Na noite desta quarta-feira, a Vila Belmiro recebe um daqueles encontros em que o peso da história e a aritmética do futebol se impõem com igual força: o Santos, derrotado por 3 a 0 na ida, busca uma virada que a razão desaconselha mas que o esporte, em sua natureza imprevisível, jamais descarta por completo. O Palmeiras, dono de uma vantagem que lhe concede serenidade rara em clássicos, entra em campo não para conquistar, mas para confirmar o que já parece decidido. Entre a necessidade e a confortável espera, dois clubes de tradição centenária definem quem seguirá vivo na Copa do Brasil.