Enquanto os rios europeus recuam para níveis nunca antes registrados, o continente se vê diante de um duplo espelho: o passado emerge das águas — navios de guerra, bombas esquecidas, ossos de criaturas extintas — enquanto o futuro se anuncia árido e incerto. A seca de 2026 não é apenas uma anomalia climática, mas um sinal de que a Europa construiu sua civilização sobre premissas que o próprio planeta está revogando. O comércio para, as colheitas antecipam, e a infraestrutura projetada para outro século começa a revelar suas fraturas.