No coração de Kiev, a Rússia voltou seus mísseis contra as artérias invisíveis que sustentam a vida moderna — as redes de comunicação. Ao atacar a sede da Kyivstar e data centers da Vodafone Ucrânia neste domingo, Moscou não mira apenas torres e servidores, mas o próprio fluxo de informação que permite a uma população em guerra saber quando se abrigar. A destruição da infraestrutura de telecomunicações revela uma lógica de guerra que vai além do campo de batalha: silenciar é também uma forma de vencer.
Rússia ataca Kyivstar e data centers da Ucrânia em novo bombardeio à infraestrutura
Alertas rápidos sobre ameaças salvam vidas
Por que a Rússia está focando especificamente em operadoras de telefonia e data centers? Não seria mais direto atacar alvos militares?
A comunicação é uma arma em si. Se você desliga os data centers, desliga os alertas de mísseis, as notícias, a coordenação de evacuações. É guerra contra a capacidade do país de funcionar.
Mas precisamos ser cuidadosos aqui — o Ministério da Defesa russo afirma ter atingido o data center da Vodafone, mas a Vodafone não confirmou. Sabemos que houve impacto, mas não sabemos exatamente o que foi destruído ou danificado.
E quanto aos feridos que Zelenskiy mencionou? Duas crianças e um adulto — isso foi confirmado por outras fontes?
Zelenskiy relatou os ferimentos, mas o texto não traz confirmação independente. Sabemos que ele disse isso, mas não temos verificação de hospitais ou outras autoridades.
Exatamente. E sobre as 100 mil residências afetadas na semana anterior — esse número vem do Ministério Digital ucraniano. É um número oficial, mas é a Ucrânia contando seus próprios danos.
Então estamos vendo um padrão de ataques, mas os detalhes específicos de cada um ainda estão sendo apurados?
Sim. O que é certo é que os ataques estão acontecendo, estão afetando infraestrutura civil, e estão deixando pessoas feridas. O padrão é real.
E o timing importa — isso está acontecendo agora, em setembro de 2026, como parte de uma escalação que começou semanas antes.
O Pulso
- A Rússia bombardeou a sede da Kyivstar e um data center da Vodafone Ucrânia em Kiev no mesmo domingo, ampliando sua campanha sistemática contra as comunicações do país.
- Dois menores e um adulto foram feridos em ataques repetidos a um data center na capital, enquanto o prédio da Kyivstar foi atingido sem vítimas diretas.
- Na semana anterior, ataques similares já haviam cortado o serviço de internet de cerca de 100 mil residências em Kiev e arredores, sinalizando uma escalada deliberada.
- O ministro das Relações Exteriores ucraniano alertou que os alvos russos são escolhidos para suprimir os sistemas de alerta de mísseis e drones — mecanismos que salvam vidas civis diariamente.
- A Ucrânia enfrenta agora o desafio de proteger uma infraestrutura crítica dispersa enquanto a população depende dela para receber alertas em tempo real sobre ameaças aéreas.
No coração de Kiev, a Rússia voltou seus mísseis contra as artérias invisíveis que sustentam a vida moderna — as redes de comunicação. Ao atacar a sede da Kyivstar e data centers da Vodafone Ucrânia neste domingo, Moscou não mira apenas torres e servidores, mas o próprio fluxo de informação que permite a uma população em guerra saber quando se abrigar. A destruição da infraestrutura de telecomunicações revela uma lógica de guerra que vai além do campo de batalha: silenciar é também uma forma de vencer.
No domingo, 27 de setembro, mísseis russos atingiram a sede da Kyivstar em Kiev — a maior operadora de telefonia móvel da Ucrânia. A empresa confirmou o ataque, informando que nenhum funcionário foi ferido no local. No mesmo dia, o Ministério da Defesa russo declarou ter atingido também um data center da Vodafone Ucrânia, segunda maior operadora do país, que não se pronunciou sobre o incidente.
O presidente Volodymyr Zelenskiy relatou que um data center em Kiev foi atacado duas vezes na manhã de domingo, deixando dois menores e um adulto feridos. O episódio não é isolado: na semana anterior, ataques a provedores de internet ucranianos causaram interrupções para cerca de 100 mil residências na capital e região, segundo o Ministério Digital da Ucrânia.
O ministro das Relações Exteriores, Andrii Sybiha, foi direto ao nomear a estratégia russa: Moscou mira deliberadamente os principais data centers ucranianos para degradar a comunicação. Para ele, os sistemas de alerta rápido sobre mísseis e drones não são apenas ferramentas de informação — são mecanismos de sobrevivência. A infraestrutura de telecomunicações deixou de ser apenas uma questão técnica para se tornar uma linha de frente silenciosa da guerra.
No domingo, 27 de setembro, a Rússia bombardeou a sede da Kyivstar em Kiev, a maior operadora de telefonia móvel da Ucrânia. A empresa confirmou o ataque à mídia local, embora nenhuma pessoa tenha sido ferida no prédio da operadora. O ataque faz parte de uma campanha mais ampla de Moscou contra a infraestrutura de comunicações ucraniana — naquele mesmo dia, o Ministério da Defesa russo informou ter atingido também um data center da Vodafone Ucrânia, segunda maior operadora de celular do país. A Vodafone não respondeu a solicitações de comentário sobre o incidente.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy relatou que a Rússia atacou um data center em Kiev duas vezes na manhã de domingo, deixando dois menores e um adulto feridos. Esses ataques se inserem em um padrão de bombardeios russos contra centros de dados e infraestrutura de comunicações que se intensificou nas últimas semanas. Na semana anterior, Moscou havia atingido data centers de provedores de internet ucranianos, causando interrupções de serviço para aproximadamente 100 mil residências em Kiev e nas áreas circunvizinhas, conforme informou o Ministério Digital da Ucrânia.
O objetivo declarado desses ataques é claro: interromper o fluxo de informações no país. Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, descreveu a estratégia russa em uma postagem na quarta-feira anterior, afirmando que Moscou tem como alvo os principais data centers ucranianos especificamente para prejudicar a comunicação. Sybiha enfatizou que os alertas rápidos sobre ameaças de mísseis e drones são essenciais para a população — não apenas como ferramenta de informação, mas como mecanismo de proteção de vidas. A vulnerabilidade da infraestrutura de comunicações tornou-se, portanto, não apenas uma questão técnica ou econômica, mas uma questão de segurança civil.
Citações Notáveis
A Rússia tem como alvo os principais data centers ucranianos, buscando interromper o fluxo de informações. Alertas rápidos sobre ameaças de mísseis e drones são essenciais — eles salvam vidas.— Andrii Sybiha, ministro das Relações Exteriores da Ucrânia