Santos enfrenta UCV na Sul-Americana sem Neymar e Gabigol

Terremoto na Venezuela deixou mais de 5 mil mortos; UCV perdeu o jovem jogador Berroterán, de 18 anos, na tragédia.
Três meses de atrasos em direitos de imagem corrói a lealdade de um elenco
A crise financeira interna do Santos ameaça desmantelar o time antes mesmo da temporada ganhar ritmo.
Mark

Como uma crise de direitos de imagem atrasados consegue desestabilizar um time inteiro?

Mimi

Porque dinheiro é confiança. Quando um jogador não recebe o que lhe é devido, ele começa a questionar se o clube o respeita. Três meses é muito tempo. Tiquinho Soares já saiu. Outros estão na porta.

Mark

Mas o Santos tem Neymar. Isso não deveria ser suficiente para manter a coesão?

Mimi

Neymar nem está viajando. Ele está sendo reintegrado gradualmente. E mesmo que estivesse, dinheiro atrasado afeta todo mundo igualmente — não importa se você é estrela ou reserva.

Mark

A UCV perdeu jogadores em um terremoto. Como um time compete depois disso?

Mimi

Com dificuldade. Eles perderam Berroterán, um jovem de dezoito anos. Reformularam o elenco inteiro. Chegam a Valencia sem entrosamento, praticamente uma equipe nova.

Mark

Então o Santos tem vantagem?

Mimi

Teoricamente sim. Mas uma equipe desunida por questões financeiras não joga bem. O Santos pode ter mais qualidade no papel, mas a UCV chega sem o peso emocional que o Santos carrega.

Mark

O que acontece se o Santos perder?

Mimi

A pressão interna explode. Jogadores já insatisfeitos com atrasos salariais vão questionar ainda mais a competência da diretoria. O transfer ban já os impede de se reforçar. Uma eliminação precoce seria catastrófica.

Mark

E se vencer?

Mimi

Ganha tempo. Um resultado positivo na Venezuela pode acalmar os ânimos internamente, pelo menos por uma semana. Mas o problema de fundo — os três meses de atrasos — continua lá.

  • O Santos entra em campo sem seus dois maiores astros — Neymar em reintegração gradual e Gabigol também ausente — reduzindo drasticamente o poder ofensivo no jogo de ida fora de casa.
  • Nos bastidores, a tensão é explosiva: jogadores exigem o pagamento imediato de três meses de direitos de imagem atrasados, enquanto a diretoria propõe parcelamento — uma proposta que o elenco rejeita.
  • Tiquinho Soares já rescindiu e acionou a Justiça; Mayke e Zé Rafael treinam separados e avaliam processar o clube, enquanto um transfer ban impede qualquer reforço.
  • A UCV chega reformulada e fragilizada após o terremoto que devastou a Venezuela, tendo perdido jogadores-chave e a jovem promessa Berroterán, de 18 anos, na tragédia.
  • O Santos busca abrir vantagem no Estádio Polideportivo Misael Delgado, mas a pergunta real é se o clube conseguirá manter o elenco unido até o fim da competição.

Em meio a uma crise interna que corrói a confiança entre jogadores e diretoria, o Santos viaja à Venezuela para enfrentar a Universidad Central de Venezuela pelos playoffs da Sul-Americana — sem Neymar, sem Gabigol, e com três meses de direitos de imagem em atraso. Do outro lado, a UCV carrega o peso de uma tragédia nacional: um terremoto que matou mais de cinco mil pessoas e levou consigo Berroterán, uma promessa de dezoito anos. O futebol, aqui, é apenas a superfície de histórias muito mais profundas.

O Santos parte para a Venezuela carregando duas batalhas simultâneas: uma dentro de campo, contra a Universidad Central de Venezuela pelos playoffs da Sul-Americana, e outra nos bastidores — uma crise de confiança que ameaça desintegrar o elenco.

O técnico Cuca ainda sente a derrota para o Botafogo na semana anterior e tenta montar uma equipe competitiva sem Neymar, em reintegração gradual após a Copa do Mundo, e sem Gabigol. A ausência dos dois reduz significativamente o poder ofensivo santista no jogo de ida, marcado para as 21h30 no Estádio Polideportivo Misael Delgado, em Valencia.

Mas o problema mais grave está fora do campo. Jogadores e diretoria protagonizaram um encontro tenso sobre três meses de direitos de imagem em atraso. A diretoria promete pagar até 30 de julho, mas quer parcelar. Os jogadores recusam e exigem o pagamento integral e imediato. Tiquinho Soares já rescindiu o contrato e entrou na Justiça. Mayke e Zé Rafael, descartados pela comissão técnica, treinam separados e também avaliam processar o clube. Um transfer ban ainda impede o Santos de registrar novos jogadores, tornando qualquer reformulação praticamente impossível.

Do outro lado, a UCV carrega seu próprio peso. A equipe disputou a Libertadores sob circunstâncias extraordinárias — um terremoto devastou a Venezuela e matou mais de cinco mil pessoas, levando consigo Berroterán, jovem promessa de apenas dezoito anos. Após a tragédia, o clube passou por reformulação profunda, perdendo nomes como Juan Manuel Cuesta e Jovanny Bolívar. A equipe que chega a Valencia é praticamente nova, com pouco entrosamento.

Enquanto o Santos tenta vencer na Venezuela, a questão central permanece aberta: o clube conseguirá manter seu elenco unido o tempo suficiente para chegar ao final da competição?

O Santos embarca para a Venezuela nesta terça-feira à noite carregando duas batalhas ao mesmo tempo. Uma acontece dentro de campo, contra a Universidad Central de Venezuela, pelos playoffs da CONMEBOL Sul-Americana. A outra, muito mais corrosiva, ferve nos bastidores do clube — uma crise de confiança que ameaça desmantelar o elenco antes mesmo da temporada ganhar ritmo.

O jogo está marcado para as 21h30 no Estádio Polideportivo Misael Delgado, em Valencia. O técnico Cuca chega ainda lacerado pela derrota para o Botafogo na semana anterior, um resultado que doeu especialmente porque veio de um erro defensivo nos minutos finais. Agora ele tenta montar uma equipe competitiva sem dois de seus melhores jogadores. Neymar, que retomou os treinos no CT Rei Pelé após a Copa do Mundo e as férias, segue fora da viagem — não por lesão, mas porque passa por avaliações físicas e será reintegrado gradualmente. Gabigol também não viaja. A ausência desses nomes reduz significativamente o poder ofensivo do time no jogo de ida.

Mas o verdadeiro problema não está na escalação. Está na sala de reuniões. Nos últimos dias, jogadores e diretoria tiveram um encontro tenso sobre um assunto que deveria ser simples: dinheiro devido. Os direitos de imagem estão atrasados há três meses — uma quantia que a diretoria promete pagar até 30 de julho, mas com ressalvas. A direção quer parcelar o débito. Os jogadores recusam. Eles querem receber tudo, e querem agora. Essa fricção não é apenas um detalhe administrativo; é o tipo de coisa que corrói a lealdade de um elenco.

Tiquinho Soares já saiu do clube. Ele conseguiu rescindir seu contrato e acionou a Justiça para cobrar os valores em aberto. Mayke e Zé Rafael, descartados pela comissão técnica, treinam separados e também avaliam processar o Santos. Enquanto isso, o clube ainda lida com um transfer ban que o impede de registrar novos jogadores — uma restrição que torna qualquer reformulação praticamente impossível. É um cenário de asfixia administrativa.

Do outro lado da chave está a UCV, uma equipe que carrega seu próprio peso. Os venezuelanos chegaram à Sul-Americana após terminar em terceiro lugar em seu grupo na Libertadores, uma competição que disputaram sob circunstâncias extraordinárias. Um terremoto devastou a Venezuela e matou mais de cinco mil pessoas. O clube perdeu uma de suas maiores promessas nessa tragédia: Berroterán, um jovem de apenas dezoito anos. A UCV passou por uma reformulação profunda depois disso, liberando vários jogadores e trazendo peças novas para a segunda metade da temporada. Juan Manuel Cuesta, que marcou três gols na fase de grupos da Libertadores, saiu. Jovanny Bolívar também. A equipe que chega a Valencia é praticamente nova, com pouco entrosamento.

Cuca deve escalar Gabriel Brazão na meta; Gabriel Menino, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Escobar na defesa; Willian Arão, Christian Oliva e Rollheiser no meio; e Gabriel Bontempo, Barreal e Thaciano no ataque. A UCV deve responder com Giancarlo Schiavone; Kendrys Silva, Edwin Peraza, Gonzalo Montes e Daniel Carrillo; Francisco Solé, Alexander González e Samuel Sosa; Yeiber Murillo, Juan Camilo Zapata e Edwin. O árbitro será Gery Vargas, da Bolívia.

O jogo será transmitido pelo plano premium do Disney+. Para o Santos, trata-se de uma oportunidade de abrir vantagem longe de casa, apesar de todas as turbulências internas. Para a UCV, é uma chance de mostrar que consegue competir mesmo após perder peças importantes. Mas enquanto o Santos tenta vencer na Venezuela, a questão real é se o clube conseguirá manter seu elenco unido o tempo suficiente para chegar ao final da competição.

A direção quer parcelar os direitos de imagem, mas os jogadores exigem receber tudo o que lhes é de direito
— Apuração da ESPN sobre reunião entre jogadores e diretoria
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