Em um país que saía da ditadura e ainda não sabia ao certo o que fazer com a liberdade, uma geração de artistas brasileiros começou a criar sem mapa — e essa desorientação produtiva, décadas depois, ainda define o que há de mais vivo na arte contemporânea do Brasil. No videocast Desenquadrando, o pintor Daniel Senise e a galerista Nara Roesler revisitam esse tempo de abertura e traçam, juntos, uma meditação sobre o que significa continuar criando sem se repetir, e sobre como o mercado de arte se constrói — e se reconstrói — sobre perdas.