Quando um inventário de rotina expõe uma ausência — 31 computadores desaparecidos de um hospital público —, revela-se não apenas um furto, mas a fragilidade dos controles sobre o patrimônio coletivo. No Rio de Janeiro, a investigação que se seguiu ao desaparecimento dos equipamentos do Hospital Federal do Andaraí levou à prisão de um servidor comissionado da própria instituição, encontrado com máquinas ainda marcadas com os selos do Ministério da Saúde. O caso lembra que a confiança depositada em quem guarda o bem público é, ela mesma, um bem que pode ser subtraído.