Design refinado com dobradiça Armor FlexHinge melhorada, ecrãs AMOLED de 8" e 6,5" com 120 Hz e 3.000 nits, oferecendo conforto superior ao antecessor. Processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, 12 GB RAM, bateria de 5.000 mAh com carregamento de 45 W, e sete anos de atualizações garantem desempenho e longevidade.
Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra: evolução sólida com melhorias práticas no dia a dia
Uma evolução bem afinada, não uma revolução
O que torna este Fold8 Ultra diferente do modelo anterior? Parece que as mudanças são muito subtis.
São subtis, mas importam. A dobradiça foi redesenhada para exigir menos pressão ao abrir, e as extremidades mais arredondadas tornam o aparelho mais confortável de segurar. Pequenas coisas que se sentem no dia a dia.
Mas a Samsung não mudou o design geral, certo? As câmaras, os botões, as dimensões mantêm-se iguais.
Exato. É uma evolução, não uma revolução. A Samsung já domina a fórmula dobrável e está a refiná-la.
E quanto aos ecrãs? Há algo de novo aí?
O revestimento antirreflexo no ecrã interno é a novidade principal. Reduz reflexos e torna menos visíveis as ondulações da dobra central. Ambos os ecrãs têm 120 Hz e 3.000 nits de brilho.
Mas o formato alongado continua a ser um problema para vídeos e jogos, não é?
Sim, as barras pretas aparecem em alguns conteúdos. Mas o utilizador acaba por se adaptar.
Qual é o ponto forte deste aparelho?
O desempenho é extraordinário — Snapdragon 8 Elite Gen 5, multitarefa fluida, jogos sem engasgos. E a bateria de 5.000 mAh finalmente resolve um problema antigo dos dobráveis.
Quanto à fotografia, o review diz que é um ponto fraco. A câmara ultra grande angular de 50 megapixéis é realmente uma melhoria?
É uma melhoria concreta, mas a fotografia continua a não estar ao nível dos melhores smartphones tradicionais. Os sensores são mais pequenos para manter a espessura elegante.
E o preço? Isso é importante.
2.269,90 € em Portugal. É um preço muito elevado, e pode ser um impedimento crucial para o sucesso do aparelho.
Então, para quem é este aparelho?
Para quem precisa de produtividade, multitarefa, um ecrã grande e desempenho sem compromissos. Não é para quem tem orçamentos modestos ou que dá prioridade à fotografia.
Il Polso
- Dobradiça Armor FlexHinge melhorada com menos pressão para abrir
- Ecrãs AMOLED de 8" e 6,5" com 120 Hz e 3.000 nits
- Snapdragon 8 Elite Gen 5, 12 GB RAM, bateria de 5.000 mAh com carregamento de 45 W
- Câmara ultra grande angular de 50 megapixéis (nova)
- Preço de 2.269,90 € em Portugal; sete anos de atualizações garantidas
Design refinado com dobradiça Armor FlexHinge melhorada, ecrãs AMOLED de 8" e 6,5" com 120 Hz e 3.000 nits, oferecendo conforto superior ao antecessor. Processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, 12 GB RAM, bateria de 5.000 mAh com carregamento de 45 W, e sete anos de atualizações garantem desempenho e longevidade.
O Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra é uma evolução bem afinada do conceito dobrável, com melhorias na dobradiça, ecrãs, bateria de 5.000 mAh e câmara ultra grande angular, mantendo desempenho de topo mas com preço elevado.
O Samsung Galaxy Z Fold8 Ultra chega ao mercado como uma refinação cuidadosa de uma fórmula que a Samsung já domina bem. Não é uma revolução — a empresa não reinventou o smartphone dobrável este ano — mas é uma versão mais madura e equilibrada do conceito, com melhorias que importam na vida real de quem o usa todos os dias.
O primeiro contacto revela mudanças subtis no design. À primeira vista, o aparelho parece praticamente igual ao seu antecessor, mantendo as mesmas câmaras, botões e dimensões gerais, além da certificação IP48 contra água e poeira. Mas há refinamentos que fazem diferença. As extremidades são agora ligeiramente mais arredondadas, tornando o smartphone mais confortável de segurar do que o modelo anterior, cujas arestas mais afiadas causavam desconforto. A dobradiça Armor FlexHinge também evoluiu, inspirada no mecanismo do Galaxy Z TriFold. O novo sistema requer menos pressão para abrir o aparelho e utiliza ímanes para tornar o movimento mais suave e fácil — uma alteração discreta, mas que se sente na utilização diária.
Os ecrãs são um ponto forte. O painel interno Dynamic AMOLED 2X mede 8 polegadas com resolução de 2504 × 2256 pixéis, enquanto o exterior oferece 6,5 polegadas a 2520 × 1080 pixéis. Ambos suportam taxa de atualização adaptativa de 120 Hz e atingem um brilho máximo de 3.000 nits. A novidade principal é um novo revestimento antirreflexo no ecrã interno, desenvolvido para reduzir reflexos visíveis e tornar menos percetíveis as ondulações causadas pela dobra central. Na prática, o painel oferece uma imagem nítida, brilhante e fluida. Existe uma limitação: o formato alongado apresenta desafios para consumo de vídeo e jogos, com conteúdos de proporções diferentes a exigirem barras pretas ou cortes significativos. Inicialmente, isto incomoda, mas o utilizador acaba por se adaptar. O suporte para áudio espacial Dolby Atmos também faz diferença, entregando qualidade de som superior, especialmente na reprodução de séries e filmes, com vozes nítidas e claras.
No que diz respeito ao desempenho, o Fold8 Ultra não decepciona. O processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, nesta versão de teste aliado a 12 GB de memória RAM e 256 GB de armazenamento, executa qualquer tarefa em modo acelerado, fluido e eficaz. É possível abrir várias aplicações em janelas simultâneas sem que o aparelho perca responsividade. Jogos exigentes funcionam sem engasgos e, de forma positiva, o aparelho não aquece a níveis preocupantes — um feito considerando os componentes comprimidos num corpo de 4,1 mm de espessura quando aberto. O sistema de refrigeração incluído faz o seu trabalho. O Galaxy Z Fold 8 Ultra foi um dos primeiros modelos a estrear a interface One UI 9, baseada em Android 17, que mantém a familiaridade das gerações anteriores enquanto introduz funcionalidades inteligentes baseadas no Gemini, incluindo opções de automação de aplicações. Os recursos Galaxy IA funcionam eficientemente. O Modo Flex, que permite abrir parcialmente o smartphone e utilizar a metade inferior do ecrã como touchpad, é particularmente útil para produtividade. A Samsung garante sete anos de atualizações de software e segurança, o que justifica parcialmente o preço elevado.
Na fotografia, o Fold8 Ultra mantém o sensor principal de 200 megapixéis e a teleobjetiva de 10 megapixéis, mas agora conta com um sensor ultra grande angular de 50 megapixéis — uma atualização concreta de hardware. O sensor principal continua a entregar bons resultados, assim como a nova ultra grande angular. A teleobjetiva mantém a limitação do zoom ótico de 3x, que poderia ser melhorado. O Fold8 Ultra é um bom smartphone para fotografia, mas não consegue igualar rivais não dobráveis que são mestres neste campo. As imagens têm bom nível de detalhe e cores reais, embora pudessem ser mais vívidas. O formato do aparelho necessita de uma curva de aprendizagem para fotografar — abrir o smartphone para enquadrar num ecrã maior transforma-o num mini tablet, o que requer habituação. A câmara frontal cumpre com o essencial, oferecendo resultados sólidos e pragmáticos para necessidades de rotina, mas não deslumbrantes.
A bateria foi finalmente reforçada. A Samsung adotou uma bateria de silício de carbono e aumentou a capacidade de 4.400 mAh para 5.000 mAh — uma resposta a uma das principais limitações das gerações anteriores. Embora a Samsung não tenha confirmado a percentagem exata de silício de carbono na unidade, a nova capacidade representa uma melhoria significativa no uso diário. O aparelho dura à vontade um dia inteiro, mesmo com uso intensivo. O carregamento também recebeu um impulso importante: suporta carregamento por cabo até 45 W, carregamento sem fios até 20 W e carregamento sem fios inverso a 4,5 W. Uma carga completa demora agora cerca de uma hora.
O Galaxy Z Fold8 Ultra custa 2.269,90 € em Portugal — um preço que pode ser um impedimento crucial para o seu sucesso. Este não é um smartphone acessível a todas as carteiras. Para quem procura um aparelho direcionado para produtividade e multitarefa, que queira um ecrã maior à la tablet num smartphone, ou que necessite de desempenho de topo, o Fold8 Ultra cumpre a promessa do nome. Não é uma revolução, mas é uma versão mais equilibrada desta fórmula dobrável. As barras densas no ecrã e a fotografia que não atinge o nível dos melhores smartphones tradicionais podem afastar utilizadores — especialmente aqueles que dão prioridade à câmara ou têm orçamentos mais modestos.
Citazioni salienti
É uma evolução muito bem afinada de um conceito que a Samsung já domina. Não revoluciona o formato, mas melhora alguns pontos que importam no dia a dia.— Conclusão da review
Para quem procura um smartphone que possa transformar-se num pequeno tablet, quer produtividade, multitarefa e desempenho sem compromissos, o Fold8 Ultra cumpre a promessa do nome Ultra.— Conclusão da review