No Monte Sharp, em Marte, o rover Curiosity deparou-se com pequenas cavidades rasas e largas esculpidas na rocha — formações que não se encaixam em nenhum padrão geológico previamente registrado. A ausência de resíduos que explicariam sua origem transforma esses poços de um centímetro em um silêncio eloquente: a superfície marciana guarda processos que a ciência ainda não sabe nomear. É o tipo de mistério que não perturba, mas convida — um lembrete de que planetas, como histórias, sempre reservam capítulos inesperados.