Na Aula Magna da Universidade de Lisboa, o presidente António José Seguro confrontou a comunidade académica com uma verdade que o tempo havia encoberto: duas décadas de progresso em educação desapareceram, e os filhos das famílias mais pobres continuam a chegar à universidade em número irrisório. O retrocesso nos resultados do PISA 2025 não é apenas estatístico — é o reflexo de uma desigualdade estrutural que o sistema insiste em não resolver. Quando apenas 3% dos estudantes bolseiros do escalão mais carenciado acedem ao ensino superior, o elevador social que a universidade promete ser revela-
Seguro atribui retrocesso no PISA à desigualdade socioeconómica
Estudantes de famílias com menores rendimentos continuam profundamente sub-representados no ensino superior, limitando oportunidades de mobilidade social.