São Paulo vive neste domingo um momento que oito décadas de registros meteorológicos nunca haviam testemunhado: a possibilidade de 38°C em dezembro, terceiro recorde de calor em menos de uma semana. O que os termômetros estão escrevendo não é apenas um número, mas um sinal de que o padrão climático de uma das maiores metrópoles do mundo está se deslocando para territórios desconhecidos. A cidade que aprendeu a conviver com o calor úmido agora enfrenta algo que transcende a memória coletiva e os arquivos do Inmet desde 1943.
São Paulo pode bater recorde de calor em dezembro neste domingo com 38°C
Terceiro recorde de calor em menos de uma semana
Por que três recordes em uma semana? Isso é coincidência ou há algo estrutural acontecendo?
É uma onda de calor — temperaturas 5 °C acima da média por mais de cinco dias. Não é um pico isolado. É um padrão que se mantém.
Mas a gente sabe por quê? O Inmet está dizendo que é uma onda de calor, mas não está explicando a causa — se é mudança climática, padrão de circulação atmosférica, ou o quê.
Verdade. O que temos confirmado é o fato: 35,9 °C na quinta, 36,2 °C na sexta, 35,1 °C no sábado, e previsão de 38 °C no domingo.
E isso é realmente inédito para dezembro?
Desde 1943, quando começaram as medições. Oitenta e dois anos de dados. Nunca tinha acontecido.
Mas a série começou em 1943 — não sabemos o que acontecia antes. Ainda assim, é um recorde dentro do que temos documentado.
O que preocupa mais — o calor em si ou o que vem com ele?
Os dois. O alerta vermelho cobre a região metropolitana toda. E o CGE prevê chuva, granizo e rajadas de vento no domingo à noite.
Então é um cenário instável — calor extremo durante o dia, possibilidade de tempestade à noite. Isso aumenta o risco de danos.
Exatamente. Não é só desconforto. É uma situação que pode sobrecarregar sistemas de saúde, energia, infraestrutura.
Até quando isso vai durar?
O alerta é até segunda-feira. Depois disso, não sabemos ainda.
El Pulso
- Três recordes de temperatura em menos de sete dias colocam São Paulo em território climático sem precedentes desde o início das medições oficiais.
- O alerta vermelho — nível máximo de risco — cobre toda a região metropolitana, expondo milhões de pessoas a uma pressão térmica intensa e prolongada.
- A onda de calor, tecnicamente definida por temperaturas 5°C acima da média por mais de cinco dias, deve se estender até segunda-feira sem alívio significativo.
- O perigo se multiplica: além do calor extremo, pancadas isoladas com granizo e rajadas de vento prometem tornar o domingo meteorologicamente instável e imprevisível.
- Se os 38°C forem confirmados, São Paulo não apenas quebrará um recorde sazonal, mas sinalizará uma possível inflexão permanente no seu padrão climático histórico.
São Paulo vive neste domingo um momento que oito décadas de registros meteorológicos nunca haviam testemunhado: a possibilidade de 38°C em dezembro, terceiro recorde de calor em menos de uma semana. O que os termômetros estão escrevendo não é apenas um número, mas um sinal de que o padrão climático de uma das maiores metrópoles do mundo está se deslocando para territórios desconhecidos. A cidade que aprendeu a conviver com o calor úmido agora enfrenta algo que transcende a memória coletiva e os arquivos do Inmet desde 1943.
São Paulo acorda neste domingo diante de uma possibilidade que seus registros meteorológicos nunca contemplaram: 38°C em dezembro, temperatura que, se confirmada, será a mais alta já medida neste mês desde que o Instituto Nacional de Meteorologia iniciou suas medições em 1943. Seria, ainda, o terceiro recorde de calor quebrado em menos de uma semana na capital paulista.
A sequência começou na quinta-feira, com 35,9°C no Mirante de Santana, estação oficial do Inmet na zona norte. Na sexta, os termômetros chegaram a 36,2°C — a maior temperatura do ano inteiro até então. No sábado, um recuo discreto para 35,1°C, mas ainda muito acima do normal para a época.
O fenômeno tem nome técnico: onda de calor, caracterizada por temperaturas pelo menos 5°C acima da média histórica por mais de cinco dias consecutivos. Essa onda deve persistir até segunda-feira, mantendo a região metropolitana sob alerta vermelho — o nível máximo de aviso para altas temperaturas.
O domingo, porém, não trará apenas calor. O Centro de Gerenciamento de Emergências prevê pancadas isoladas entre a tarde e o início da noite, possivelmente acompanhadas de granizo e rajadas de vento — um cenário que combina extremos e amplia os riscos para a população. Oito décadas de dados servem agora como espelho para revelar o quão anômalo é este momento na história climática da cidade.
São Paulo enfrenta neste domingo um calor extremo que pode reescrever os registros meteorológicos da cidade. O Instituto Nacional de Meteorologia prevê máxima de 38 °C, o que representaria a temperatura mais alta já registrada em dezembro desde que a instituição começou suas medições em 1943. Se a previsão se confirmar, será o terceiro recorde de calor quebrado em menos de sete dias na capital paulista.
A sequência de recordes começou na quinta-feira, quando os termômetros marcaram 35,9 °C no Mirante de Santana, a estação oficial do Inmet na zona norte. No dia seguinte, sexta-feira, a temperatura subiu para 36,2 °C às 15h — a maior do ano inteiro até aquele momento. No sábado, o calor recuou ligeiramente, atingindo 35,1 °C por volta das 15h, mas permaneceu bem acima do normal para a época.
O fenômeno que está provocando essas temperaturas extremas é uma onda de calor, definida tecnicamente como um período em que as temperaturas ficam pelo menos 5 °C acima da média histórica por mais de cinco dias consecutivos. Neste caso, a onda deve se estender até segunda-feira, mantendo a região metropolitana sob pressão térmica intensa.
As autoridades emitiram alerta vermelho para toda a região metropolitana de São Paulo, o nível máximo de aviso para altas temperaturas. O Centro de Gerenciamento de Emergências, responsável por monitorar situações críticas na cidade, prevê que o domingo trará não apenas o calor extremo, mas também pancadas isoladas de chuva entre a tarde e o início da noite. Essas chuvas podem vir acompanhadas de granizo e rajadas de vento, criando um cenário meteorológico instável e potencialmente perigoso.
O contexto histórico torna o momento ainda mais significativo. Desde 1943, quando o Inmet começou a registrar sistematicamente as temperaturas em São Paulo, dezembro nunca havia visto um calor como este. Os registros de oito décadas servem como referência para entender o quão anômalo é o que está acontecendo agora. Se os 38 °C forem confirmados neste domingo, marcarão não apenas um recorde sazonal, mas também um ponto de inflexão no padrão climático da cidade.
Citas Notables
A região metropolitana de São Paulo está sob alerta vermelho para altas temperaturas— Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)