Em meio a uma crise financeira que já corrói o vestiário por dentro, o Santos viaja para Valencia enfrentar a Universidad Central de Venezuela nos playoffs da Sul-Americana — um clube que, do outro lado, também carrega as marcas de uma tragédia humana. Sem Gabigol nem Neymar, e com jogadores recorrendo à Justiça por salários atrasados, o Peixe enfrenta um momento em que o resultado em campo é apenas uma das batalhas em disputa. Dois clubes feridos, cada um à sua maneira, se encontram numa noite que transcende o futebol.
Santos enfrenta UCV na Venezuela pela Sul-Americana em meio a crise financeira
O elenco cobra três meses de direitos atrasados e rejeitou o parcelamento
Por que o Santos viaja para a Venezuela com tantos problemas internos? Não seria melhor resolver a crise antes?
O calendário não espera. A CONMEBOL marcou o jogo, e não comparecer ou adiar é praticamente impossível. O clube precisa jogar, mesmo que internamente esteja rachado.
Neymar não viaja porque está em recondicionamento. Isso é comum após uma Copa do Mundo?
É, mas o timing é delicado. Ele reapareceu no CT, o que significa que está próximo, mas não pronto. Levar um jogador dessa importância sem estar 100% é arriscado — tanto para o jogador quanto para o time.
Três meses de direitos de imagem atrasados. Isso é muito dinheiro?
Depende do contrato de cada jogador, mas para um elenco inteiro, é significativo. O pior é que a diretoria ofereceu parcelar, e os jogadores disseram não. Isso mostra o nível de desconfiança.
Tiquinho Soares rescindiu judicialmente. Ele era importante?
Era um jogador relevante. Quando alguém recorre à Justiça, significa que as negociações fracassaram completamente. É um sinal de que o relacionamento entre clube e elenco está muito deteriorado.
E a UCV? Como um time consegue jogar depois de um terremoto que matou um jogador?
É uma resiliência forçada. O clube perdeu Berroterán, um jovem de 18 anos com futuro pela frente. Além do luto, perdeu também destaques do elenco. Eles estão reconstruindo enquanto tentam competir.
Qual é o cenário mais provável para este jogo?
Santos é favorito tecnicamente, mas chega desorganizado. UCV é mais fresco, mas menos talentoso. O resultado pode surpreender — times em crise às vezes jogam com raiva, ou desabam completamente. Não há meio termo.
El Pulso
- A crise financeira do Santos saiu dos bastidores e chegou aos tribunais: Tiquinho Soares já rescindiu judicialmente, e outros jogadores estudam o mesmo caminho após a diretoria oferecer um parcelamento que o elenco recusou.
- Três meses de direitos de imagem em atraso alimentam uma tensão que fragmenta o grupo — Mayke e Zé Rafael treinam separados e avaliam ação legal, enquanto o clube tenta segurar o que resta da coesão.
- Sem Gabigol e sem Neymar, ainda em recondicionamento físico após a Copa do Mundo, o Santos embarca para a Venezuela com um elenco reduzido e uma derrota recente para o Botafogo como pano de fundo.
- A UCV chega ao confronto marcada pela perda de Berroterán, promessa de 18 anos vitimada por um terremoto, e após liberar seus principais atacantes — uma equipe em reconstrução que busca afirmar sua resiliência.
- O jogo de ida em Valencia, às 21h30 de Brasília, abre uma série que pode definir não apenas a classificação na Sul-Americana, mas o próprio rumo institucional do Santos em 2026.
Em meio a uma crise financeira que já corrói o vestiário por dentro, o Santos viaja para Valencia enfrentar a Universidad Central de Venezuela nos playoffs da Sul-Americana — um clube que, do outro lado, também carrega as marcas de uma tragédia humana. Sem Gabigol nem Neymar, e com jogadores recorrendo à Justiça por salários atrasados, o Peixe enfrenta um momento em que o resultado em campo é apenas uma das batalhas em disputa. Dois clubes feridos, cada um à sua maneira, se encontram numa noite que transcende o futebol.
O Santos parte para Valencia carregando mais do que a expectativa de um playoff. Enquanto a delegação se prepara para enfrentar a Universidad Central de Venezuela no Estádio Polideportivo Misael Delgado, uma crise financeira já começou a esvaziar o elenco por vias judiciais — e a tensão nos bastidores supera qualquer questão tática.
Gabigol não viaja. Neymar, que reapareceu no CT Rei Pelé após a Copa do Mundo, segue em recondicionamento físico e também fica de fora. O clube ainda se recupera de uma derrota para o Botafogo e chega ao confronto debilitado. Nos bastidores, o elenco cobra três meses de direitos de imagem atrasados. A diretoria propôs um parcelamento com prazo até 30 de julho, mas os jogadores rejeitaram. Tiquinho Soares já rescindiu judicialmente; Mayke e Zé Rafael, afastados dos planos, estudam o mesmo caminho. A crise não é apenas administrativa — ela está rachando o grupo.
Do outro lado, a UCV também carrega cicatrizes. O clube venezuelano passou por uma reformulação profunda após um terremoto que vitimou Berroterán, promessa de 18 anos do elenco. Além da perda humana, a equipe liberou seus principais atacantes e precisou reconstruir o plantel. Apesar das dificuldades, garantiu sua vaga ao terminar em terceiro no chaveamento da Libertadores.
O jogo de ida, às 21h30 de Brasília, com transmissão restrita ao plano premium do Disney+, abre uma série que pode definir muito mais do que a classificação na Sul-Americana. Para o Santos, é a chance de mostrar que ainda consegue competir apesar da turbulência. Para a UCV, é a prova de que a reconstrução após a tragédia está no caminho certo.
O Santos embarca para Valencia nesta terça-feira à noite carregando mais do que a mala de um jogo de playoff. Enquanto a delegação se prepara para enfrentar a Universidad Central de Venezuela no Estádio Polideportivo Misael Delgado, o clube lida com uma crise financeira que já começou a esvaziar o elenco por vias judiciais.
O confronto de ida pela CONMEBOL Sul-Americana acontece às 21h30 de Brasília, mas o Peixe chega debilitado. Gabigol não viaja. Neymar, que reapareceu no CT Rei Pelé após a Copa do Mundo, segue em recondicionamento físico e também fica de fora. A equipe ainda se recupera de uma derrota recente para o Botafogo, e agora enfrenta um adversário que, apesar das dificuldades próprias, garantiu sua vaga no torneio ao terminar em terceiro lugar em seu chaveamento na Libertadores.
Nos bastidores do Santos, porém, a tensão supera qualquer questão tática. O elenco cobra o pagamento de três meses de direitos de imagem em atraso. A diretoria ofereceu um parcelamento, prometendo quitar o débito até 30 de julho, mas os jogadores rejeitaram a proposta. Tiquinho Soares já rescindiu judicialmente com o clube. Mayke e Zé Rafael, afastados dos planos e treinando separadamente, também estudam acionamento na Justiça. A crise financeira não é apenas um problema administrativo — ela está fragmentando o grupo.
Do outro lado da fronteira, a UCV também carrega cicatrizes. O clube venezuelano passou por uma reformulação profunda após um terremoto que atingiu o país e ceifou a vida de Berroterán, uma promessa de 18 anos que integrava o elenco. Além das perdas humanas, a equipe liberou destaques do primeiro semestre, como os atacantes Juan Manuel Cuesta e Jovanny Bolívar, e precisou reconstruir seu plantel para a sequência da temporada.
A transmissão do jogo fica restrita ao plano premium do Disney+. O Santos deve entrar em campo com Gabriel Brazão na meta; Gabriel Menino, Lucas Veríssimo, João Ananias e Escobar na defesa; Gabriel Bontempo, Christian Oliva e Rollheiser no meio; e Miguelito, Barreal e Thaciano no ataque. A UCV responde com Giancarlo Schiavone; Kendrys Silva, Edwin Peraza, Gonzalo Mottes e Yohan Cumaná; Francisco Solé, Alexander González e Williams Lugo; e Granko Escalante, Juan Camilo Zapata e Edwin na frente. O árbitro boliviano Gery Vargas comanda a partida, com Edwar Saavedra e Carlos Tapia como auxiliares.
O jogo de ida em Valencia marca o início de uma série que pode definir muito mais do que apenas a classificação para a próxima fase da Sul-Americana. Para o Santos, é uma oportunidade de mostrar que consegue competir apesar da turbulência interna. Para a UCV, é a chance de demonstrar que a reconstrução após a tragédia está no caminho certo.
Citas Notables
A diretoria prometeu quitar o débito até 30 de julho, mas o elenco rejeitou a proposta de parcelamento— Situação interna do Santos