São Paulo conquista inédito Brasileirão feminino com empate no MorumBis lotado

Carlinha fez boa defesa, incendiando a massiva torcida tricolor
A goleira do São Paulo defendeu um pênalti crucial no segundo tempo que poderia ter mudado o resultado da final.
Mark

Como um empate pode ser uma vitória? Parece estranho para quem não acompanha futebol.

Mimi

É por causa do agregado. Na primeira partida, o São Paulo venceu 2 a 1. Então, mesmo empatando em 1 a 1 neste sábado, o resultado total é 3 a 2 para o São Paulo. Quem tem a melhor soma de gols avança.

Luke

Mas vale notar que o Corinthians teve uma chance clara de pênalti no segundo tempo. Se Gabi Zanotti tivesse convertido, o jogo mudaria completamente.

Mimi

Verdade. Carlinha fez uma defesa importante naquele momento. Mas o Corinthians também cometeu erros, como aquele passe errado de Carlinha no primeiro tempo que resultou no gol de Juliete.

Mark

E o público? 49 mil pessoas é realmente um recorde?

Mimi

Sim, é o maior público da história do futebol feminino de clubes na América do Sul. A venda antecipada foi de 44.530 ingressos, mas mais gente compareceu no dia.

Luke

Vale mencionar que o recorde anterior também era do Corinthians, em 2024, com 44.529 torcedores. Então o Corinthians perdeu o título e também perdeu o recorde de público para o rival no mesmo fim de semana.

Mark

Isso é significativo para o futebol feminino no Brasil?

Mimi

Muito. Mostra que há interesse real das pessoas em assistir. E o São Paulo nunca tinha ganhado este título antes, então é histórico para o clube.

Luke

Desde 2013, quando começou o formato atual. O São Paulo foi vice em 2024, então este é um passo importante para o programa feminino do clube.

Mark

E o Corinthians? Seis títulos seguidos é impressionante.

Mimi

É. Eles dominaram de 2020 a 2025. Mas agora essa sequência acabou. Ainda assim, é a décima final consecutiva que disputam.

  • Com 49.405 torcedores nas arquibancadas, o Morumbi se tornou o maior palco da história do futebol feminino de clubes na América do Sul — superando a própria final do ano anterior.
  • O São Paulo abriu o placar logo aos dez minutos com Bia Menezes, mas um erro da goleira Carlinha permitiu que Juliete empatasse e devolvesse a tensão ao jogo.
  • O momento mais crítico veio no segundo tempo: o Corinthians ganhou um pênalti, mas Carlinha defendeu a cobrança de Gabi Zanotti e manteve vivo o sonho tricolor.
  • Nove minutos de acréscimo prolongaram a agonia corintiana e adiaram a festa são-paulina, que explodiu com o apito final confirmando o agregado favorável.
  • O Corinthians, que havia conquistado seis títulos consecutivos entre 2020 e 2025, sofre sua primeira derrota em final e vê encerrada uma era de domínio absoluto no futebol feminino brasileiro.

Na noite de sábado, diante de quase 50 mil testemunhas no Morumbi, o São Paulo encerrou uma longa espera e escreveu seu nome pela primeira vez na história do Brasileirão feminino. O empate por 1 a 1 com o Corinthians foi suficiente para selar o agregado de 3 a 2 e interromper seis anos consecutivos de domínio alvinegro — um ciclo que, como todo ciclo, precisava um dia chegar ao fim. Mais do que um troféu, a noite celebrou a maturidade de um futebol feminino que transborda estádios e reescreve recordes sul-americanos.

O São Paulo conquistou seu primeiro título do Brasileirão feminino na noite de sábado, encerrando uma espera que durava desde a adoção do formato atual da competição, em 2013. O empate por 1 a 1 com o Corinthians no Morumbi foi suficiente: o agregado de 3 a 2, construído a partir da vitória na Neo Química Arena, garantiu a taça inédita ao time tricolor.

O estádio viveu uma noite histórica. Os 49.405 torcedores presentes estabeleceram um novo recorde de público para o futebol feminino de clubes em toda a América do Sul, superando a marca de 44.529 registrada na final de 2024. A procura por ingressos havia superado as expectativas, e o Morumbi se transformou em palco de celebração horas depois de ter assistido à derrota do time masculino para o Santos.

Dentro de campo, o técnico Thiago Viana manteve a escalação que havia funcionado no primeiro jogo e apostou em uma postura ofensiva. Aos dez minutos, Bia Menezes invadiu a área pela esquerda e abriu o placar. A resposta corintiana veio aos 18 minutos, quando um erro da goleira Carlinha entregou a bola para Juliete, que empatou com facilidade.

O segundo tempo trouxe mais pressão do Corinthians, com as entradas de Jaque Ribeiro e Gisela Robledo. O momento decisivo chegou aos 19 minutos: a árbitra marcou pênalti após consulta ao VAR, mas Carlinha defendeu a cobrança de Gabi Zanotti e manteve o placar. O jogo seguiu equilibrado até o apito final, com nove minutos de acréscimo que apenas prolongaram a ansiedade antes da festa tricolor.

Para o Corinthians, a derrota encerra uma sequência de seis títulos consecutivos entre 2020 e 2025 e representa o primeiro revés em uma final desde 2019. Uma era de domínio absoluto no futebol feminino brasileiro chegou ao fim — e o São Paulo foi quem a encerrou.

O São Paulo conquistou seu primeiro título do Brasileirão feminino no sábado à noite, selando a vitória com um empate em 1 a 1 contra o Corinthians dentro de um Morumbi repleto de torcedores. A vantagem acumulada de 3 a 2 no agregado — resultado da partida anterior na Neo Química Arena — foi suficiente para que o time tricolor levantasse a taça pela primeira vez desde que a competição adotou seu formato atual em 2013.

O estádio registrou um público de 49.405 pessoas, o maior já visto em uma partida de futebol feminino de clubes na América do Sul. A marca anterior, também entre clubes, havia sido estabelecida na final de 2024, quando 44.529 torcedores compareceram à Neo Química Arena. A São Paulo havia anunciado a venda antecipada de 44.530 ingressos, mas a procura superou as expectativas, transformando o Morumbi em um cenário de celebração do futebol feminino horas depois que o time masculino tricolor havia perdido para o Santos por 2 a 1 no mesmo estádio.

O técnico Thiago Viana manteve a mesma escalação que venceu na primeira partida, e sua estratégia foi ofensiva desde o início. O São Paulo dominou boa parte do primeiro tempo, sufocando o Corinthians com ataques constantes. Aos dez minutos, Aline Milene recuperou a bola no meio de campo e encontrou Bia Menezes pela lateral esquerda. A lateral invadiu a área e chutou forte; a goleira Nicole aceitou e a bola entrou. O gol aqueceu a partida e trouxe o primeiro cartão amarelo poucos minutos depois, quando Belén Aquino interrompeu um contra-ataque tricolor.

O Corinthians, que nunca havia perdido um jogo de ida em uma final, enfrentava uma missão difícil. Aos 18 minutos, a goleira Carlinha cometeu um erro grave, entregando a bola para Juliete praticamente dentro da área. A corintiana igualou o marcador com facilidade. O São Paulo quase ampliou aos 22 minutos com um cabeceio de Giovanna Crivelari, mas a atacante estava impedida. O Corinthians melhorou nos minutos finais do primeiro tempo, mas não conseguiu reverter o placar.

No segundo tempo, o técnico Emily Lima promoveu duas alterações no Corinthians, trazendo Jaque Ribeiro e Gisela Robledo. O time visitante voltou melhor e começou a pressionar mais. O momento mais tenso veio aos 19 minutos, quando a árbitra Daiane Muniz foi ao VAR e marcou pênalti por um puxão de Robinha em Érika dentro da área. Gabi Zanotti cobrou fraco e rasteiro, mas Carlinha fez uma boa defesa, incendiando a torcida tricolor. O Corinthians apostou no jogo individual e começou a sofrer com a pressão, aumentando o volume de finalizações mas sem criar grandes perigos. O jogo seguiu equilibrado até o final, com nove minutos adicionados que apenas prolongaram a ansiedade corintiana e adiaram a festa são-paulina.

A derrota marca o primeiro revés do Corinthians na Neo Química Arena depois de 33 jogos. O retrospecto das Brabas agora é de 29 vitórias, três empates e uma derrota. O Corinthians disputou sua décima final consecutiva, tendo conquistado seis títulos de forma seguida de 2020 a 2025. Na história da competição, o time alvinegro sofreu apenas três derrotas em finais: em 2017, quando foi vice e perdeu nos dois duelos contra o Santos, e em 2019, quando empatou duas vezes com a Ferroviária e levou a pior nos pênaltis. Este sábado marca o encerramento de uma era de domínio absoluto no futebol feminino brasileiro.

O técnico Thiago Viana repetiu o time que venceu na Neo Química Arena e, com o apoio unânime da torcida, não esperou para subir ao ataque
— Descrição da estratégia do São Paulo
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