Na noite de sábado, diante de quase 50 mil pessoas no MorumBis, o São Paulo encerrou uma longa espera e inscreveu seu nome pela primeira vez na história do Brasileirão feminino. Com o empate em 1 a 1 — suficiente pela vantagem construída no jogo de ida — o clube tricolor não apenas conquistou um título inédito, mas ajudou a escrever um capítulo novo para o futebol feminino brasileiro, quebrando seis anos de hegemonia corintiana e batendo o recorde de público da modalidade em toda a América do Sul.
São Paulo conquista inédito título do Brasileirão feminino ao empatar com Corinthians
Primeiro título em mais de uma década de espera
Por que esse título do São Paulo é tão significativo? Parece que o Corinthians dominava a competição.
Exatamente. O Corinthians tinha seis títulos consecutivos desde 2020. O São Paulo nunca tinha ganhado o Brasileirão feminino no formato atual, que começou em 2013. Isso é quase uma década esperando.
Mas tecnicamente o São Paulo venceu porque tinha vantagem no agregado, certo? Não ganhou a segunda partida.
Verdade. Empatou em 1 a 1 no MorumBis, mas tinha vencido 2 a 1 na Neo Química Arena. Então a vantagem acumulada foi decisiva.
E o público? Ouvi falar em recorde.
49.405 pessoas no estádio. É o maior público de uma partida de futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul.
Maior que a final anterior?
Sim. A final de 2024 teve 44.529 torcedores. Então este foi realmente histórico.
O que mudou para o Corinthians não conseguir vencer?
Eles nunca tinham perdido um jogo de ida em uma final. Essa pressão de jogar em casa, com o São Paulo atacando desde o início, foi muito. E tiveram um pênalti perdido no segundo tempo.
Perdido ou defendido?
Defendido. Carlinha fez uma boa defesa. Gabi Zanotti chutou fraco e rasteiro.
Então o Corinthians teve chances mas não converteu.
Isso. E o São Paulo foi mais eficiente na primeira etapa, marcando cedo e mantendo a pressão.
El Pulso
- O Corinthians chegou à final precisando reverter uma desvantagem no agregado, carregando o peso de nunca ter perdido um jogo de ida em finais do Brasileirão feminino — e essa pressão se mostrou insuperável.
- Bia Menezes abriu o placar logo aos dez minutos, mas um erro da goleira Carlinha permitiu o empate corintiano aos 18, transformando o MorumBis em um caldeirão de tensão e esperança.
- O momento mais crítico veio no segundo tempo: um pênalti marcado pelo VAR ameaçou virar o jogo, mas Carlinha defendeu a cobrança de Gabi Zanotti e salvou o título são-paulino.
- Com 49.405 torcedores nas arquibancadas — novo recorde do futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul —, a festa tricolor transformou uma final esportiva em marco histórico para a modalidade.
- O apito final encerrou a sequência de seis títulos consecutivos do Corinthians e registrou a primeira derrota das Brabas em casa após 33 jogos, sinalizando uma virada de era no futebol feminino nacional.
Na noite de sábado, diante de quase 50 mil pessoas no MorumBis, o São Paulo encerrou uma longa espera e inscreveu seu nome pela primeira vez na história do Brasileirão feminino. Com o empate em 1 a 1 — suficiente pela vantagem construída no jogo de ida — o clube tricolor não apenas conquistou um título inédito, mas ajudou a escrever um capítulo novo para o futebol feminino brasileiro, quebrando seis anos de hegemonia corintiana e batendo o recorde de público da modalidade em toda a América do Sul.
O São Paulo levantou seu primeiro troféu do Brasileirão feminino na noite de sábado, segurando o empate em 1 a 1 contra o Corinthians no MorumBis e confirmando a vantagem de 3 a 2 construída no agregado. Era a primeira vez, desde que a competição adotou seu formato atual em 2013, que o clube tricolor chegava tão longe — e não desperdiçou a chance.
O técnico Thiago Viana manteve a escalação vencedora do jogo de ida, e o São Paulo foi para cima desde o início. Aos dez minutos, Bia Menezes aproveitou um rebote no meio-campo, invadiu a área e chutou forte para abrir o placar. A resposta corintiana veio rápida: aos 18 minutos, um erro da goleira Carlinha entregou o empate para Juliete, reequilibrando o marcador e a tensão nas arquibancadas.
No segundo tempo, a técnica Emily Lima promoveu mudanças em busca da virada, e o Corinthians cresceu na partida. O lance decisivo aconteceu aos 19 minutos, quando a árbitra Daiane Muniz marcou pênalti após consulta ao VAR. Gabi Zanotti foi para a cobrança, mas Carlinha defendeu com segurança — e o MorumBis explodiu. O Corinthians tentou o jogo individual nos minutos finais, sem sucesso. Nove minutos de acréscimo apenas prolongaram a espera tricolor até o apito que selou o título.
As arquibancadas contaram 49.405 torcedores, superando o recorde anterior de 44.529 estabelecido na final de 2024 e tornando a partida o maior público do futebol feminino de clubes em toda a América do Sul. A marca foi ainda mais simbólica por ter sido alcançada horas depois de o time masculino perder para o Santos no mesmo estádio.
Para o Corinthians, a derrota encerra uma era: são seis títulos consecutivos interrompidos e o primeiro revés em casa após 33 jogos. Na história da competição, as Brabas só haviam perdido finais em 2017 e 2019. Esta foi a terceira — e a que custou o reinado.
O São Paulo conquistou seu primeiro título do Brasileirão feminino no sábado à noite, selando a vitória com um empate em 1 a 1 contra o Corinthians no MorumBis. A vantagem acumulada de 3 a 2 no agregado — resultado da partida anterior na Neo Química Arena — foi suficiente para que o time tricolor levantasse a taça pela primeira vez desde que a competição adotou seu formato atual em 2013.
O estádio lotado criou um ambiente de pressão constante sobre o Corinthians, que chegava à final com uma missão difícil: nunca havia perdido um jogo de ida em uma final do Brasileirão feminino. O técnico Thiago Viana manteve a escalação que havia vencido na primeira partida e, com o apoio unânime da torcida, o São Paulo não hesitou em atacar desde o início. Aos dez minutos, Bia Menezes abriu o placar após receber um rebote de Aline Milene no meio de campo e invadir a área para chutar forte, superando a goleira Nicole.
O gol aqueceu a partida, mas o Corinthians respondeu rapidamente. Aos 18 minutos, um erro de Carlinha — a goleira do São Paulo — presenteou Juliete com a oportunidade de empatar. A corintiana quase nada precisou fazer para igualar o marcador. O São Paulo ainda teve uma chance clara aos 22 minutos, quando Giovanna Crivelari cabeceou para o segundo gol, mas estava impedida.
No segundo tempo, Emily Lima, técnica do Corinthians, promoveu duas alterações buscando reverter o resultado: Jaque Ribeiro e Gisela Robledo entraram nos lugares de Vic Albuquerque e Gi Fernandes. O time visitante de fato melhorou e começou a incomodar mais o São Paulo. O momento mais tenso aconteceu aos 19 minutos, quando a árbitra Daiane Muniz foi ao VAR e marcou pênalti por um puxão de Robinha em Érika dentro da área. Na cobrança, Gabi Zanotti chutou fraco e rasteiro, e Carlinha fez uma defesa importante que incendiou a torcida tricolor.
O Corinthians passou a apostar no jogo individual, deixando o coletivo de lado, e começou a sentir a pressão. Carlinha trabalhou bastante nos minutos finais, enquanto as visitantes aumentavam o volume de finalizações, quase todas sem grande perigo. O jogo oscilou entre os dois lados, com o São Paulo avançando e incomodando a goleira Nicole em alguns momentos. Nove minutos foram adicionados ao segundo tempo, apenas prorrogando a tristeza corintiana e adiando a festa são-paulina até o apito final.
O MorumBis registrou um recorde histórico de público no futebol feminino de clubes no Brasil e na América do Sul. Foram 49.405 torcedores presentes, superando o recorde anterior de 44.529, estabelecido na final de 2024 na Neo Química Arena. O São Paulo havia anunciado antecipadamente a venda de 44.530 ingressos, mas a procura foi ainda maior. A festa tricolor abraçou o futebol feminino no estádio paulista, que poucas horas antes havia visto o time masculino cair diante do Santos por 2 a 1 no Brasileirão.
Para o Corinthians, a derrota marca o fim de uma era de domínio. O time das Brabas sofreu seu primeiro revés em casa após 33 jogos — o retrospecto agora é de 29 vitórias, três empates e uma derrota. Mais significativo ainda, a equipe corintiana viu interrompida sua sequência de seis títulos consecutivos do Brasileirão feminino, conquistados entre 2020 e 2025. Na história da competição, o Corinthians havia perdido finais apenas duas vezes antes: em 2017, quando foi vice e caiu nos dois duelos diante do Santos, e em 2019, quando empatou duas vezes com a Ferroviária e levou a pior nos pênaltis. Esta é a terceira derrota em final da história do clube.
Citas Notables
O São Paulo não hesitou em atacar desde o início, com o apoio unânime da torcida— Descrição da estratégia do técnico Thiago Viana