No coração do Cerrado mato-grossense, uma cidade de 28 mil habitantes reescreveu o mapa do poder agrícola brasileiro. Sapezal destituiu Sorriso — quatro vezes maior em população — do topo do ranking de produção agrícola do IBGE, encerrando seis anos de hegemonia. A ascensão foi tecida pelo algodão, pela soja e pelo milho, mas também por uma reconfiguração territorial que redistribuiu fronteiras e, com elas, a contabilidade da riqueza rural. O episódio revela como o agronegócio brasileiro continua a se reinventar no interior profundo do país.