Rússia lança ataque massivo contra Kiev com mísseis e drones; pelo menos 8 mortos

Pelo menos 8 mortos e 34 feridos, incluindo paramédicos e motoristas de ambulância; pessoas presas sob escombros de edifícios residenciais destruídos; milhares de civis forçados a buscar abrigo em metrô.
Outra noite terrível para os moradores forçados a passá-la em abrigos
Embaixadora ucraniana descreve a realidade cotidiana dos civis de Kiev sob bombardeio russo contínuo.

Na madrugada de quinta-feira, a Rússia desferiu sobre Kiev um dos bombardeios mais abrangentes desde o início da guerra, alcançando simultaneamente todos os dez distritos da capital com mísseis e drones. Pelo menos oito pessoas perderam a vida e dezenas ficaram feridas, enquanto prédios residenciais desabaram e milhares de civis buscaram refúgio nas profundezas do metrô. O ataque não é um episódio isolado, mas parte de uma escalada recíproca em que cada lado responde ao outro, perpetuando um ciclo de destruição que propostas de negociação ainda não conseguiram interromper.

  • Explosões sacudiram Kiev por horas seguidas, atingindo todos os dez distritos da cidade ao mesmo tempo — uma amplitude que as autoridades descreveram como o pior bombardeio desde meados de junho.
  • Um edifício de nove andares no distrito de Desnianskyi desabou dos primeiros ao sexto andar com o impacto direto, deixando moradores soterrados sob os escombros enquanto incêndios se espalhavam por múltiplos bairros.
  • Entre os oito mortos estão paramédicos e motoristas de ambulância que respondiam às emergências quando foram atingidos, revelando a brutalidade indiscriminada do ataque sobre quem tentava salvar vidas.
  • Milhares de civis — carregando crianças, animais e pertences — desceram para as estações de metrô em busca de proteção, enquanto a Polônia enviava caças preventivamente e a Finlândia impunha restrições temporárias de aviação.
  • O ciclo de escalada mútua se aprofunda: a campanha ucraniana de drones contra refinarias russas gerou uma crise de combustível na Rússia, e Kiev respondeu ao bombardeio sem que qualquer proposta de negociação tenha avançado.

A madrugada de quinta-feira transformou Kiev em um campo de explosões contínuas. A Rússia lançou uma ofensiva combinada de mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, cobrindo simultaneamente todos os dez distritos da capital — das margens ocidental à oriental do Dnipro. As autoridades locais classificaram o episódio como um dos bombardeios mais devastadores desde meados de junho.

O saldo humano ainda estava sendo apurado, mas já apontava para pelo menos oito mortos e 34 feridos. Entre as vítimas, paramédicos e motoristas de ambulância que respondiam às primeiras emergências quando foram atingidos. No distrito de Desnianskyi, um prédio de nove andares teve os seis primeiros andares completamente destruídos por impacto direto, deixando moradores presos sob os escombros. Incêndios irromperam em ao menos sete distritos, incluindo o central Boulevard Shevchenko.

O presidente Zelenskyy, que havia antecipado a possibilidade do ataque, encurtou sua visita à Irlanda para retornar ao país. Enquanto as sirenes soavam em praticamente todo o território ucraniano, milhares de moradores desceram às estações de metrô carregando crianças, animais e pertences. A Polônia enviou caças preventivamente; a Finlândia impôs e depois levantou restrições de aviação no leste do Golfo da Finlândia.

O bombardeio se insere em uma espiral de ataques mútuos. A Ucrânia tem operado drones de longo alcance contra refinarias e instalações militares russas, provocando uma crise de combustível em um país que é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo. A Rússia, por sua vez, intensifica os ataques sobre centros urbanos ucranianos. Zelenskyy propôs negociações diretas com Putin, mas a proposta foi rejeitada — e o ciclo de destruição segue sem sinais de desaceleração.

A madrugada de quinta-feira em Kiev foi marcada por explosões contínuas que sacudiram a capital ucraniana por horas. A Rússia lançou um ataque em larga escala usando mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones, atingindo simultaneamente todos os dez distritos da cidade — tanto na margem ocidental quanto na oriental do rio Dnipro. O bombardeio, que as autoridades locais descreveram como um "furioso ataque inimigo", deixou um rastro de destruição que afetou edifícios residenciais, infraestrutura civil e deixou dezenas de locais danificados espalhados pela capital.

Os números de vítimas ainda estão sendo consolidados. Tymur Tkachenko, chefe da Administração Militar de Kiev, confirmou pelo menos oito mortos e cerca de trinta locais afetados. O prefeito Vitali Klitschko informou separadamente que há no mínimo 34 feridos. Entre as vítimas estão paramédicos e motoristas de ambulância — pessoas que estavam respondendo às emergências quando foram atingidas. No distrito de Shevchenkivskyi, cinco pessoas ficaram feridas, incluindo um paramédico em estado crítico.

O presidente Volodymyr Zelenskyy havia emitido alertas prévios sobre a possibilidade do bombardeio e encurtou sua visita a Dublin, na Irlanda, onde acompanharia o início do mandato de seis meses do país na presidência rotativa da União Europeia. Quando os primeiros alarmes soaram, milhares de moradores — muitos carregando crianças, pertences, barracas e animais de estimação — desceram para as estações de metrô subterrâneas em busca de proteção. As sirenes de ataque aéreo foram acionadas para praticamente todo o território ucraniano, sinalizando o que já é considerado o pior bombardeio russo contra o país desde meados de junho.

A destruição foi particularmente severa em áreas residenciais. No distrito de Desnianskyi, um edifício de nove andares foi parcialmente destruído por um impacto direto — os andares um a seis desabaram completamente, deixando moradores presos sob os escombros. Incêndios foram registrados em múltiplos distritos: Sviatoshynskyi, Darnytskyi, Holosiivskyi, Pecherskyi, Solomianskyi, Obolonskyi e Podilskyi. Chamas consumiram o topo de um edifício no central Boulevard Shevchenko. Equipes de resgate trabalhavam para retirar pessoas dos destroços enquanto bombeiros combatiam os incêndios que se espalhavam pelas estruturas danificadas.

A embaixadora ucraniana nos Estados Unidos, Olha Stefanishyna, publicou nas redes sociais: "Outra noite terrível para os moradores da cidade, que foram forçados a passá-la em abrigos". A vizinha Polônia, membro da Otan e da União Europeia, respondeu enviando caças a jato como medida preventiva, embora as aeronaves tenham retornado após constatar que não houve violação do espaço aéreo polonês. A Finlândia, também membro da Otan, impôs uma restrição temporária de aviação na região oriental do Golfo da Finlândia, que foi posteriormente levantada.

Este ataque ocorre em um contexto de escalada mútua. A Ucrânia tem conduzido uma campanha de drones de longo alcance contra território russo, visando instalações militares e de energia. Essas operações atingiram províncias profundas no interior russo, desencadeando uma crise generalizada de combustível — a Rússia, terceiro maior produtor de petróleo do mundo, foi forçada a importar gasolina de locais distantes como a Índia. Na quinta-feira, o governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, afirmou que as forças russas derrubaram sete drones ucranianos na área, que abriga grandes instalações de refino e exportação de óleo. Na região de Belgorod, que faz fronteira com a Ucrânia, um ataque de drone atingiu uma residência, matando um homem e ferindo sua esposa.

Tanto Rússia quanto Ucrânia afirmam não ter civis como alvos deliberados em suas operações. Recentemente, Zelenskyy propôs a abertura de negociações com o presidente russo Vladimir Putin para encerrar a guerra que já dura mais de quatro anos, mas a proposta foi rejeitada pelo líder do Kremlin. O padrão de ataques em larga escala contra a capital ucraniana parece estar se intensificando, com cada lado respondendo aos movimentos do outro em um ciclo que não mostra sinais de desaceleração.

Outra noite terrível para os moradores da cidade, que foram forçados a passá-la em abrigos
— Olha Stefanishyna, embaixadora da Ucrânia nos Estados Unidos
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Por que a Rússia escolheu atacar todos os dez distritos simultaneamente? Há alguma lógica estratégica nisso?

Model

Provavelmente é uma tentativa de sobrecarregar as defesas aéreas ucranianas. Se você ataca em múltiplos pontos ao mesmo tempo, torna impossível concentrar a resposta em um único lugar. Além disso, há um elemento psicológico — mostrar que nenhuma parte da capital está segura.

Inventor

E quanto aos civis nos abrigos? Eles estão realmente protegidos no metrô?

Model

O metrô oferece proteção contra explosões aéreas, mas não é perfeito. Pessoas passam horas lá, às vezes noites inteiras. É um abrigo, não um refúgio confortável. O que você vê é a rotina da guerra — famílias descendo com crianças e animais de estimação, esperando que passe.

Inventor

A Polônia e a Finlândia enviaram caças. Por que isso importa?

Model

Mostra que os aliados da Otan estão em alerta máximo. Eles não sabem se um míssil russo vai errar e cruzar a fronteira. É uma demonstração de que a guerra está próxima demais para conforto, mesmo para quem não está diretamente envolvido.

Inventor

Zelenskyy propôs negociações e Putin rejeitou. Isso significa que a guerra vai continuar indefinidamente?

Model

Por enquanto, sim. Enquanto ambos os lados acreditarem que podem ganhar — ou pelo menos não perder — não há incentivo para negociar. A Ucrânia está ferindo a economia russa com ataques a refinarias. A Rússia continua bombardeando cidades. É um impasse violento.

Inventor

Qual é o custo real disso para os civis?

Model

Oito mortos em uma noite. Trinta e quatro feridos. Pessoas presas sob escombros. Famílias dormindo no metrô. E isso é apenas uma noite. Multiplique por quatro anos de guerra.

Want the full story? Read the original at G1 ↗
Contact Us FAQ