Em fevereiro, uma rotura do ligamento cruzado anterior afastou Samu da competição com um horizonte médico de seis a nove meses. O que se seguiu foi uma convergência rara entre vontade humana e fisiologia excecional: sessões tridiárias, férias sacrificadas e uma resposta muscular que surpreendeu os próprios especialistas. Duzentos e vinte e três dias depois, o avançado do FC Porto regressou ao relvado quase dois meses antes do previsto — não por atalho, mas por uma forma de disciplina que poucos conseguem sustentar.