A cada inverno, a gripe revela com precisão quem a sociedade mais deve proteger — os muito jovens, os muito velhos e aqueles que carregam uma vida dentro de si. No Rio Grande do Sul, um novo lote de 536 mil doses de vacina chega na quarta-feira, 27 de maio, como parte de um esforço que já imunizou dois milhões de gaúchos desde março, mas que ainda precisa alcançar a maioria dos mais vulneráveis. Com 782 internações registradas em 2026 e oito em cada dez mortes concentradas em idosos, a campanha não é apenas logística — é uma conversa urgente entre o Estado e sua responsabilidade com os que mai
RS receberá 536 mil doses de vacina contra gripe na próxima quarta
Oito em cada dez mortes por gripe ocorrem em pessoas com 60 anos ou mais
Por que a cobertura vacinal das crianças pequenas está tão abaixo da dos idosos?
Crianças pequenas precisam de duas doses no primeiro ano de vacinação, não apenas uma. Isso dobra o trabalho logístico e requer mais comparecimentos às unidades de saúde. Além disso, pais às vezes hesitam ou adiam porque a gripe em crianças saudáveis pode parecer menos grave do que em idosos.
Mas os números mostram que crianças até quatro anos representam a maioria das internações.
Exatamente. É um paradoxo. As crianças pequenas ocupam mais leitos hospitalares, mas são vacinadas em menor proporção. Talvez porque os pais não vejam a urgência até que a criança fica doente.
Esses 536 mil novos doses vão mudar o cenário?
Ajudam, mas não resolvem sozinhas. A distribuição é só o primeiro passo. O desafio real é convencer as pessoas a ir até a unidade de saúde e tomar a vacina.
E quanto aos óbitos? Oito em cada dez mortes em idosos — isso é esperado?
Idosos têm sistemas imunológicos mais frágeis e outras doenças crônicas. A gripe não mata porque é gripe; mata porque complica pneumonia, insuficiência cardíaca, outras coisas que já estão lá. A vacina quebra essa corrente.
Então a campanha está funcionando?
Está funcionando, mas lentamente. Dois milhões de vacinados em dois meses é um número sólido, mas ainda está longe dos 90% que o Estado precisa atingir.
O Pulso
- A cobertura vacinal entre crianças pequenas está em apenas 23,5%, muito abaixo da meta de 90%, enquanto esse grupo representa parcela expressiva das internações graves por gripe no Estado.
- Em 2026, o Rio Grande do Sul já registrou 782 internações por síndrome respiratória aguda grave causada pela influenza, com sete em cada dez casos envolvendo crianças de até quatro anos ou idosos.
- Oito em cada dez mortes por gripe no Estado ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais, tornando a vacinação de idosos uma questão de sobrevivência — e não apenas de prevenção.
- O novo lote de 536 mil doses será distribuído às coordenadorias regionais e municípios assim que chegar à Secretaria da Saúde, seguindo o mesmo fluxo ágil adotado desde o início da campanha em março.
- Com 3,4 milhões de doses recebidas em 2026 e projeção de chegar a 5,2 milhões, o desafio agora é transformar doses disponíveis em braços vacinados antes que o inverno agrave o cenário epidemiológico.
A cada inverno, a gripe revela com precisão quem a sociedade mais deve proteger — os muito jovens, os muito velhos e aqueles que carregam uma vida dentro de si. No Rio Grande do Sul, um novo lote de 536 mil doses de vacina chega na quarta-feira, 27 de maio, como parte de um esforço que já imunizou dois milhões de gaúchos desde março, mas que ainda precisa alcançar a maioria dos mais vulneráveis. Com 782 internações registradas em 2026 e oito em cada dez mortes concentradas em idosos, a campanha não é apenas logística — é uma conversa urgente entre o Estado e sua responsabilidade com os que mais precisam.
O Rio Grande do Sul receberá na quarta-feira, 27 de maio, um novo lote de 536 mil doses de vacina contra gripe enviadas pelo Ministério da Saúde. As doses seguirão o mesmo caminho estabelecido desde março: da Secretaria da Saúde estadual para as coordenadorias regionais e, em seguida, para os municípios, onde serão aplicadas nos grupos prioritários.
Com esse reforço, o Estado terá recebido cerca de 3,4 milhões de doses em 2026, com projeção de alcançar 5,2 milhões até o fim da campanha. Desde o início da vacinação, aproximadamente dois milhões de gaúchos já foram imunizados — um avanço considerável, mas insuficiente diante das metas estabelecidas.
A cobertura entre os grupos mais vulneráveis — crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes — está em 41%, quando a meta é de 90%. Os idosos lideram com 45,2%, seguidos pelas gestantes com 43,2%. As crianças pequenas preocupam mais: apenas 23,5% foram vacinadas até agora.
Os dados de internações explicam a urgência. Em 2026, foram registradas 782 hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave causada pelos vírus influenza A e B no Estado. Sete em cada dez envolveram crianças de até quatro anos ou idosos. Entre os óbitos, o padrão é ainda mais concentrado: oito em cada dez mortes por gripe ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais.
A Secretaria da Saúde renova o apelo para que os grupos prioritários busquem a unidade de saúde mais próxima. Com meio milhão de doses chegando esta semana e a meta ainda distante, a campanha segue em ritmo de urgência.
O Rio Grande do Sul está recebendo um novo carregamento de 536 mil doses de vacina contra gripe na próxima quarta-feira, 27 de maio, enviadas pelo Ministério da Saúde. Assim que chegar à Secretaria da Saúde estadual, as doses serão encaminhadas às coordenadorias regionais e depois distribuídas aos municípios para aplicação nos grupos prioritários. É o mesmo fluxo que vem funcionando desde o início da campanha em março — um sistema pensado para mover doses rapidamente do depósito para o braço das pessoas.
Com esse novo lote, o Rio Grande do Sul terá recebido aproximadamente 3,4 milhões de doses em 2026. A projeção é chegar a 5,2 milhões de doses até o encerramento da campanha, quantidade destinada aos públicos que o Ministério da Saúde definiu como prioritários. Desde 28 de março, quando a vacinação começou, cerca de dois milhões de gaúchos já receberam a injeção.
Os números, porém, revelam uma lacuna. Entre os três grupos mais vulneráveis — crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais e gestantes — a cobertura vacinal está em 41%. Desses grupos, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas já foram vacinadas. A meta é alcançar 90% de cobertura. Os idosos estão em 45,2%, as gestantes em 43,2%, mas as crianças pequenas ficam bem atrás, com apenas 23,5% vacinadas.
A urgência dessa meta fica clara quando se olha para os números de internações. Em 2026, o Rio Grande do Sul registrou 782 internações por síndrome respiratória aguda grave causada pelos vírus da influenza A (H1N1 e H3N2) e B. Sete em cada dez dessas internações envolveram crianças de até quatro anos ou idosos. Nos óbitos, o padrão é ainda mais concentrado: oito em cada dez mortes por gripe no Estado ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais. A vacinação reduz o risco de casos graves, diminui internações e salva vidas — não apenas dos vacinados, mas também de quem está ao redor deles.
A Secretaria da Saúde reforça o chamado para que pessoas dos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima. Esses públicos foram identificados porque enfrentam maior risco de agravamento ou maior exposição ao vírus. Com 536 mil doses chegando esta semana e a meta de 90% ainda distante, a corrida pela cobertura continua.
Citações Notáveis
A vacinação é a principal forma de prevenir complicações causadas pela gripe, reduzindo o risco de casos graves e contribuindo para diminuir internações e óbitos— Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul