Sem vacina, Rio confirma 74 casos de mpox em setembro e outubro, com dez internados

Dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, em Manguinhos.
Em dois meses, o Rio confirmou mais de sete vezes os casos do ano anterior
Foram 74 casos em setembro e outubro de 2026, contra 10 no mesmo período de 2025.

Num outono de 2026 em que a mpox voltou a ganhar força, o Rio de Janeiro se vê diante de uma conta que a cidade preferia não fazer: mais de sete vezes os casos de todo o ano anterior surgiram em apenas dois meses. Dez pessoas ocupam hoje leitos no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, em Manguinhos, enquanto a principal ferramenta de prevenção, a vacina, está em falta. A doença reaparece como lembrete de que a proteção coletiva depende de estoques, logística e tempo, e ainda não se sabe se o pico de setembro foi um episódio ou o princípio de algo maior.

Neste momento, dez pessoas estão internadas no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Todas têm mpox, uma doença que voltou a crescer na cidade justamente quando não há doses de vacina disponíveis.

Os números mostram a rapidez da mudança. Em setembro e outubro de 2026, o município confirmou 74 casos, contra 10 no mesmo período de 2025. Setembro foi o pior mês em três anos, com 45 confirmações, e outubro já tinha outros 29 até o momento do levantamento, com o mês ainda em curso.

No estado, foram 211 casos confirmados em 2026, mais do que os 119 de todo o ano passado. Outros 119 casos suspeitos seguem em investigação, de modo que a contagem ainda pode aumentar.

O que pesa sobre o conjunto é a falta de vacina. Sem doses, a imunização não consegue frear o avanço. A reportagem não informa o motivo do desabastecimento nem quando novas doses devem chegar.

Agora, o que se acompanha é a chegada dessas doses, o resultado das investigações em andamento e o ritmo de confirmações nas últimas semanas de outubro. Isso definirá se setembro foi um pico isolado ou o começo de uma tendência.

Dez pessoas estão internadas neste momento no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio. Todas com mpox, doença que voltou a crescer na cidade num momento em que não há doses da vacina disponíveis.

Os números do município mostram a dimensão da mudança. Em setembro e outubro de 2026, o Rio de Janeiro confirmou 74 casos de mpox. No mesmo período de 2025, tinham sido 10. Ou seja, a cidade registrou mais de sete vezes o total do ano anterior em apenas dois meses.

Setembro foi o mês mais pesado: 45 confirmações, o maior número mensal em três anos. Outubro, até o momento em que o levantamento foi feito, já tinha somado outros 29 casos. Como o mês ainda não havia terminado na data da contagem, o total de outubro pode ser maior.

O quadro se estende ao estado. Em todo o Rio de Janeiro, foram confirmados 211 casos em 2026, número superior aos 119 contabilizados ao longo de todo o ano de 2025. Além dos casos confirmados, outros 119 casos suspeitos continuam sob investigação, o que significa que a contagem estadual ainda pode crescer conforme os exames sejam concluídos.

O elemento que dá peso ao conjunto é a falta de vacina. A cidade está sem doses contra a mpox, de modo que a imunização não pode, por ora, servir de freio ao avanço dos casos. A reportagem de origem não detalha o motivo do desabastecimento nem informa quando novas doses devem chegar.

É nesse ponto que a evolução do cenário se decide. O que se acompanha agora é a chegada de novas doses, o desfecho das 119 investigações em andamento no estado e o ritmo de confirmações nas últimas semanas de outubro, que dirá se o pico de setembro foi um ponto isolado ou o início de uma tendência.

Contattaci Domande frequenti