Em outubro de 2026, o maior colégio eleitoral do Brasil escolheu dois novos representantes para o Senado Federal: Guilherme Derrite, forjado na disciplina da polícia militar e na gestão da segurança pública, e André do Prado, cuja vida política nasceu nas câmaras municipais e amadureceu nas assembleias estaduais. Juntos, eles carregam para Brasília trajetórias distintas que espelham a complexidade de São Paulo — um estado que é, por si só, uma nação dentro de uma nação. A partir de 2027, suas vozes moldarão decisões que alcançarão todos os brasileiros até 2035.
São Paulo elege Derrite e André do Prado para o Senado (2027-2035)
Dois estreantes no Senado, bagagens diferentes, um estado inteiro para representar
Por que essa eleição importa? São apenas dois senadores de um estado.
São Paulo é o estado mais populoso do Brasil. Esses dois homens representarão 46 milhões de pessoas nos próximos oito anos. Derrite traz experiência em segurança pública, uma pauta crítica. Prado vem do legislativo estadual, conhece como funciona a máquina.
Mas note que a margem entre eles foi apertada — menos de 600 mil votos de diferença. Isso sugere uma eleição competitiva, não um mandato esmagador.
Derrite foi secretário de Segurança. Isso o torna mais preparado para o Senado?
Não necessariamente mais preparado, mas com expertise em uma área que o Senado precisa debater. Ele também foi deputado federal, então tem experiência legislativa.
Verdade, mas ele saiu da Câmara para ser secretário. Não sabemos ainda como ele vai se sair em um corpo legislativo diferente, com dinâmicas próprias.
E Prado? Parece ter uma carreira mais longa.
Muito mais longa. Começou como vereador em 1993, foi prefeito, depois deputado estadual por três mandatos. Presidiu a Assembleia. É uma trajetória sólida no legislativo.
Mas tudo em nível estadual ou municipal. O Senado Federal é outro patamar — menos deputados, mais poder individual, dinâmicas de negociação muito diferentes.
Então ambos são estreantes em um ambiente que não conhecem bem?
Sim, mas com bagagens diferentes. Derrite traz expertise em segurança e conhecimento da Câmara. Prado traz experiência legislativa mais profunda, mas em outro nível.
E seus suplentes? Ninguém fala deles, mas se algo acontecer, eles assumem. Não sabemos quem são Vicente Santini, Julio Serson, Fernando Godoy ou Rute Costa.
The Pulse
- Com mais de 25 milhões de votos somados, Derrite e Prado demonstraram que o eleitorado paulista buscava perfis com experiência executiva concreta, não apenas retórica parlamentar.
- A margem apertada entre os dois eleitos — apenas 570 mil votos de diferença — revela um equilíbrio de forças entre PP e PL no estado mais populoso do país.
- Derrite chega ao Senado direto de uma das secretarias mais pressionadas do Brasil, trazendo o peso político da segurança pública como bandeira central.
- Prado, após três décadas percorrendo todos os degraus do poder local e estadual, finalmente alcança a esfera federal aos 57 anos, consolidando uma carreira de rara consistência territorial.
- Com suplentes já designados de seus respectivos partidos, a transição está organizada, e os dois senadores eleitos iniciarão seus mandatos em 2027 prontos para integrar os debates nacionais.
Em outubro de 2026, o maior colégio eleitoral do Brasil escolheu dois novos representantes para o Senado Federal: Guilherme Derrite, forjado na disciplina da polícia militar e na gestão da segurança pública, e André do Prado, cuja vida política nasceu nas câmaras municipais e amadureceu nas assembleias estaduais. Juntos, eles carregam para Brasília trajetórias distintas que espelham a complexidade de São Paulo — um estado que é, por si só, uma nação dentro de uma nação. A partir de 2027, suas vozes moldarão decisões que alcançarão todos os brasileiros até 2035.
São Paulo definiu em outubro de 2026 quem a representará no Senado Federal pelos próximos oito anos. Guilherme Derrite, do Progressistas, conquistou o primeiro lugar com 13,2 milhões de votos — 30,6% dos válidos. André do Prado, do Partido Liberal, ficou logo atrás com 12,7 milhões, equivalentes a 29,3%. Ambos tomarão posse em 2027 e permanecerão no cargo até 2035, estreando juntos na Casa.
Derrite tem 41 anos e nasceu em Sorocaba. Entrou na Polícia Militar em 2003 e construiu uma formação acadêmica sólida em ciências sociais e direito. Sua entrada na política ocorreu em 2018, quando foi eleito deputado federal, cargo para o qual se reelegeu em 2022. Entre 2023 e 2025, comandou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, experiência que define sua identidade política e que ele levará como principal contribuição ao debate nacional.
André do Prado, 57 anos, nasceu em Guararema e formou-se em análise de sistemas. Sua trajetória política é uma das mais longas e graduais da política paulista: começou como vereador em 1993, passou por secretaria municipal e vice-prefeitura, foi eleito prefeito em 2004 e migrou para a Assembleia Legislativa em 2010, onde acumulou quatro mandatos consecutivos e presidiu a casa entre 2023 e 2025.
Os suplentes já estão definidos: Vicente Santini e Julio Serson acompanham Derrite; Fernando Godoy e Rute Costa seguem ao lado de Prado. A eleição consagra dois perfis complementares — um enraizado na segurança e no legislativo federal, outro moldado pela administração local e pelo parlamento estadual — que juntos representarão São Paulo nos anos decisivos que estão por vir.
São Paulo escolheu seus dois novos senadores em outubro de 2026. Guilherme Derrite, do Progressistas, venceu com 13.273.880 votos — 30,6% dos votos válidos. André do Prado, do Partido Liberal, ficou em segundo lugar com 12.703.089 votos, correspondendo a 29,3% do total. Os dois tomarão posse em 2027 e permanecerão no cargo até 2035, ambos iniciando seus primeiros mandatos na Casa.
Derrite tem 41 anos e nasceu em Sorocaba. Ingressou na Polícia Militar de São Paulo em 2003 e, três anos depois, formou-se como aspirante a oficial. Completou sua formação acadêmica com bacharelado em ciências sociais pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco e em direito pela Universidade Cruzeiro do Sul, onde também cursou pós-graduação em direito constitucional. Sua trajetória política começou em 2018, quando foi eleito deputado federal. Reeleito em 2022, deixou a Câmara para chefiar a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo entre 2023 e 2025, período que marca sua experiência mais recente na administração estadual.
André do Prado, com 57 anos, nasceu em Guararema e formou-se em análise de sistemas pela Universidade de Mogi das Cruzes. Sua vida política começou mais cedo: em 1993 tornou-se vereador de sua cidade natal. Depois ocupou cargos de secretário municipal e vice-prefeito antes de ser eleito prefeito em 2004. Em 2010 migrou para a Assembleia Legislativa de São Paulo e conquistou reeleições consecutivas em 2014, 2018 e 2022. No biênio 2023-2025, presidiu a assembleia estadual.
Os suplentes de Derrite são Vicente Santini, do Republicanos, em primeiro lugar, e Julio Serson, também do Progressistas, em segundo. Do lado de Prado, Fernando Godoy e Rute Costa, ambos filiados ao Partido Liberal, ocupam as posições de suplência.
A eleição reflete a força política de ambos em seus respectivos partidos e a confiança do eleitorado paulista em suas trajetórias. Derrite leva para o Senado experiência consolidada em segurança pública e legislação federal, enquanto Prado traz uma carreira enraizada na administração municipal e no trabalho legislativo estadual. A partir de 2027, os dois integrarão a Casa e participarão dos debates nacionais que moldarão o país até 2035.
Notable Quotes
Derrite iniciou a carreira política em 2018, quando foi eleito deputado federal por São Paulo. Em 2022, foi reeleito.— Registro oficial de trajetória
Prado iniciou a trajetória política em 1993, como vereador da cidade natal, e conquistou a prefeitura em 2004.— Registro oficial de trajetória