São Paulo conquista inédito título do Brasileirão feminino ao empatar com Corinthians

Primeiro título em mais de uma década de espera
O São Paulo conquistou seu primeiro Brasileirão feminino desde que a competição adotou seu formato atual em 2013.
Mark

Por que esse título do São Paulo é tão significativo? Parece que o Corinthians dominava a competição.

Mimi

Exatamente. O Corinthians tinha seis títulos consecutivos desde 2020. O São Paulo nunca tinha ganhado o Brasileirão feminino no formato atual, que começou em 2013. Isso é quase uma década esperando.

Luke

Mas tecnicamente o São Paulo venceu porque tinha vantagem no agregado, certo? Não ganhou a segunda partida.

Mimi

Verdade. Empatou em 1 a 1 no MorumBis, mas tinha vencido 2 a 1 na Neo Química Arena. Então a vantagem acumulada foi decisiva.

Mark

E o público? Ouvi falar em recorde.

Mimi

49.405 pessoas no estádio. É o maior público de uma partida de futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul.

Luke

Maior que a final anterior?

Mimi

Sim. A final de 2024 teve 44.529 torcedores. Então este foi realmente histórico.

Mark

O que mudou para o Corinthians não conseguir vencer?

Mimi

Eles nunca tinham perdido um jogo de ida em uma final. Essa pressão de jogar em casa, com o São Paulo atacando desde o início, foi muito. E tiveram um pênalti perdido no segundo tempo.

Luke

Perdido ou defendido?

Mimi

Defendido. Carlinha fez uma boa defesa. Gabi Zanotti chutou fraco e rasteiro.

Mark

Então o Corinthians teve chances mas não converteu.

Mimi

Isso. E o São Paulo foi mais eficiente na primeira etapa, marcando cedo e mantendo a pressão.

  • O Corinthians chegou à final precisando reverter uma desvantagem no agregado, carregando o peso de nunca ter perdido um jogo de ida em finais do Brasileirão feminino — e essa pressão se mostrou insuperável.
  • Bia Menezes abriu o placar logo aos dez minutos, mas um erro da goleira Carlinha permitiu o empate corintiano aos 18, transformando o MorumBis em um caldeirão de tensão e esperança.
  • O momento mais crítico veio no segundo tempo: um pênalti marcado pelo VAR ameaçou virar o jogo, mas Carlinha defendeu a cobrança de Gabi Zanotti e salvou o título são-paulino.
  • Com 49.405 torcedores nas arquibancadas — novo recorde do futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul —, a festa tricolor transformou uma final esportiva em marco histórico para a modalidade.
  • O apito final encerrou a sequência de seis títulos consecutivos do Corinthians e registrou a primeira derrota das Brabas em casa após 33 jogos, sinalizando uma virada de era no futebol feminino nacional.

Na noite de sábado, diante de quase 50 mil pessoas no MorumBis, o São Paulo encerrou uma longa espera e inscreveu seu nome pela primeira vez na história do Brasileirão feminino. Com o empate em 1 a 1 — suficiente pela vantagem construída no jogo de ida — o clube tricolor não apenas conquistou um título inédito, mas ajudou a escrever um capítulo novo para o futebol feminino brasileiro, quebrando seis anos de hegemonia corintiana e batendo o recorde de público da modalidade em toda a América do Sul.

O São Paulo levantou seu primeiro troféu do Brasileirão feminino na noite de sábado, segurando o empate em 1 a 1 contra o Corinthians no MorumBis e confirmando a vantagem de 3 a 2 construída no agregado. Era a primeira vez, desde que a competição adotou seu formato atual em 2013, que o clube tricolor chegava tão longe — e não desperdiçou a chance.

O técnico Thiago Viana manteve a escalação vencedora do jogo de ida, e o São Paulo foi para cima desde o início. Aos dez minutos, Bia Menezes aproveitou um rebote no meio-campo, invadiu a área e chutou forte para abrir o placar. A resposta corintiana veio rápida: aos 18 minutos, um erro da goleira Carlinha entregou o empate para Juliete, reequilibrando o marcador e a tensão nas arquibancadas.

No segundo tempo, a técnica Emily Lima promoveu mudanças em busca da virada, e o Corinthians cresceu na partida. O lance decisivo aconteceu aos 19 minutos, quando a árbitra Daiane Muniz marcou pênalti após consulta ao VAR. Gabi Zanotti foi para a cobrança, mas Carlinha defendeu com segurança — e o MorumBis explodiu. O Corinthians tentou o jogo individual nos minutos finais, sem sucesso. Nove minutos de acréscimo apenas prolongaram a espera tricolor até o apito que selou o título.

As arquibancadas contaram 49.405 torcedores, superando o recorde anterior de 44.529 estabelecido na final de 2024 e tornando a partida o maior público do futebol feminino de clubes em toda a América do Sul. A marca foi ainda mais simbólica por ter sido alcançada horas depois de o time masculino perder para o Santos no mesmo estádio.

Para o Corinthians, a derrota encerra uma era: são seis títulos consecutivos interrompidos e o primeiro revés em casa após 33 jogos. Na história da competição, as Brabas só haviam perdido finais em 2017 e 2019. Esta foi a terceira — e a que custou o reinado.

O São Paulo conquistou seu primeiro título do Brasileirão feminino no sábado à noite, selando a vitória com um empate em 1 a 1 contra o Corinthians no MorumBis. A vantagem acumulada de 3 a 2 no agregado — resultado da partida anterior na Neo Química Arena — foi suficiente para que o time tricolor levantasse a taça pela primeira vez desde que a competição adotou seu formato atual em 2013.

O estádio lotado criou um ambiente de pressão constante sobre o Corinthians, que chegava à final com uma missão difícil: nunca havia perdido um jogo de ida em uma final do Brasileirão feminino. O técnico Thiago Viana manteve a escalação que havia vencido na primeira partida e, com o apoio unânime da torcida, o São Paulo não hesitou em atacar desde o início. Aos dez minutos, Bia Menezes abriu o placar após receber um rebote de Aline Milene no meio de campo e invadir a área para chutar forte, superando a goleira Nicole.

O gol aqueceu a partida, mas o Corinthians respondeu rapidamente. Aos 18 minutos, um erro de Carlinha — a goleira do São Paulo — presenteou Juliete com a oportunidade de empatar. A corintiana quase nada precisou fazer para igualar o marcador. O São Paulo ainda teve uma chance clara aos 22 minutos, quando Giovanna Crivelari cabeceou para o segundo gol, mas estava impedida.

No segundo tempo, Emily Lima, técnica do Corinthians, promoveu duas alterações buscando reverter o resultado: Jaque Ribeiro e Gisela Robledo entraram nos lugares de Vic Albuquerque e Gi Fernandes. O time visitante de fato melhorou e começou a incomodar mais o São Paulo. O momento mais tenso aconteceu aos 19 minutos, quando a árbitra Daiane Muniz foi ao VAR e marcou pênalti por um puxão de Robinha em Érika dentro da área. Na cobrança, Gabi Zanotti chutou fraco e rasteiro, e Carlinha fez uma defesa importante que incendiou a torcida tricolor.

O Corinthians passou a apostar no jogo individual, deixando o coletivo de lado, e começou a sentir a pressão. Carlinha trabalhou bastante nos minutos finais, enquanto as visitantes aumentavam o volume de finalizações, quase todas sem grande perigo. O jogo oscilou entre os dois lados, com o São Paulo avançando e incomodando a goleira Nicole em alguns momentos. Nove minutos foram adicionados ao segundo tempo, apenas prorrogando a tristeza corintiana e adiando a festa são-paulina até o apito final.

O MorumBis registrou um recorde histórico de público no futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul. Foram 49.405 torcedores presentes, superando o recorde anterior de 44.529, estabelecido na final de 2024 na Neo Química Arena. O São Paulo havia anunciado antecipadamente a venda de 44.530 ingressos, mas a procura foi ainda maior. A festa tricolor abraçou o futebol feminino no estádio paulista, que poucas horas antes havia visto o time masculino cair diante do Santos por 2 a 1 no Brasileirão.

Para o Corinthians, a derrota marca o fim de uma era de domínio. O time das Brabas sofreu seu primeiro revés em casa após 33 jogos — o retrospecto agora é de 29 vitórias, três empates e uma derrota. Mais significativo ainda, a equipe corintiana viu interrompida sua sequência de seis títulos consecutivos do Brasileirão feminino, conquistados entre 2020 e 2025. Na história da competição, o Corinthians havia perdido finais apenas duas vezes antes: em 2017, quando foi vice e caiu nos dois duelos diante do Santos, e em 2019, quando empatou duas vezes com a Ferroviária e levou a pior nos pênaltis. Esta é a terceira derrota em final da história do clube.

O São Paulo não hesitou em atacar desde o início, com o apoio unânime da torcida
— Descrição da estratégia do técnico Thiago Viana
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