Em plena temporada literária francesa, um romance de origem haitiana que encantou críticos e leitores viu sua reputação ser colocada em xeque por uma acusação anônima: a de que suas páginas teriam sido escritas não por um ser humano, mas por uma máquina. O caso de Thélyson Orélien e seu 'C'était ça ou mourir' não revela apenas a fragilidade de uma reputação literária no mundo digital, mas expõe uma crise mais profunda — a incapacidade das próprias ferramentas criadas para distinguir o humano do artificial de chegarem a um consenso. Quando a tecnologia prometida como árbitro da verdade contradi