Em São Paulo, uma secretária municipal reuniu gestores de entidades dependentes de verbas públicas em um jantar decorado com propaganda eleitoral, onde anunciou um reajuste aguardado há meses. O episódio levanta uma questão antiga e persistente nas democracias: onde termina a política pública e começa a campanha? A mistura de benefício concreto, convocação institucional e símbolos eleitorais num mesmo salão condensa, em uma noite, as tensões entre o poder de Estado e o poder de persuasão.