Abrir as unidades no fim de semana traz praticidade e segurança
Em Santo André, a fronteira entre o tempo do trabalho e o tempo do cuidado foi, ao menos por um mês, deslocada. Doze unidades de saúde abrirão suas portas nos sábados de junho para oferecer vacinação, consultas e medicamentos a quem a semana comercial deixa sem acesso à atenção primária. A iniciativa, batizada de Agiliza + Saúde, reconhece que proteger a saúde coletiva exige remover os obstáculos práticos que separam as pessoas do cuidado preventivo.
- Milhares de trabalhadores de Santo André chegam ao fim de semana com a caderneta de vacinação desatualizada simplesmente porque não conseguem sair do emprego durante a semana.
- A cidade responde abrindo doze unidades de saúde em três sábados de junho, das 8h às 17h, sem exigir agendamento para vacinas — reduzindo a burocracia que afasta quem mais precisa.
- O programa Agiliza + Saúde distribui os postos por diferentes regiões da cidade, garantindo que a proximidade geográfica não seja mais um obstáculo para o atendimento básico.
- O secretário de Saúde alerta que manter coberturas vacinais elevadas é uma estratégia epidemiológica essencial para evitar a ressurgência de doenças já controláveis.
- Junho funciona como mês de teste: o que for observado nessas três semanas pode definir se o atendimento aos sábados se torna uma política permanente em Santo André.
Santo André vai abrir doze unidades de saúde nos sábados de junho — dias 13, 20 e 27 — das 8h às 17h, para atender quem não consegue se deslocar durante a semana de trabalho. A oferta inclui vacinação sem agendamento prévio, consultas médicas já marcadas pela regulação municipal e retirada de medicamentos nas farmácias das próprias unidades.
A medida integra o programa Agiliza + Saúde e parte de um diagnóstico direto: o horário comercial das unidades exclui uma parcela significativa da população do cuidado preventivo. O prefeito Gilvan Ferreira vê na iniciativa uma forma concreta de reduzir essa barreira. O secretário de Saúde, Edson Salvo, amplia a leitura: manter a população vacinada é uma das estratégias mais eficazes para evitar a disseminação de doenças preveníveis, e abrir as unidades no fim de semana traz praticidade para quem precisa manter as doses em dia.
Os doze postos estão distribuídos por diferentes regiões da cidade — entre policlínicas e clínicas da família —, o que permite que moradores de áreas distintas tenham acesso próximo ao atendimento. Não se trata de serviço de urgência: é cuidado básico e rotineiro, aquele que funciona melhor com calma e planejamento, mas que muitas pessoas adiam porque o trabalho não permite.
Junho é o mês de teste. O que acontecer nessas três semanas pode indicar se Santo André vai incorporar o atendimento aos sábados como prática regular além deste período.
Santo André vai abrir as portas de suas unidades de saúde nos próximos sábados de junho para quem não consegue se deslocar durante a semana. Doze postos funcionarão nos dias 13, 20 e 27, das oito da manhã até as cinco da tarde, oferecendo vacinação sem necessidade de agendamento prévio, consultas médicas já marcadas e retirada de medicamentos nas farmácias das unidades.
A decisão faz parte do programa Agiliza + Saúde e responde a uma realidade simples: muita gente trabalha de segunda a sexta e não consegue tirar tempo para cuidar da saúde preventiva. A Prefeitura reconheceu esse obstáculo e decidiu remover a barreira do horário comercial, pelo menos por este mês. O foco é claro — atualizar cadernetas de vacinação, dispensar medicamentos e realizar as consultas que já estavam agendadas pela regulação municipal.
Os doze postos espalhados pela cidade são: Policlínica Parque das Nações, Policlínica Campestre, Policlínica Vila Helena (Dr. Wadi Nasser), Policlínica Bairro Paraíso, Policlínica Humaitá, Clínica da Família Utinga, Clínica da Família Alzira Franco, Clínica da Família Jardim Alvorada, Clínica da Família Jardim Carla, Clínica da Família São Jorge, Clínica da Família Jardim Irene e Clínica da Família Recreio da Borda do Campo. A distribuição geográfica permite que moradores de diferentes regiões tenham acesso próximo a um atendimento.
O prefeito Gilvan Ferreira vê na medida uma forma de reduzir as barreiras que impedem as pessoas de acessar a Atenção Primária. O secretário de Saúde, Edson Salvo, foi além e situou a iniciativa no contexto epidemiológico maior: manter a população vacinada é uma das estratégias mais eficazes para evitar que doenças preveníveis se disseminem. Abrir as unidades no fim de semana, segundo ele, traz praticidade e segurança para quem precisa manter as doses em dia.
A ação é emergencial e preventiva por natureza. Não se trata de um serviço de urgência ou emergência — é cuidado básico, rotineiro, aquele que funciona melhor quando feito com calma e planejamento. Mas é exatamente esse cuidado que muitas pessoas deixam para depois porque o trabalho não permite. Junho é o mês de teste. O que acontecer nessas três semanas pode indicar se a cidade vai manter a prática além deste período.
Notable Quotes
O fortalecimento da vacinação é uma das principais estratégias para proteger a população e evitar a disseminação de doenças preveníveis— Edson Salvo, secretário de Saúde
The Hearth Conversation Another angle on the story
Por que abrir as unidades especificamente aos sábados e não em outro horário durante a semana?
Porque a maioria das pessoas que trabalha não consegue sair do trabalho para ir ao médico ou tomar vacina. O sábado é o único dia em que têm tempo livre sem precisar pedir dispensa.
E por que apenas em junho? Isso é permanente?
Por enquanto é um teste. Eles chamam de ação emergencial. Se funcionar bem, se muita gente usar, provavelmente vira rotina. Mas ninguém prometeu nada além de junho.
A vacinação sem agendamento é importante por quê?
Porque remove mais uma barreira. Você não precisa ligar, não precisa marcar com antecedência. Chega lá no sábado e toma a vacina. Para quem trabalha, isso é libertador.
Qual é o risco de abrir aos sábados? Não fica muito cheio?
Pode ficar cheio, sim. Mas é um risco controlado. Eles têm doze unidades abertas ao mesmo tempo, então a demanda se distribui. E é só por três sábados em junho.
E se a pessoa não conseguir ir em nenhum desses sábados?
Aí volta ao sistema normal na segunda-feira. Mas a ideia é que pelo menos uma parte da população que nunca conseguia ir agora consiga.