Em San Sebastián, uma proibição municipal encerrou seis anos de jantares solidários oferecidos por voluntários a cerca de 300 pessoas sem-abrigo, substituindo a generosidade espontânea por um programa oficial mais financiado. A decisão do alcaide Jon Insausti, justificada por razões de saúde pública e convivência urbana, levanta uma questão que atravessa todas as sociedades: a quem pertence o dever de cuidar dos mais vulneráveis — ao Estado ou à comunidade? O que se ganha em organização pode perder-se em humanidade visível.
San Sebastián proíbe distribuição voluntária de comida a sem-abrigo
Aproximadamente 300 pessoas sem-abrigo perdem acesso a refeições noturnas oferecidas por voluntários, dependendo agora exclusivamente de programas oficiais municipais.