Nenhuma das vítimas era vacinada; 78% das mortes em 2025 também não foram
Em Campinas, três novas mortes por síndrome respiratória aguda grave confirmam um padrão que se repete com obstinada regularidade: todas as vítimas de 2026 — agora 13 ao todo — não estavam vacinadas e carregavam condições de saúde que tornavam o encontro com o vírus da gripe potencialmente fatal. A cidade oferece o imunizante gratuitamente em dezenas de pontos, sem necessidade de agendamento, e ainda assim a cobertura entre os mais vulneráveis permanece incompleta. É o retrato de uma proteção disponível que ainda não chegou a todas as mãos que dela precisam.
- Três mortes confirmadas em maio e junho — um homem de 47, outro de 73 e uma mulher de 69 anos — elevam para 13 o total de óbitos por gripe em Campinas em 2026, todos entre pessoas não vacinadas.
- O padrão é alarmante: em 2025, cerca de 78% das mortes por SRAG também ocorreram entre não vacinados, e os números deste ano repetem a mesma lógica fatal.
- A vacina existe, é gratuita, está disponível em 69 centros de saúde sem agendamento, e mesmo assim a cobertura vacinal em crianças pequenas não chega a 40% — o grupo com menor proteção entre os prioritários.
- Com 276.438 doses aplicadas até 16 de junho, a campanha avança, mas ainda deixa lacunas críticas: idosos com 53,5%, gestantes com 59,95% e crianças com apenas 39,29% de cobertura.
- A Secretaria de Saúde insiste: vacinar-se é o ato mais eficaz de proteção individual e coletiva disponível — e pode ser feito hoje, com apenas um documento e a caderneta de vacinação.
Campinas confirmou mais três mortes por síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus da gripe, chegando a 13 óbitos e 169 casos confirmados de SRAG em 2026. As três vítimas — um homem de 47 anos, falecido em 29 de maio, e um homem de 73 anos e uma mulher de 69 anos, ambos mortos em 2 de junho — não estavam vacinadas e apresentavam comorbidades que as tornavam mais suscetíveis a complicações graves.
O padrão se repete com consistência preocupante. Em 2025, Campinas registrou 69 mortes por SRAG causada por gripe, e aproximadamente 78% delas ocorreram entre pessoas não vacinadas. Em 2026, todas as 13 mortes confirmadas até agora envolvem pessoas que não receberam o imunizante.
A vacina está disponível gratuitamente em 69 centros de saúde da cidade e na Igreja Divino Salvador, no Cambuí. Qualquer pessoa a partir de 6 meses pode se vacinar sem agendamento, levando apenas um documento com foto. O imunizante deste ano protege contra as cepas influenza A H1N1, A H3N2 e influenza B, e pode ser aplicado junto com outras vacinas do calendário nacional.
Até 16 de junho, Campinas havia aplicado 276.438 doses. Ainda assim, a cobertura entre grupos prioritários permanece aquém do desejável: 53,5% entre idosos, 59,95% entre gestantes e apenas 39,29% entre crianças de 6 meses a 5 anos — o grupo com maior defasagem de proteção.
Além da vacinação, a Secretaria de Saúde recomenda medidas complementares: lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e usar máscara ao apresentar sintomas, para evitar a disseminação do vírus na comunidade.
Campinas registrou três novas mortes por síndrome respiratória aguda grave causada pelo vírus da gripe, confirmadas pela Secretaria de Saúde municipal. Nenhuma das três vítimas havia recebido a vacina contra a doença, e todas apresentavam condições de saúde preexistentes que as tornavam mais vulneráveis a complicações. Com esses óbitos, a cidade chega a 13 mortes e 169 casos confirmados de SRAG por gripe em 2026.
Os três falecimentos ocorreram em maio e junho. Um homem de 47 anos morreu em 29 de maio. Dois dias depois, em 2 de junho, faleceram um homem de 73 anos e uma mulher de 69 anos. Todos tinham comorbidades — doenças crônicas ou condições que comprometem a saúde — que aumentam significativamente o risco de morte quando a gripe evolui para formas graves.
A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação continua sendo a melhor ferramenta de proteção. O imunizante está disponível gratuitamente em 69 centros de saúde da cidade e também na Igreja Divino Salvador, no bairro do Cambuí. Qualquer pessoa a partir de 6 meses de idade pode se vacinar levando apenas um documento com foto e a caderneta de vacinação, se houver. Não é necessário agendar.
Este ano, a vacina protege contra as três principais cepas circulantes: influenza A H1N1, influenza A H3N2 e influenza B. O imunizante pode ser aplicado simultaneamente com outras vacinas do calendário nacional, oferecendo proteção individual e ajudando a reduzir a transmissão do vírus na comunidade. Até terça-feira 16 de junho, Campinas havia aplicado 276.438 doses. Entre idosos com 60 anos ou mais, foram 151.685 doses, atingindo 53,5% de cobertura. Em crianças de 6 meses a 5 anos, 26.843 doses foram administradas, alcançando 39,29% de cobertura. Gestantes receberam 5.155 doses, com 59,95% de cobertura.
A campanha de vacinação começou no final de março, focando inicialmente em grupos prioritários: idosos acima de 60 anos, crianças pequenas, gestantes, mulheres no pós-parto e pessoas com doenças crônicas. Esses números mostram que ainda há espaço para aumentar a proteção, especialmente entre crianças pequenas.
Além da vacinação, a Secretaria recomenda medidas simples de prevenção: lavar as mãos com frequência, manter ambientes bem ventilados, beber bastante água e manter uma alimentação saudável. Quem apresenta sintomas de gripe deve usar máscara para proteger outras pessoas e evitar a disseminação dos vírus respiratórios.
O histórico recente da cidade oferece perspectiva sobre a importância da vacinação. Durante todo o ano de 2025, Campinas registrou 561 pessoas com SRAG causada por gripe, com 69 mortes. Desse total de óbitos, 54 pessoas não estavam vacinadas — aproximadamente 78% das mortes ocorreram entre não vacinados. Os números de 2026 seguem o mesmo padrão: todas as 13 mortes confirmadas até agora envolvem pessoas que não haviam se vacinado.
Notable Quotes
A Secretaria de Saúde reforça a importância da vacinação contra a doença— Secretaria de Saúde de Campinas
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que nenhuma das vítimas estava vacinada? É porque a vacina não estava disponível, ou porque as pessoas escolheram não se vacinar?
A Secretaria não especifica o motivo individual de cada pessoa. Mas a disponibilidade não era o problema — a vacina está em 69 centros de saúde desde o final de março, sem necessidade de agendamento. O que os números mostram é que a cobertura ainda é baixa, especialmente em grupos vulneráveis.
Qual é a taxa de cobertura que seria considerada segura?
A Secretaria não menciona uma meta específica. Mas quando você vê que apenas 53,5% dos idosos foram vacinados, e 78% das mortes em 2025 foram entre não vacinados, fica claro que há muito espaço para melhorar.
As três vítimas recentes tinham comorbidades. Isso significa que pessoas saudáveis não correm risco?
Não. As comorbidades aumentam o risco, mas a gripe mata pessoas saudáveis também. O que os dados sugerem é que quem tem doenças crônicas precisa ser ainda mais cuidadoso — e a vacinação é a proteção mais eficaz disponível.
A vacina pode ser dada junto com outras vacinas?
Sim, pode ser aplicada simultaneamente com qualquer outra do calendário nacional. Não há conflito. Isso facilita para quem precisa se atualizar em várias vacinas.
Se a vacina protege contra três cepas, por que ainda há casos?
Nenhuma vacina é 100% eficaz. Mas o que importa é que reduz drasticamente a chance de morte. Os dados mostram isso claramente: entre os que morreram, nenhum estava vacinado.