São Paulo sem talento e com sono só empata com Coritiba; poderia ter perdido

Um time que precisa estar atento em cada lance não tem talento
O colunista resume o dilema do São Paulo: sua falta de qualidade técnica exige concentração permanente para não fracassar.
Mark

Por que o colunista insiste tanto na falta de talento? Não é um pouco exagerado?

Mimi

Não é exagero, é diagnóstico. Quando um time precisa estar atento em cada lance para não perder, é porque não tem qualidade técnica para compensar lapsos. O talento permite erros; a mediocridade não.

Mark

Mas o São Paulo criou 23 finalizações. Isso não é sinal de um time ofensivo?

Mimi

Criar chances é diferente de ter talento. Você pode ser trabalhador, dedicado, e ainda assim mediocre. O problema é que isso exige um esforço constante que nenhum time consegue manter por 90 minutos inteiros.

Mark

O gol aos 11 minutos em cobrança de lateral — por que isso é tão grave?

Mimi

Porque é o tipo de situação que um time com qualidade resolve automaticamente. Defesa organizada, posicionamento correto. Se você toma gol assim, significa que ninguém estava realmente concentrado. E se você precisa estar concentrado para não levar gol de lateral, você não tem talento.

Mark

Rafael fez uma defesa importante. Isso não salva o time?

Mimi

Salva o resultado daquele dia. Mas não muda o diagnóstico. Um goleiro não pode ser a razão pela qual você não perde. Ele deve ser a última linha de defesa, não a primeira.

Mark

Marcos Paulo marcou o gol do empate. Ele é talentoso?

Mimi

O colunista coloca isso entre parênteses — "olha o talento aí" — porque é exatamente o ponto. Não é um gol que demonstra qualidade técnica excepcional. É um gol que acontece quando você está lutando, quando está atento. Qualidade seria fazer isso consistentemente, sem precisar de tanto esforço.

  • O São Paulo entrou em campo sonâmbulo e pagou o preço já aos 11 minutos, sofrendo um gol absurdo em cobrança de lateral por pura desatenção coletiva.
  • Dorival Junior precisou trocar todos os quatro jogadores do meio-campo durante a partida, expondo ao vivo a escassez de qualidade no setor mais importante do time.
  • O goleiro Rafael evitou a derrota com uma defesa decisiva, enquanto o atacante Manga desperdiçou cinco chances claras — a sorte foi tão necessária quanto o esforço.
  • Com 23 finalizações contra 16 do adversário, o São Paulo mostrou reação, mas o empate soa mais como alívio do que conquista.
  • O colunista lança um alerta direto: sem concentração máxima em cada lance, esse elenco não tem recursos técnicos para compensar os próprios erros.

Em Curitiba, o São Paulo dividiu pontos com o Coritiba num empate de 1 a 1 que revelou, mais do que qualquer placar, a fragilidade estrutural de um elenco sem talentos de elite. O gol sofrido aos onze minutos — numa cobrança de lateral — foi menos um acidente do que um sintoma: um time que depende de concentração absoluta não pode se dar ao luxo de adormecer. O ponto conquistado existe, mas carrega o peso de tudo o que poderia ter sido diferente.

O São Paulo viajou até Curitiba carregando uma verdade que o próprio jogo tratou de confirmar: é um elenco mediano, sem grandes talentos, que só funciona quando opera com atenção e dedicação absolutas. Qualquer distração tem custo alto — e o custo chegou cedo.

Aos onze minutos, o time dormiu. Errava passes simples, cedia o domínio ao Coritiba, e então sofreu o gol mais evitável possível: uma cobrança de lateral que terminou na rede. Para qualquer equipe seria constrangedor; para um time que depende de concentração total, foi quase imperdoável.

Depois do susto, o São Paulo acordou. Nestor acertou a trave, Luciano criou chances reais, e o time passou a pressionar com mais consistência. Rafael fez uma defesa importante para segurar o resultado, enquanto Manga — com cinco oportunidades no jogo — não aproveitou nenhuma. O empate veio com Marcos Paulo, e o ponto foi conquistado no limite.

Dorival Junior trocou os quatro jogadores do meio-campo ao longo da partida — Luan, Pablo Maia, Nestor e Rato saíram em diferentes momentos —, um retrato claro da falta de profundidade do elenco. No fim, o São Paulo terminou sufocado, apesar de ter finalizado mais. Um ponto. Poderia ter sido três. Poderia ter sido zero. A margem é sempre estreita para quem não tem talento sobrando.

O São Paulo entrou em campo contra o Coritiba em Curitiba carregando uma verdade incômoda: é um time sem grandes talentos, repleto de jogadores medianos que precisam compensar a falta de qualidade técnica com atenção constante e dedicação em cada lance. Sem essa vigilância permanente, o time não consegue extrair bons resultados no Brasileirão. Não há margem para distrações.

Nos primeiros minutos, porém, exatamente isso aconteceu. O São Paulo dormiu. Errava passes elementares enquanto via o rival dominar o jogo. Aos onze minutos, sofreu um gol que resumia toda essa desatenção: uma cobrança de lateral que resultou em gol. Para qualquer equipe é um absurdo; para um time que depende de concentração total, foi praticamente imperdoável.

A partir desse ponto, algo mudou. O São Paulo acordou. Começou a lutar, a se manter atento, e o jogo ganhou outra dinâmica. Nestor acertou a trave. Luciano criou duas oportunidades claras. O time passou a ter a bola, a pressionar, a criar perigo. Rafael, o goleiro, fez uma defesa importante em uma escapada de Manga, que aliás teve cinco chances durante a partida e não aproveitou nenhuma.

A falta de talento do elenco ficou evidente nas escolhas do técnico Dorival Junior. Ele trocou os quatro jogadores do meio-campo durante a partida: Luan saiu por desempenho muito ruim, substituído por Marcos Paulo no intervalo; Pablo Maia deixou o campo para Neves aos 35 do segundo tempo; Nestor saiu para Juan aos 28; e Rato foi trocado por Araújo aos 17. Quatro mudanças no setor que deveria ser a base da equipe. Isso fala por si.

No final, o São Paulo terminou o jogo sufocado pelo Coritiba, apesar de ter finalizado 23 vezes contra 16 do adversário. Empatou com um gol de Marcos Paulo — e o colunista marca essa ironia ao mencionar o nome, como se questionasse o próprio talento envolvido naquele lance. Um ponto conquistado. Se o time tivesse começado acordado, seriam três pontos. Se tivesse tido um pouco menos de sorte, poderia ter perdido. A realidade é que o São Paulo segue dependendo de estar sempre alerta, sempre concentrado, sempre suando para conseguir resultados. Não há atalho para um time assim.

Não vejo um time que o São Paulo possa derrotar sem derramar litros de suor
— Colunista
Um time desatento, errando passes fáceis e vendo o rival jogar
— Descrição do desempenho nos primeiros minutos
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