Rússia pede fim do bloqueio dos EUA contra Cuba na Assembleia da ONU

Rússia e China coordenam crítica aos EUA na ONU
Moscou pede fim do embargo contra Cuba enquanto Pequim critica protecionismo americano no mesmo fórum.
Mark

Por que a Rússia escolheu justamente este momento para pedir o fim do embargo contra Cuba? Não é uma questão antiga?

Mimi

É antiga, sim, mas o timing importa. Quando potências rivais falam juntas sobre o mesmo tema na ONU, amplificam a mensagem. Rússia e China estão sinalizando que os EUA estão isolados em várias frentes.

Luke

Mas precisamos ser precisos: a Rússia pediu o fim do embargo. Isso é um fato. Mas quantos países votariam junto com essa posição? A ONU tem votado sobre isso antes?

Mimi

Sim, votações regulares mostram que a maioria dos países apoia o fim do embargo. Os EUA ficam praticamente sozinhos, junto com Israel em geral.

Luke

Então a novidade não é a posição russa em si, mas o fato de Rússia e China coordenarem a crítica no mesmo momento?

Mimi

Exatamente. E há mais: Xi Jinping não compareceu. Mandou a vice. Isso diz algo sobre prioridades.

Mark

O que diz?

Mimi

Que Xi está focado em negociar com Trump fora da ONU. A Assembleia virou secundária para a China neste momento.

Luke

Mas isso é interpretação. O que sabemos é que Xi não foi e que a vice defendeu as iniciativas dele. O resto é leitura do cenário.

Mark

E quanto à crítica da China sobre protecionismo? Ela nomeou os EUA diretamente?

Mimi

Não nomeou diretamente, mas foi claro o suficiente. Falou sobre violações de soberania, protecionismo, Irã, Cuba. Quem estava ouvindo entendeu.

Luke

Então é uma crítica velada, não uma acusação explícita. Importante notar a diferença.

  • O chanceler russo exigiu, do pódio da ONU, o fim de um embargo americano que dura mais de seis décadas — uma demanda antiga, mas com novo peso diante do alinhamento sino-russo.
  • A China, sem nomear diretamente os EUA em todas as críticas, denunciou protecionismo e violações de soberania, tornando a mensagem inconfundível para quem acompanhava a sessão.
  • A ausência de Xi Jinping — substituído pela vice-presidenta enquanto ele se reunia com Trump — criou uma tensão entre o discurso crítico na tribuna e a diplomacia paralela nos bastidores.
  • A vice-presidenta chinesa negou explicitamente qualquer mentalidade de Guerra Fria, mas a coordenação das críticas russo-chinesas sugeriu exatamente o contrário aos observadores ocidentais.
  • O isolamento americano na questão cubana, historicamente confirmado por votações na ONU, ganhou novo relevo com duas potências nucleares levantando o tema simultaneamente.

No palco das Nações Unidas, em setembro de 2026, Rússia e China usaram a Assembleia Geral para questionar, de formas distintas mas convergentes, a política externa americana — do embargo histórico contra Cuba às acusações de protecionismo e desrespeito à soberania. O momento revelou menos uma crise isolada do que uma estratégia deliberada de potências rivais em reconfigurar, diante do mundo, os termos do debate sobre ordem internacional. Que Xi Jinping tenha preferido um encontro com Trump a discursar pessoalmente na ONU acrescenta uma camada de ambiguidade: a confrontação retórica coexiste com a negociação silenciosa.

Na Assembleia Geral das Nações Unidas de setembro de 2026, o chanceler russo subiu ao pódio com uma exigência direta: os Estados Unidos devem encerrar o embargo econômico contra Cuba, mantido há mais de seis décadas. O discurso marcou um momento de convergência entre Moscou e Pequim, ambas usando o fórum multilateral para desafiar Washington em questões que transcendem o conflito direto entre superpotências.

A China, representada pela vice-presidenta no lugar de Xi Jinping, também aproveitou o espaço para criticar o protecionismo americano e o que Pequim chamou de violações à soberania nacional, tocando em temas como as políticas dos EUA em relação ao Irã e a Cuba. Embora nem sempre tenha nomeado os Estados Unidos diretamente, a mensagem foi inequívoca para quem acompanhava os trabalhos.

A ausência de Xi revelou uma reconfiguração de prioridades: o líder chinês preferiu um encontro com Donald Trump, sinalizando que o realinhamento das relações sino-americanas ocupava posição mais central do que a participação no fórum onusiano. Ao mesmo tempo, sua vice-presidenta defendeu as iniciativas de Xi e negou que a China operasse dentro de uma mentalidade de Guerra Fria — uma negação que, para muitos observadores, soou contraditória diante da coordenação das críticas.

O que o momento capturou foi uma dinâmica mais ampla: potências rivais buscando consolidar narrativas alternativas sobre ordem internacional, enquanto os EUA enfrentam pressão coordenada sobre soberania, comércio e política regional. O que acontece a seguir dependerá de como Washington responde — e de quantos outros países na Assembleia decidem amplificar essas críticas.

Na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2026, o chanceler russo subiu ao pódio com uma demanda clara: os Estados Unidos devem encerrar o embargo econômico que mantém contra Cuba há mais de seis décadas. O discurso marcou um momento de alinhamento entre Moscou e Pequim, ambas as potências usando o fórum multilateral para desafiar a política externa americana em questões que vão além do conflito direto entre superpotências.

A intervenção russa não foi isolada. A China, representada por sua vice-presidenta em lugar de Xi Jinping, também aproveitou o espaço para criticar os Estados Unidos. Pequim denunciou o que chamou de protecionismo americano e violações da soberania nacional, tocando em temas sensíveis como as políticas dos EUA em relação ao Irã e a Cuba. Embora não tenha nomeado diretamente os Estados Unidos em todas as suas críticas, a mensagem foi inequívoca para quem acompanhava os trabalhos da Assembleia.

A escolha de Xi Jinping de não comparecer pessoalmente à Assembleia, delegando seu pronunciamento à vice-presidenta, sinalizou uma reconfiguração nas prioridades diplomáticas chinesas. Enquanto isso, o líder chinês priorizava um encontro com Donald Trump, sugerindo que o realinhamento das relações sino-americanas ocupava posição mais central na agenda de Pequim do que a participação de rotina no fórum das Nações Unidas. A vice-presidenta, em seu discurso, defendeu as iniciativas de Xi e negou explicitamente que a China operasse dentro de uma mentalidade de Guerra Fria.

O embargo americano contra Cuba permanece um dos pontos mais contenciosos nas relações internacionais. Implementado após a revolução de 1959 e intensificado ao longo das décadas, a política tem sido alvo de críticas recorrentes na ONU, onde votações regulares demonstram isolamento dos Estados Unidos na questão. A presença de Rússia e China levantando o tema simultaneamente refletiu tanto a persistência do desacordo quanto a disposição de potências rivais em usar fóruns multilaterais para questionar a política externa americana.

O momento capturou uma dinâmica mais ampla em jogo nas Nações Unidas: enquanto os EUA enfrentam críticas coordenadas sobre questões de soberania, comércio e política regional, as potências concorrentes buscam consolidar narrativas alternativas sobre ordem internacional. A delegação russa e a representação chinesa não apenas criticaram políticas específicas, mas também procuraram reposicionar o debate sobre o que constitui respeito à soberania e justiça nas relações entre nações. O que acontece a seguir dependerá de como Washington responde a essa pressão coordenada e se outros países na Assembleia amplificam ou se distanciam dessas críticas.

A vice-presidenta chinesa defendeu as iniciativas de Xi e negou que a China operasse dentro de uma mentalidade de Guerra Fria
— Representante da China na Assembleia Geral da ONU
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