outra história.

Mark

E os três da 3G Capital que perderam? Por que eles caíram enquanto os outros subiram?

Mimi

Seus investimentos — Americanas, AB Inbev, Kraft Heinz — não tiveram o mesmo desempenho que Meta ou BTG. Lemann perdeu 4%, Sicupira perdeu 20%, Behring perdeu 11%.

Luke

Mas Lemann continua sendo o terceiro mais rico do Brasil com R$ 88 bilhões. Perder 4% quando você tem essa escala ainda deixa você extraordinariamente rico. Não é exatamente uma tragédia.

Mark

Claro. Mas isso mostra que até bilionários estão expostos ao risco de mercado, certo?

Mimi

Sim, mas com uma diferença: eles têm diversificação que a maioria não tem. Lemann pode perder em um investimento e ganhar em outro.

Luke

E a Forbes está medindo tudo isso em um momento específico do ano. Se fizéssemos essa lista em janeiro, os números seriam diferentes. É importante lembrar que essas são estimativas, não números auditados.

  • A fortuna de Eduardo Saverin cresceu 45,5% em um único ano, chegando a R$ 227 bilhões — um salto que revela o poder multiplicador das ações da Meta em escala global.
  • André Esteves liderou o crescimento percentual entre os banqueiros, com alta de 56%, consolidando o BTG Pactual como epicentro da riqueza financeira brasileira.
  • Jorge Moll Filho foi a grande surpresa: aos 79 anos, o fundador da Rede D'Or mais que dobrou seu patrimônio, com expansão de 119,1%.
  • Os fundadores da 3G Capital — Lemann, Sicupira e Behring — registraram perdas entre 4,2% e 20%, sinalizando que os ventos contrários aos seus investimentos pesaram mais do que a tendência geral.
  • O padrão dominante é claro: quem tinha exposição ao setor bancário e a bolsas internacionais saiu ganhando; quem dependia do portfólio da 3G ficou para trás.

Em 2025, sete dos dez maiores bilionários brasileiros viram suas fortunas crescer, segundo o ranking anual da Forbes — um reflexo menos de esforço individual e mais do ritmo dos mercados globais, que recompensaram generosamente quem estava posicionado nas bolsas certas. Eduardo Saverin, o mais rico entre eles, acumulou R$ 227 bilhões impulsionado pelas ações da Meta, enquanto André Esteves e Jorge Moll Filho registraram os crescimentos mais expressivos em termos percentuais. Os três fundadores da 3G Capital, por sua vez, nadaram contra a corrente — lembrando que a maré dos mercados não sobe igualmente para todos.

A fortuna de Eduardo Saverin cresceu quase metade em um ano. O ex-sócio do Facebook, que mantém participação relevante na Meta — controladora do Instagram e do WhatsApp —, chegou a R$ 227 bilhões em 2025, segundo o ranking anual da Forbes, permanecendo o brasileiro mais rico do mundo e ocupando a 41ª posição entre os bilionários globais. Ele não está sozinho: sete dos dez maiores bilionários do país ampliaram seus patrimônios no mesmo período, carregados pela valorização de ações em mercados internacionais.

André Esteves, presidente do conselho do BTG Pactual, registrou crescimento de 56%, atingindo R$ 51 bilhões. Fora do setor financeiro, Jorge Moll Filho, fundador da Rede D'Or, foi o grande destaque: aos 79 anos, viu seu patrimônio mais que dobrar, com alta de 119,1%, chegando a R$ 30,4 bilhões. O setor bancário dominou os ganhos — Vicky Safra, Pedro e Fernando Moreira Salles também engrossaram suas fortunas, ainda que em ritmo mais moderado. Miguel Krigsner, do Boticário, cresceu quase 20%, alcançando R$ 34,2 bilhões.

Nem todos seguiram essa maré. Os três fundadores da 3G Capital — Jorge Paulo Lemann, Alberto Sicupira e Alexandre Behring — registraram perdas. Lemann, terceiro brasileiro mais rico com R$ 88 bilhões, perdeu 4,2%. Sicupira recuou 20%, caindo para R$ 39,1 bilhões. Behring encolheu 11,1%, com fortuna estimada em R$ 31 bilhões. O contraste revela uma lógica simples: em 2025, a riqueza extrema no Brasil seguiu o ritmo dos mercados globais — e quem estava bem posicionado nas bolsas certas colheu os frutos.

A fortuna de Eduardo Saverin cresceu quase metade em um ano. O ex-sócio do Facebook, que ainda colhe dividendos de suas ações na Meta — a empresa que controla Instagram e WhatsApp — viu seu patrimônio saltar de um patamar para outro entre 2024 e 2025, chegando a R$ 227 bilhões. Segundo o ranking anual da Forbes, ele permanece o brasileiro mais rico do planeta, ocupando a 41ª posição entre os bilionários globais. Saverin não está sozinho nessa trajetória ascendente. Sete dos dez maiores bilionários brasileiros ampliaram suas fortunas no mesmo período, impulsionados principalmente pelo desempenho de suas participações em empresas listadas em bolsas de valores ao redor do mundo.

André Esteves, sócio-fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, experimentou um crescimento ainda mais acentuado. Sua fortuna aumentou 56%, chegando a R$ 51 bilhões. Esteves, uma das figuras mais influentes da Faria Lima, consolidou sua posição entre os maiores patrimônios do país. Fora do setor bancário, Jorge Moll Filho, fundador e sócio da Rede D'Or, vivenciou uma transformação ainda mais dramática. Aos 79 anos, o empresário do ramo hospitalar viu seu patrimônio mais que dobrar, com crescimento de 119,1%, totalizando R$ 30,4 bilhões. Esse salto coloca Moll entre os grandes vencedores do ano em termos de expansão patrimonial.

O setor financeiro dominou os ganhos. Além de Esteves, outros três banqueiros integraram a lista dos que enriqueceram. Vicky Safra, filha e herdeira de Joseph Safra, registrou aumento de 9%. Pedro Moreira Salles e Fernando Moreira Salles, membros da família que controla o Itaú Unibanco — maior instituição financeira privada do país — acumularam altas de 4,5% e 5,1%, respectivamente. Fora do universo bancário, Miguel Krigsner, fundador e sócio do Boticário, viu seu patrimônio crescer quase 20%, atingindo R$ 34,2 bilhões.

Nem todos os bilionários brasileiros seguiram essa tendência de enriquecimento. Os fundadores da 3G Capital — a firma de investimentos que participou de operações em Americanas, AB Inbev, Kraft Heinz e, mais recentemente, adquiriu a marca de calçados Sketchers — enfrentaram perdas patrimoniais. Jorge Paulo Lemann, apesar de continuar bilionário e manter a terceira posição entre os brasileiros mais ricos, com patrimônio de R$ 88 bilhões, perdeu 4,2% de sua fortuna. Alberto Sicupira sofreu uma queda mais severa, perdendo um quinto de seu patrimônio, que caiu para R$ 39,1 bilhões. Alexandre Behring, o menor bilionário entre os sócios da 3G, viu sua fortuna estimada em R$ 31 bilhões recuar 11,1%.

O padrão geral reflete a dependência dos maiores patrimônios brasileiros do desempenho de ações em mercados globais. Enquanto empresas como Meta dispararam, impulsionando Saverin, e instituições financeiras se beneficiaram de movimentos nos mercados internacionais, os investimentos da 3G Capital enfrentaram ventos contrários. A concentração de ganhos entre bilionários ligados ao setor bancário e de investimentos sublinha como a riqueza extrema no Brasil permanece entrelaçada com os fluxos de capital internacional e o desempenho de grandes corporações multinacionais.

Saverin permaneceu como brasileiro mais rico do mundo e manteve-se na 41ª posição entre os maiores bilionários globais
— Forbes
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