Em meio a uma guerra que não reconhece pausas eleitorais, a Rússia conduziu suas eleições parlamentares sob a sombra de ataques cibernéticos denunciados e drones ucranianos no horizonte. Pela primeira vez, territórios ocupados da Ucrânia foram incorporados ao processo eleitoral russo — um gesto que Moscou apresenta como normalização administrativa e Kiev condena como violação do direito internacional. O entrelaçamento de urnas, alegações de hackers e refinarias em chamas revela que, neste conflito, nenhum domínio — nem mesmo o democrático — permanece separado do campo de batalha.