A partir de setembro de 2026, o Rio Grande do Sul passa a exigir exame toxicológico de quem busca sua primeira habilitação nas categorias A e B — uma extensão natural de uma prática já consolidada entre motoristas profissionais. A medida, aprovada pelo Congresso em dezembro e agora inscrita na Lei 15.153 de 2025, reconhece que o volante é um espaço de responsabilidade coletiva, e que o início da vida de condutor é um momento tão decisivo quanto qualquer renovação posterior. Ao ampliar a janela de detecção para meses, e não apenas dias, o Estado sinaliza que a segurança nas estradas começa ante
RS exige exame toxicológico obrigatório para primeira CNH a partir de setembro
O teste não mede intoxicação no momento — mede consumo histórico
Por que o governo decidiu estender o exame toxicológico para quem está tirando a primeira habilitação agora?
A lógica é preventiva. Se já funciona para motoristas profissionais, que dirigem mais e carregam mais responsabilidade, faz sentido aplicar o mesmo critério a quem está começando. É uma forma de estabelecer um padrão desde o início.
Mas 90 a 180 dias é um período muito longo. Alguém que usou uma substância uma única vez meses atrás seria reprovado?
Exatamente. O teste não mede intoxicação no momento — mede consumo histórico. Uma pessoa que usou cocaína três meses atrás ainda testaria positivo. Isso é intencional, não acidental.
Qual é o impacto real disso? Quantas pessoas serão afetadas?
Não há números públicos sobre quantos candidatos à primeira CNH usam substâncias detectáveis. Mas considerando que 87% dos positivos são cocaína, estamos falando de um filtro bastante específico — não é um teste amplo de saúde geral.
E se alguém testar positivo? Pode tentar novamente?
Sim, pode. Mas precisa esperar o tempo necessário para que a substância saia do seu sistema — semanas ou meses, dependendo do que foi consumido. Isso cria um atraso real no processo de habilitação.
Isso é uma questão de segurança viária ou de controle?
Provavelmente ambas. A segurança é o argumento oficial — motoristas sob influência causam acidentes. Mas também é uma forma de estabelecer um padrão comportamental desde o início da vida de motorista.
Le Pouls
- A partir de 1º de setembro, nenhum candidato à primeira CNH nas categorias A ou B poderá receber a Permissão para Dirigir sem apresentar resultado negativo em exame toxicológico.
- O teste detecta substâncias psicoativas consumidas nos últimos 90 a 180 dias por meio de amostras de cabelo, pelos ou unhas — tornando muito mais difícil burlar o resultado do que em exames de sangue ou urina.
- Dados de 2021 a 2025 mostram que a cocaína aparece em 87% dos casos positivos entre motoristas profissionais, revelando o perfil de consumo que o novo público também enfrentará como critério.
- Candidatos que já iniciaram o processo antes de setembro estão isentos, mas quem começa agora pode ver seu cronograma de habilitação se estender consideravelmente caso haja histórico recente de uso de substâncias detectáveis.
A partir de setembro de 2026, o Rio Grande do Sul passa a exigir exame toxicológico de quem busca sua primeira habilitação nas categorias A e B — uma extensão natural de uma prática já consolidada entre motoristas profissionais. A medida, aprovada pelo Congresso em dezembro e agora inscrita na Lei 15.153 de 2025, reconhece que o volante é um espaço de responsabilidade coletiva, e que o início da vida de condutor é um momento tão decisivo quanto qualquer renovação posterior. Ao ampliar a janela de detecção para meses, e não apenas dias, o Estado sinaliza que a segurança nas estradas começa antes mesmo de o motor ser ligado.
A partir de 1º de setembro, tirar a primeira carteira de habilitação no Rio Grande do Sul exigirá um passo a mais: um exame toxicológico com resultado negativo. O DetranRS implementará a medida para candidatos às categorias A e B — motos e carros —, cumprindo a Lei 15.153 de 2025, aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro. A novidade é, na prática, uma extensão do que já existia: motoristas profissionais nas categorias C, D e E já realizavam esse teste periodicamente. Agora, quem está começando do zero também precisará se submeter a ele.
O funcionamento é rigoroso. Antes de receber a Permissão para Dirigir, o candidato deve agendar o exame em laboratório credenciado pela Senatran, coletar a amostra biológica — cabelo, pelos ou unhas — e aguardar o laudo rastreável. Só após o registro do resultado negativo no sistema é que o documento será expedido. A janela de detecção, que varia de 90 a 180 dias dependendo da substância, torna o teste significativamente mais difícil de burlar do que métodos convencionais.
Os dados históricos de exames entre 2021 e 2025 revelam o padrão esperado: cocaína lidera com 87% das detecções positivas, seguida por opiáceos, anfetaminas e maconha. Esses números, até agora associados a motoristas profissionais, passam a ser referência também para o novo público. Para candidatos com histórico recente de uso de qualquer substância detectável, o cronograma de habilitação pode se estender consideravelmente — um impacto silencioso, mas concreto, da nova exigência.
A partir de 1º de setembro, quem quiser tirar a primeira carteira de habilitação no Rio Grande do Sul vai precisar passar por um exame toxicológico. O Departamento Estadual de Trânsito do estado (DetranRS) implementará a exigência para candidatos às categorias A e B — motos e carros — após aprovação do Congresso Nacional em dezembro do ano passado. Trata-se de uma extensão de uma prática já consolidada: o teste toxicológico já era obrigatório para motoristas profissionais nas categorias C, D e E, mas apenas em exames periódicos. Agora, a Lei 15.153 de 2025 amplia a medida para quem está começando do zero.
O mecanismo é simples em teoria, mas rigoroso na prática. O candidato precisa apresentar um resultado negativo no teste antes de receber a Permissão para Dirigir — o documento que autoriza a prática de direção durante o período de aprendizado. O exame detecta o consumo de substâncias psicoativas em um período que varia de 90 a 180 dias, dependendo da substância e da metodologia. Diferentemente de testes de sangue ou urina, este utiliza amostras de cabelo, pelos ou unhas, o que amplia a janela de detecção e torna mais difícil burlar o resultado.
O procedimento segue etapas bem definidas. O candidato agenda o exame em um laboratório credenciado pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) — a lista está disponível no site da instituição. A coleta da amostra biológica é feita no próprio laboratório, que depois envia o material para análise. O laudo é emitido de forma rastreável, garantindo que não houve contaminação ou adulteração durante o processo. Apenas após o laboratório registrar o resultado negativo no sistema é que a Permissão para Dirigir será expedida.
Os dados de exames toxicológicos realizados entre 2021 e 2025 revelam o padrão de consumo detectado. A cocaína aparece em aproximadamente 87% dos casos positivos, com 462.643 detecções. Opiáceos representam 7% do total (37.797 casos), anfetaminas 4% (21.938 casos) e maconha apenas 2% (10.525 casos). Esses números refletem o que os laboratórios encontram em testes de motoristas profissionais, e agora servirão como referência para o novo público.
A medida entra em vigor para quem iniciar formalmente o processo de habilitação a partir de setembro. Candidatos que já começaram o processo antes dessa data não serão afetados. A exigência está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e representa uma mudança significativa no fluxo de obtenção da primeira CNH — não apenas no Rio Grande do Sul, mas em todo o país, já que a lei é federal. Para muitos candidatos, especialmente aqueles com histórico recente de uso de qualquer substância detectável, o cronograma de habilitação pode se estender consideravelmente, dependendo de quanto tempo levará para que as substâncias saiam do organismo.
Citations marquantes
A expedição da Permissão para Dirigir somente ocorrerá após o laboratório registrar no sistema o resultado negativo do exame toxicológico do candidato— DetranRS