Por mais de quatro anos, Santa Catarina ocupou o topo do mercado imobiliário brasileiro — uma distinção que refletia tanto o apelo turístico quanto o crescimento acelerado de suas cidades litorâneas. Em junho de 2026, Vitória, no Espírito Santo, assumiu a liderança com o metro quadrado mais caro do país, sinalizando que a valorização imobiliária no Brasil não é um fenômeno estático, mas um mapa em constante redesenho. A mudança não apaga a força catarinense: quatro de suas cidades ainda dominam o top 5 nacional, lembrando que liderança e relevância nem sempre caminham juntas.
SC perde liderança em m² mais caro após 4 anos; Vitória (ES) assume topo
Quatro cidades catarinenses ainda dominam o top 5 nacional
Por que Santa Catarina manteve a liderança por tanto tempo?
Essas cidades têm uma combinação de fatores: são destinos turísticos consolidados, têm infraestrutura de qualidade e atraem investimento imobiliário há anos. Balneário Camboriú, em particular, desenvolveu um mercado de segundas residências muito forte.
E por que Vitória conseguiu ultrapassar agora?
Não está claro no levantamento, mas provavelmente reflete uma mudança nas dinâmicas de investimento e demanda. Vitória pode estar vivendo um ciclo de valorização acelerada enquanto o mercado catarinense se estabiliza.
Mas quatro cidades de SC ainda estão no top 5. Isso não é uma vitória?
É, de certa forma. Significa que o estado mantém uma posição muito forte no mercado imobiliário nacional. Mas perder a liderança após 4 anos é simbólico — mostra que nenhuma cidade é permanentemente no topo.
Como a Fipe mede esses preços?
Através de anúncios na web. Eles acompanham a variação de preços de venda e aluguel em 56 cidades. É um índice mensal, então essas mudanças podem ser relativamente rápidas.
E esses preços são realmente comparáveis entre cidades?
A Fipe mesma avisa que não são totalmente. As amostras de anúncios variam bastante de cidade para cidade, então há limitações no que você pode concluir comparando números brutos.
O Pulso
- Vitória (ES) ultrapassou Balneário Camboriú e Itapema com um metro quadrado de R$ 15.448, encerrando mais de quatro anos de hegemonia catarinense no ranking FipeZap.
- A virada ocorreu em etapas — Balneário Camboriú perdeu a liderança em junho, Itapema tentou segurar a posição no mês seguinte e também cedeu, revelando uma transição gradual e não um colapso súbito.
- Apesar da perda do primeiro lugar, Santa Catarina mantém quatro cidades no top 5 nacional, com preços muito acima da média de R$ 9.900 monitorada pela Fipe em 56 municípios.
- Vitória emerge como novo polo de valorização imobiliária, sinalizando que outras regiões do Brasil começam a competir com destinos consolidados do litoral sul.
- A Fipe alerta que comparações diretas entre municípios têm limites, já que a composição das amostras de anúncios varia — um lembrete de que rankings refletem tendências, não verdades absolutas.
Por mais de quatro anos, Santa Catarina ocupou o topo do mercado imobiliário brasileiro — uma distinção que refletia tanto o apelo turístico quanto o crescimento acelerado de suas cidades litorâneas. Em junho de 2026, Vitória, no Espírito Santo, assumiu a liderança com o metro quadrado mais caro do país, sinalizando que a valorização imobiliária no Brasil não é um fenômeno estático, mas um mapa em constante redesenho. A mudança não apaga a força catarinense: quatro de suas cidades ainda dominam o top 5 nacional, lembrando que liderança e relevância nem sempre caminham juntas.
Por mais de quatro anos, Balneário Camboriú liderou o ranking das cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil. Em junho, essa sequência chegou ao fim. Itapema assumiu brevemente a primeira posição, mas também não resistiu: Vitória, no Espírito Santo, tomou o topo com um metro quadrado avaliado em R$ 15.448, segundo o índice FipeZap, que monitora mensalmente os preços imobiliários em 56 cidades brasileiras.
A mudança marca uma inflexão, mas não um apagamento. Itapema segue em segundo lugar com R$ 15.403, Balneário Camboriú em terceiro com R$ 15.295, Florianópolis em quarto com R$ 13.461 e Itajaí em quinto com R$ 13.301 — quatro cidades catarinenses ainda dominando o topo da lista nacional.
Essas cidades carregam perfis distintos. Itapema, com cerca de 75,9 mil habitantes, é conhecida por suas praias e fica a 70 quilômetros da capital. Balneário Camboriú, com 138.701 moradores, destaca-se pelos arranha-céus e lidera o país em uso de apartamentos como domicílios ocasionais. Florianópolis, com mais de 537 mil habitantes e mais de 100 praias, é reconhecida pela qualidade de vida.
O pano de fundo revela a magnitude desses valores: a média nacional monitorada pela Fipe é de R$ 9.900 por metro quadrado, colocando essas cidades em patamar significativamente superior. A fundação, porém, ressalva que o Brasil tem mais de 5.500 municípios e que comparações diretas entre cidades têm limitações metodológicas. O que o ranking mostra, acima de tudo, é que o mapa da valorização imobiliária brasileira está em movimento — e Vitória acaba de reescrevê-lo.
Após mais de quatro anos no topo, Santa Catarina viu seu reinado no mercado imobiliário chegar ao fim. Balneário Camboriú, que havia liderado o ranking de cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil desde março de 2022, foi ultrapassado em junho. Itapema, que assumiu brevemente a primeira posição no mês seguinte, também não conseguiu manter a posição. Vitória, no Espírito Santo, tomou o lugar de honra com um metro quadrado avaliado em R$ 15.448, segundo o índice FipeZap, que monitora mensalmente a variação dos preços imobiliários em 56 cidades brasileiras a partir de anúncios na web.
A perda da liderança marca uma inflexão no mercado imobiliário nacional, mas não significa que Santa Catarina tenha perdido sua relevância no setor. Quatro cidades litorâneas do estado ainda ocupam posições de destaque no top 5 nacional. Itapema, com seus R$ 15.403 por metro quadrado, fica logo atrás de Vitória. Balneário Camboriú, apesar da queda, mantém-se em terceiro lugar com R$ 15.295. Florianópolis, a capital estadual, aparece em quarto com R$ 13.461, e Itajaí completa o grupo em quinto com R$ 13.301.
Essas cidades representam polos turísticos e residenciais de grande atração. Itapema, com cerca de 75,9 mil habitantes segundo o Censo 2022, fica a 70 quilômetros de Florianópolis e é conhecida por suas praias. Balneário Camboriú, com 138.701 moradores, destaca-se pelos seus arranha-céus e é o principal polo turístico da região, além de liderar o país em uso de apartamentos como domicílios ocasionais. Florianópolis, com 537.213 habitantes, é a capital estadual e abriga mais de 100 praias, sendo reconhecida pela qualidade de vida e competitividade.
O contexto mais amplo revela a importância relativa dessas cidades no mercado nacional. A média de preço do metro quadrado nas 56 cidades monitoradas pela Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe) é de R$ 9.900, o que coloca as cidades catarinenses significativamente acima da média. No entanto, a Fipe ressalva que embora acompanhe 56 municípios, o Brasil possui mais de 5.500 cidades, e que os preços médios das amostras de anúncios não são diretamente comparáveis entre municípios porque a composição das amostras varia bastante.
A mudança de liderança reflete dinâmicas mais amplas do mercado imobiliário brasileiro, com Vitória emergindo como novo polo de valorização. Ainda assim, a força de Santa Catarina no ranking permanece notável, com quatro de suas cidades litorâneas dominando as posições mais altas da lista nacional.
Citações Notáveis
A Fipe ressalva que os preços médios das amostras de anúncios não são diretamente comparáveis entre municípios porque a composição das amostras varia bastante— Fundação de Pesquisas Econômicas (Fipe)