Em meio à guerra na Ucrânia e às vésperas de eleições parlamentares, o Kremlin estende sua mão sobre o patrimônio de empresas ocidentais que um dia apostaram na integração econômica com a Rússia. O confisco dos ativos da Nestlé e da Auchan — que juntas empregavam quase quarenta mil pessoas em solo russo — não é um gesto isolado, mas parte de uma reordenação mais profunda: a Rússia reescreve os termos de sua economia, voltando a um modelo em que o Estado decide quem produz, quem permanece e quem pertence.
Rússia confisca ativos da Nestlé em campanha de nacionalização de empresas estrangeiras
Mais de 7 mil funcionários da Nestlé e 30 mil da Auchan tiveram suas operações afetadas pelas confiscos de ativos.