Sem provas, Trump volta a afirmar que eleição brasileira foi fraudada

Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom
Trump comentou a eleição brasileira em comício no Texas, sem apresentar provas de fraude.

Num comício no Texas, o presidente americano Donald Trump voltou a afirmar, sem apresentar qualquer prova, que a eleição brasileira foi fraudada. A declaração recai sobre a reeleição de Lula, que venceu Flávio Bolsonaro no segundo turno de domingo, e surge como mais um episódio em que a suspeita de fraude, mesmo sem lastro, atravessa fronteiras e se instala no discurso político. Resta saber se o silêncio ou a resposta de Brasília e da Justiça Eleitoral darão à frase o peso de um incidente ou a deixarão como ruído passageiro.

Numa tarde de terça-feira (27), em um comício no Texas, Donald Trump voltou a dizer que as eleições brasileiras foram fraudadas. Ele não apresentou provas.

A declaração veio dois dias depois do segundo turno. No domingo (25), Lula, do PT, foi reeleito ao derrotar o senador Flávio Bolsonaro, do PL, e é a esse resultado que a fala se refere.

Antes de tratar do Brasil, Trump acusou os democratas, sem provas, de serem os "maiores fraudadores de eleições". Depois, comparou: "Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho", disse, antes de comentar que "não foi nada legal", ainda que afirmasse não ter tomado partido.

Até o momento da publicação, não havia menção a resposta do governo brasileiro ou das autoridades eleitorais. O que se sabe é pouco e preciso: a fala foi feita sem provas e o pleito terminou com a vitória de Lula. Resta acompanhar se Brasília ou a Justiça Eleitoral reagirão.

Numa tarde de terça-feira (27), diante de uma plateia reunida em um comício no Texas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer que as eleições brasileiras foram fraudadas. Ele não apresentou provas.

A declaração veio dois dias depois do segundo turno no Brasil. No domingo (25), o presidente Lula, do PT, foi reeleito e derrotou o senador Flávio Bolsonaro, do PL. É a esse resultado que a fala de Trump se refere.

O republicano não ficou apenas no caso brasileiro. Durante o discurso, acusou os democratas, também sem provas, de serem os "maiores fraudadores de eleições". Foi nesse ponto que ele emendou o comentário sobre o Brasil, em tom de comparação.

"Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho", disse Trump. Em seguida, perguntou à plateia se tinham visto o que ocorreu: "Não foi nada legal. Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom." A frase, ao mesmo tempo em que afirma neutralidade, sugere que a votação teria sido irregular, sem indicar qualquer fato que sustente isso.

O texto original, publicado pelo UOL Notícias, registra que a informação estava em atualização. Até esse momento, não havia no material divulgado menção a uma resposta do governo brasileiro nem de autoridades eleitorais às palavras do presidente americano.

O que se sabe, portanto, é pouco e preciso: a fala ocorreu no Texas, foi feita sem apresentação de provas, e o pleito a que se refere terminou com a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Cabe acompanhar se a declaração provocará reação oficial em Brasília ou da Justiça Eleitoral.

Eu não tomei partido, mas aquilo não pareceu nada bom.
— Donald Trump, presidente dos EUA, em comício no Texas
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